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Ribeirão Pires recebe docentes estrangeiras

Andréa Iseki/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Escola Estadual Dom José Gaspar foi contemplada por programa de intercâmbio de professores


Nelson Donato
Especial para o Diário

16/06/2015 | 07:00


A EE Dom José Gaspar, em Ribeirão Pires, foi escolhida para recepcionar duas professoras que atuam em escolas dos Estados Unidos. As educadoras chegaram na sexta-feira e permanecerão na cidade até o fim desta semana. A visita faz parte do programa TGC (Teachers for Global Classroom).

O trunfo da instituição para receber as estrangeiras foi a presença do professor de inglês William Pincerno, 51 anos, que em 2012 foi selecionado pelo programa Ilep (International Leaders in Education Program) entre professores de todo o Brasil para passar seis meses no país norte-americano.

Ele conta que o processo foi difícil e durou quase um ano. “Fiz uma prova de proficiência em inglês. Em outra etapa, fui entrevistado por integrantes da embaixada norte-americana em Brasília. Após ser escolhido, embarquei no dia 1º de janeiro de 2013.” Lá, o educador foi submetido a dura rotina de estudos. “Era muito puxado, tinha que ler muito, fazer trabalhos e frequentar as aulas. Engana-se aquele que acha que somos apenas turistas.”

Pincero afirma que, após o intercâmbio, sua ótica como professor mudou. “Conheci novas tecnologias e as aplico em sala de aula. Ainda procuro entender as dificuldades dos alunos. Aprendi que o melhor educador é aquele que também aprende dentro da sala de aula.”

A experiência internacional o qualificou para ser um dos anfitriões do projeto TGC. “Quando soube da possibilidade de receber educadoras de outro país, entrei em contato com a diretora e ela logo aprovou a minha solicitação.”

As professoras Briana Rodriguez, 28, e Shelley Stolitza, 33, foram recepcionadas com grande festa. Elas declaram-se surpresas com o calor humano brasileiro e muito confortáveis para acompanhar a rotina da escola. Ambas frequentam as salas e aprendem como o ensino é ministrado no Brasil. Por onde passam, são chamadas de teacher (professor, em inglês) por estudantes entusiasmados. Apesar de não dominarem o português, mostram atenção a cada solicitação dos alunos.

Professora de Língua Inglesa, Shelley enfatiza o respeito que há entre os profissionais brasileiros. “Na escola em que trabalho, só tenho contato com professores da mesma disciplina ou que dão aulas na mesma sala. É um relacionamento mais frio e com muitas reuniões, que tomam muito do nosso tempo.”

Briana dá aulas de Matemática em uma escola global que tem mais de 3.000 alunos e 100 professores. “A diferença é muito grande. Aqui pode-se ter um contato maior com os estudantes e colegas de trabalho. No Brasil a criatividade também é estimulada de outra maneira.” Ela relata que pretende conversar com colegas que lecionam a mesma disciplina. “Quero aprender a metodologia e aplicá-la nos Estados Unidos.”

Uma das principais diferenças notadas pela professora de Matemática é o senso de comunidade que habita a escola. “Aqui as pessoas têm uma união muito maior. Lá só focam no sucesso individual e muitos alunos, por terem pais pobres, acham que terão o mesmo destino. Me uso como exemplo de que, com esforço, pode-se chegar aonde quiser.”
 



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