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Bush anunciará nova política migratória


Da AFP

06/01/2004 | 23:03


O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciará mudanças na política migratória nesta quarta-feira, cinco dias antes de viajar para o México, onde vai participar da Conferência Especial das Américas, em Monterrey. "O presidente tem estudado uma forma de unir trabalhadores dispostos com empregadores dispostos", declarou o porta-voz presidencial, Scott McClellan.

Não se sabe se Bush vai revelar grandes princípios de uma nova política migratória, ou se detalhará uma proposta específica, mas a expectativa é de que o presidente explique como trabalhadores estrangeiros poderão obter um emprego nos Estados Unidos.

"Há uma necessidade econômica, e é importante que tenhamos uma política migratória que satisfaça estas necessidades. O presidente acredita que os Estados Unidos devem ser um país acolhedor", revelou McClellan.

O porta-voz não quis especificar se Bush discutirá suas propostas com o presidente do México, Vicente Fox, com quem se reunirá durante a Conferência das Américas. "Evocamos com o México a necessidade de uma política migratória mais humana, segura, ordenada e legal", informou McClellan. "É algo sobre o que estamos trabalhando há um tempo", completou.

Se for aprovada finalmente no Congresso, a iniciativa constituirá um sucesso para Fox, que fez da reforma do sistema migratório nos Estados Unidos a prioridade de sua política externa, frustrada pelos atentados do 11 de setembro de 2001 em Nova York e Washington.

Desde então, o governo do México expressou seu desgosto com Washington, que decidiu endurecer os controles em suas fronteiras. Estima-se que mais da metade dos cerca de oito milhões de cidadãos com documentação ilegal que residem nos Estados Unidos sejam mexicanos.

A notícia chega num momento em que Bush trabalha pela reeleição nas presidenciais de novembro de 2004, e busca apoio dos hispânicos que vivem nos Estados Unidos, a minoria mais significativa do país, com 38 milhões de pessoas.

O presidente esclareceu, no entanto, que se posiciona "firmemente contra uma anistia maciça", ou contra um programa de legalização de todos os imigrantes que estejam nos Estados Unidos.

Segundo o jornal 'The Washington Post', que revelou semana passada a intenção de Bush de anunciar uma reforma migratória, o plano se baseará num projeto de lei apresentado por três parlamentares do Arizona, os representantes Jeff Flake e Jim Kolbe, e pelo senador John McCain.

A proposta criaria um registro trabalhista na internet dirigido pelo departamento de Trabalho, no qual os empregadores anunciariam oportunidades de emprego que atenderiam primeiro os americanos e, depois, eventuais imigrantes que poderiam entrar no país com um visto de trabalho temporário.

O programa também ofereceria "algum tipo de 'status' legal" aos trabalhadores clandestinos que já vivem nos Estados Unidos, como disse no começo de dezembro o secretário de Segurança Interior, Tom Ridge.

Embora a perspectiva de reforma migratória seja incerta no Congresso, os assessores de Bush acreditam que os eleitores hispânicos apoiarão a proposta defendendo sua reeleição, embora nada disso seja aprovado antes de novembro de 2004, informou o Post.

Segundo o jornal, o plano seria o mais ambicioso desde que o ex-presidente Ronald Reagan assinou em 1986 uma lei que legalizou todos os imigrantes ilegais que entraram no país antes de 1982.



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