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CPI da Tecnisa descarta novas oitivas e vai focar em documentos de obra

Em trabalho há dois meses, comissão em Diadema anuncia análise de laudos colhidos


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

18/06/2015 | 07:00


Em atuação há dois meses, a CPI da Tecnisa, que investiga possíveis irregularidades na construção de prédio no bairro Piraporinha, em Diadema, descarta novas oitivas e vai focar o trabalho na análise dos documentos e depoimentos colhidos, a partir da reunião de amanhã.

A determinação foi estipulada em comum acordo pelo grupo de vereadores que compõe a comissão, presidida pelo oposicionista Josa Queiroz (PT). Até o momento, foram ouvidos o secretário de Habitação do município, Eduardo Monteiro, Milton Nakamura, ex-titular de Habitação na gestão do prefeito Mário Reali (PT), em 2012, quando o projeto foi viabilizado junto à Câmara, além de um diretor da construtora e integrantes do Comdema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente), que revelou ausência de documentos de liberação.

De acordo com Josa, o momento é de balanço dos trabalhos. “Acredito que todas as autoridades envolvidas com todo o processo foram ouvidas. Com isso, conversamos que a próxima reunião seria para análise do que temos de documentos e com os depoimentos para definirmos o próximo passo”, detalhou.

O petista considerou estar satisfeito quanto às ações já realizadas, rechaçando questionamento sobre morosidade. “É um trabalho complexo, que se exige avanço com cautela e foi o que fizemos. Muita informação importante foi obtida neste período”, acrescentou o parlamentar.

Embora tenha defendido o ritmo da investigação, Josa não soube prever elaboração do relatório final, justificando que respostas por parte da Prefeitura a uma série de questionamentos ainda não foram encaminhadas. “A administração ficou de responder perguntas e isso demora. É natural, pois existem situações que estão arquivadas. Somente com essas informações nas mãos começamos a trabalhar pela criação do relatório.”

O relator da comissão é o líder de governo na Câmara, Atevaldo Leitão (PSDB), um dos mais críticos à instauração da CPI, sob argumentos de tratar-se de uma criação “eleitoreira”. “Pode ocorrer que, no momento da elaboração do texto final, haja divergência, possibilitando assim a viabilização de outra conclusão. Pode acontecer, mas, enquanto isso, cabe o trabalho de investigação bem cauteloso”, adicionou Josa.

Em 9 de abril, reportagem do Diário revelou desrespeito à LOM (Lei Orgânica do Município) por parte do governo do prefeito Lauro Michels (PV) e da Tecnisa, que descumpriram acordo de contrapartida e não construíram rua entre as avenidas Ulysses Guimarães e Fábio Eduardo Ramos Esquível para amenizar impacto no sistema viário. 



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