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Nilson Bonome ganha
briga e garante os 14%


Havolene Valinhos
Do Diário do Grande ABC

29/04/2011 | 07:06


A briga interna para saber quem tem mais poder dentro do governo Aidan Ravin (PTB) tem vencedor: Nilson Bonome (PMDB). Se ele já era o homem-forte da gestão petebista, agora mostrou que tem mesmo a preferência do chefe do Executivo. Na quarta-feira, Bonome anunciou que lutava para que o prefeito apadrinhasse a sua proposta de conceder 14% de reajuste ao funcionalismo, o que foi efetivado ontem pelo prefeito. Do outro lado, o secretário de Planejamneto e Orçamento, Arnaldo Pereira, fincava o pé no aumento de 5,5%, previsto no Orçamento deste ano.

Os 14% de Bonome geram impacto de R$ 32 milhões por ano na folha de pagamento e chegam a 41,29% da receita corrente líquida. Contudo, a proposta foi rejeitada de forma unânine pelos servidores que participaram da assembleia geral ontem no Paço.

No balanço, o resultado da disputa interna tem cheiro de meio termo. Isso porque a gestão quer conceder 8% de aumento imediato, R$ 50 incorporados ao salário, R$ 250 de abono pagos em julho e os 6% restantes pagos em dezembro.

Os 8%, de acordo com Bonome e não desmentido por Arnaldo, foram definidos pelo chefe da Pasta de Planejamento, junto com o secretário de Administração, Milton Barreiro.

Em tom de brincadeira, ao lado de Arnaldo, o secretário de Saúde e Gabinete afirmou que venceu a queda de braço. "Graças a Deus o prefeito acreditou na minha proposta." Sobre sua relação com Arnaldo, disse que é das melhores e continuou brincando. "Ele fez as pazes comigo porque ele perdeu. Se eu tivesse perdido, faria as pazes com ele", disse Bonome, aos risos, pontuando que Arnaldo é "um amigo e parceiro para todas as horas".

O secretário de Planejamento quase não fez comentários sobre a questão. Apenas ponderou que o servidor que recebe "o menor vencimento teria 20% de reajuste proporcional".

O prefeito Aidan Ravin negou que exista rachas em seu secretariado e que a discussão "foi um grande debate" com o intuito de "valorizar o servidor". "Não há queda de braço nenhuma. Ninguém está fazendo por capricho. É uma necessidade de valorização." 

Para o petebista, o funcionário público vive hoje "quase em situação de calamidade". "Honrar tudo isso é justo. Estou ao lado dos trabalhadores", afirmou.

O chefe do Executivo também disse que a proposta dos 14% não partiu de Bonome, mas dele mesmo. "Ele é meu secretário de Gabinete e, portanto, defende a vontade do prefeito de forma mais acirrada."

Já para justificar a postura de Arnaldo, argumentou que o secretário é técnico e cuida do Orçamento. "Cada um vai defender sua bandeira. não posso não ouvir e não entender."

Aidan disse que o reajuste de 14% foi o máximo que conseguiu oferecer. "Não é o ideal, mas consegue ajudar o servidor e não estamos sendo irresponsáveis com o orçamento", ressaltou, frisando que uma das formas para fazer os pagamentos será o superavit de R$ 114 milhões do ano passado. 

Categoria nega aumento por unanimidade 

A disputa entre os secretários do prefeito de Santo André, Aidan Ravin (PTB), foi intensa, mas ao contrário do que imaginavam o petebista e o titular das Pastas de Gabinete e Saúde, Nilson Bonome, a proposta soou como piada de mau gosto para os cerca de 100 servidores reunidos em assembleia ontem, em frente à Câmara.

O funcionalismo rejeitou de maneira unânime a proposta do Executivo de 14% de reajuste; sendo 8% inicialmente, R$ 50 incorporados ao salário e bônus de R$ 250 em julho.

Em alguns momentos do evento houve vaias e protestos isolados. A sugestão do Paço foi analisada com desdém pelos servidores. "Já vivemos na miséria." Outros contestavam dizendo que "essa proposta é indecente e absurda".

Outro ponto que causou furor no funcionalismo foi a falta de proposta oficial, por escrito, garantindo o cumprimento de todas as promessas, especialmente os 6% de reajuste em dezembro. A posição do governo foi dada de forma verbal ao Sindicato dos Servidores Públicos de Santo André, por meio do diretor de Recursos Humanos, Romeu Labone.

Os trabalhadores pleiteiam reposição salarial retroativa a 1997, o que significa 61,94% de aumento real. A presidente do Sindserv, Fátima de Carvalho, explicou à classe que a proposta inicial do governo petebista era conceder 7% de reajuste, mais R$ 200 de abono em julho. E que o sindicato negociou até o máximo, mas que a única contraproposta aceita pelo Paço na mesa de negociação foi a que prevê 8% de reajuste agora. Se o governo demorou para chegar no percentual, os servidores sinalizam insatisfação e falta de consenso. O discurso corrente era o de que Aidan prometeu durante sua campanha ao Paço, em 2008, corrigir as perdas salariais e isso não correu até o momento, um ano antes das próximas eleições.

Segundo Fátima, o próximo passo é a mobilização de representantes dos servidores do Sindserv hoje, às 18h, na sede do sindicato para "melhorar a proposta a ser reapresentada para o governo". Está prevista para quinta-feira nova assembleia no Paço. 

Câmara discute contrato de palhaços 

A sessão da Câmara de Santo André ontem foi classificada por alguns vereadores como explicação de uma "palhaçada". O fato é que o petista Tiago Nogueira foi para tribuna e tratou de disparar graves acusações sobre contrato realizado pelo governo Aidan Ravin (PTB). A empresa em questão é a Produz Eventos e Representações Artísticas.

O valor dos contratos celebrados entre a companhia e a administração andreense é de R$ 310 mil. A Produz Eventos presta serviços na área de palestras, ações culturais e apresentações artísticas. No Portal da Transparência da Prefeitura, em apenas um dos contratos a empresa receberá R$ 165 mil, de março a dezembro, pela execução do projeto ‘Alegria em Santo André'. Outro ponto levantado pelo petista é que a Produz Eventos seja de propriedade de parente do secretário de Cultura, Edson Salvo Melo, que negou a acusação.

Entre os termos utilizados por Nogueira estavam "caixa dois", "maracutaia", "empresa de fachada" e "laranjas".

Certo ou errado, não deu 15 minutos e quatro secretários de Aidan chegaram à Casa para se defender: o de Cultura, Melo, o de Comunicação, Alexander Soares, o de Planejamento e Orçamento, Arnaldo Augusto Pereira, e o de Gabinete e Saúde, Nilson Bonome (PMDB).

O discurso em coro foi o de que Nogueira acusava sem provas e de forma irresponsável. O chefe da Pasta de Cultura justificou que os R$ 165 mil pagos aos palhaços são por causa das 80 apresentações que serão realizadas nos Cesas (Centros Educacionais de Santo André) durante todo o ano. "São R$ 2.000 por apresentação."

Nogueira rebateu dizendo que não é irresponsável e que a empresa foi criada em 2010 só para atender à Prefeitura. "Os secretários vieram falar com a imprensa e não explicaram nada aos vereadores. Não estou satisfeito com as respostas", concluiu o petista.

 



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