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Raio X dos parques da região


Verônica Fraidenraich
Do Diário do Grande ABC

04/06/2006 | 08:23


Durante uma semana, o Diário percorreu os principais parques da região para fazer um raio X dos espaços de lazer público de seis cidades (com exceção de Rio Grande da Serra que não tem parque). Qual a estrutura física de cada um deles, freqüência, reclamações e aprovações dos usuários. Foram visitados 11 parques, por onde passam 367 mil pessoas por mês.

Entre os mais elogiados pelos usuários estão as duas novas áreas verdes de São Bernardo – Parque Municipal Engenheiro Salvador Arena e Cidade de São Bernardo –, o Celso Daniel e Parque Central, ambos em Santo André, e o Espaço Verde Chico Mendes, em São Caetano. Todos têm características próprias de cada município.

Parques de São Bernardo, por exemplo, são ideais para passeio e para diversão das crianças. O aquário gigante de água doce de 15 mil m² instalado na ocasião da inauguração do Salvador Arena em dezembro de 2005 é atração inédita na região.

As áreas de São Bernardo são bem equipadas, possuem acesso para portadores de deficiência, bebedouros, banheiros com papel higiênico e não há reclamações quanto à segurança.

Mas os corredores reclamam dos parques da cidade. As alamedas são cimentadas e muito íngremes, especialmente no Cidade de São Bernardo. Situação propícia para causar lesões nos atletas.

Em São Caetano, o Espaço Verde Chico Mendes pode ser considerado um dos símbolos do meio ambiente da cidade. O local apresenta boa infra-estrutura. O espaço é bem cuidado, os brinquedos estão em bom estado e os banheiros são limpos e têm papel higiênico.

Porém, um dos problemas apresentados pelos usuários do Chico Mendes e também pelos freqüentadores das outras áreas verdes da região é a sensação de insegurança. No Espaço Verde Chico Mendes, um túnel que liga o parque Catherine D‘Agostini, o Chiquinho, espaço anexo à área, é mal iluminado à noite, com refletores desligados. A pista de cooper entre as árvores são verdadeiro breu à noite.

O engenheiro Hilton Goldenberg, 46 anos, é um dos descontentes. Ele reclama da falta de segurança no anexo que tem várias entradas. “Nunca vi ninguém tomando conta desta área.” A Prefeitura de São Caetano não respondeu às solicitações da reportagem.

O Parque Central tem 350 mil m² e é um dos maiores da região, só perde para o Parque Guapituba, em Mauá. Os usuários têm a sensação de que o efetivo de 15 guardas que fazem ronda no local (oito durante o dia e sete à noite) não são suficientes para cuidar de tamanha extensão territorial. A proximidade com a favela Gamboa e a ausência de um muro que separe a área verde das moradias incomoda os usuários.

Sensação de insegurança que não condiz com a realidade apresentada pela Guarda da cidade. O comandante José Renato Silva assume a existência de problemas de segurança no Central, mas ressalta que há poucos registros de ocorrências.

O Parque Central que durante tantos anos era apenas um espaço abandonado no bairro Paraíso, região central da cidade, passou a ser referência para atividades de lazer de fins de semana desde a sua inauguração, em abril do ano passado. A programação de shows farta lota a área aos sábados e domingos. Tão lotado que faltam vagas nas ruas próximas ao parque para estacionar os veículos. A ausência de um estacionamento próprio é reclamação geral entre os freqüentadores.

Ao contrário do Parque Central, o Parque Fernando Vitor de Araújo Alves, conhecido como Ecológico, no bairro Eldorado, em Diadema, é pequeno (sua área é de 12,3 mil m²), mas atrai 30 mil usuários por mês. Os visitantes reclamam de falta de pista de cooper e de falta de alambrados em volta de toda a extensão dos campos de futebol. “Se passar uma criança, pode ser atingida pela bola”, diz o açougueiro Sérgio Alves da Silva, 45 anos. A Prefeitura rebate a crítica e informa que as cercas existem. Mas apenas atrás das traves.

Os Parques Guapituba, em Mauá, e o Municipal Milton Marinho de Moraes, em Ribeirão Pires, tem caráter ecológico. A proposta de lazer é bem diferente das apresentadas em outras cidades, onde são oferecidas quadras, playground e equipamentos para alongamento. Nos dois parques, o que fala mais alto é o verde. As alamedas arborizadas do Guapituba são propícias para passeios. No Milton Marinho, a Prefeitura incentiva atividades como trilhas aos visitantes.

Apesar do objetivo diferente dos parques tradicionais, as duas áreas pecam em infra-estrutura básica, necessária a qualquer espaço público. Faltam bebedouros, estacionamento, acessibilidade a deficientes físicos e os banheiros não têm papel higiênico. As duas Prefeituras informaram que têm projeto de reformas, mas não há previsão.



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Raio X dos parques da região

Verônica Fraidenraich
Do Diário do Grande ABC

04/06/2006 | 08:23


Durante uma semana, o Diário percorreu os principais parques da região para fazer um raio X dos espaços de lazer público de seis cidades (com exceção de Rio Grande da Serra que não tem parque). Qual a estrutura física de cada um deles, freqüência, reclamações e aprovações dos usuários. Foram visitados 11 parques, por onde passam 367 mil pessoas por mês.

Entre os mais elogiados pelos usuários estão as duas novas áreas verdes de São Bernardo – Parque Municipal Engenheiro Salvador Arena e Cidade de São Bernardo –, o Celso Daniel e Parque Central, ambos em Santo André, e o Espaço Verde Chico Mendes, em São Caetano. Todos têm características próprias de cada município.

Parques de São Bernardo, por exemplo, são ideais para passeio e para diversão das crianças. O aquário gigante de água doce de 15 mil m² instalado na ocasião da inauguração do Salvador Arena em dezembro de 2005 é atração inédita na região.

As áreas de São Bernardo são bem equipadas, possuem acesso para portadores de deficiência, bebedouros, banheiros com papel higiênico e não há reclamações quanto à segurança.

Mas os corredores reclamam dos parques da cidade. As alamedas são cimentadas e muito íngremes, especialmente no Cidade de São Bernardo. Situação propícia para causar lesões nos atletas.

Em São Caetano, o Espaço Verde Chico Mendes pode ser considerado um dos símbolos do meio ambiente da cidade. O local apresenta boa infra-estrutura. O espaço é bem cuidado, os brinquedos estão em bom estado e os banheiros são limpos e têm papel higiênico.

Porém, um dos problemas apresentados pelos usuários do Chico Mendes e também pelos freqüentadores das outras áreas verdes da região é a sensação de insegurança. No Espaço Verde Chico Mendes, um túnel que liga o parque Catherine D‘Agostini, o Chiquinho, espaço anexo à área, é mal iluminado à noite, com refletores desligados. A pista de cooper entre as árvores são verdadeiro breu à noite.

O engenheiro Hilton Goldenberg, 46 anos, é um dos descontentes. Ele reclama da falta de segurança no anexo que tem várias entradas. “Nunca vi ninguém tomando conta desta área.” A Prefeitura de São Caetano não respondeu às solicitações da reportagem.

O Parque Central tem 350 mil m² e é um dos maiores da região, só perde para o Parque Guapituba, em Mauá. Os usuários têm a sensação de que o efetivo de 15 guardas que fazem ronda no local (oito durante o dia e sete à noite) não são suficientes para cuidar de tamanha extensão territorial. A proximidade com a favela Gamboa e a ausência de um muro que separe a área verde das moradias incomoda os usuários.

Sensação de insegurança que não condiz com a realidade apresentada pela Guarda da cidade. O comandante José Renato Silva assume a existência de problemas de segurança no Central, mas ressalta que há poucos registros de ocorrências.

O Parque Central que durante tantos anos era apenas um espaço abandonado no bairro Paraíso, região central da cidade, passou a ser referência para atividades de lazer de fins de semana desde a sua inauguração, em abril do ano passado. A programação de shows farta lota a área aos sábados e domingos. Tão lotado que faltam vagas nas ruas próximas ao parque para estacionar os veículos. A ausência de um estacionamento próprio é reclamação geral entre os freqüentadores.

Ao contrário do Parque Central, o Parque Fernando Vitor de Araújo Alves, conhecido como Ecológico, no bairro Eldorado, em Diadema, é pequeno (sua área é de 12,3 mil m²), mas atrai 30 mil usuários por mês. Os visitantes reclamam de falta de pista de cooper e de falta de alambrados em volta de toda a extensão dos campos de futebol. “Se passar uma criança, pode ser atingida pela bola”, diz o açougueiro Sérgio Alves da Silva, 45 anos. A Prefeitura rebate a crítica e informa que as cercas existem. Mas apenas atrás das traves.

Os Parques Guapituba, em Mauá, e o Municipal Milton Marinho de Moraes, em Ribeirão Pires, tem caráter ecológico. A proposta de lazer é bem diferente das apresentadas em outras cidades, onde são oferecidas quadras, playground e equipamentos para alongamento. Nos dois parques, o que fala mais alto é o verde. As alamedas arborizadas do Guapituba são propícias para passeios. No Milton Marinho, a Prefeitura incentiva atividades como trilhas aos visitantes.

Apesar do objetivo diferente dos parques tradicionais, as duas áreas pecam em infra-estrutura básica, necessária a qualquer espaço público. Faltam bebedouros, estacionamento, acessibilidade a deficientes físicos e os banheiros não têm papel higiênico. As duas Prefeituras informaram que têm projeto de reformas, mas não há previsão.

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