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SBC: melhoria em bairro não impede volta de barracos


Ana Macchi
Do Diário do Grande ABC

18/11/2003 | 21:34


Cerca de 100 famílias moradoras do Jardim Cláudia, na região do Bairro Assunção, em São Bernardo, ocuparam com barracos de madeira uma área que passa atualmente por processo de urbanização. O constraste fica evidente no trecho viário construído recentemente, que recebeu asfalto ecológico e placas de sinalização. As famílias alegam falta de dinheiro para as obras de alvenaria e pedem ajuda financeira à Prefeitura.

Segundo o secretário de Habitação e Meio Ambiente de São Bernardo, Osmar Mendonça, as dificuldades enfrentadas pelos moradores não vão atrapalhar o programa de urbanização local. “Fizemos o viário e agora estamos em processo licitatório para a criação de um projeto de saneamento para este e outros bairros”, disse. “As famílias retornaram para os locais onde moravam e vão ficar provisoriamente até a conclusão do projeto.”

Em bairros vizinhos, como o Carminha, a urbanização já foi concluída. A desempregada Selma Rocha Vilanova, 23 anos, é uma das moradoras do Jardim Cláudia que não têm condições de erguer uma casa. Mãe de cinco crianças, ela disse esperar por ajuda da Prefeitura. “Nós estamos reaproveitando a madeira do barraco antigo, mas ainda não realizamos o sonho de ter uma casa de verdade”, afirmou.

Também desempregada, a dona de casa Tiane dos Santos, 37 anos, colocou seu barraco à venda. “O bairro melhorou muito. Antes das obras, passava um canal de esgoto a céu aberto onde agora fica a rua. A maioria dos moradores é muito pobre e não tem dinheiro para comprar material para construção”, contou.

O padeiro Nilton Paz, 30 anos, gasta parte de seu salário com blocos de concreto. “Ainda não tenho o suficiente para construir a casa. Vai ter de ficar na madeira, até conseguir dinheiro. Achei que a Prefeitura iria ajudar.”

No bairro, a rua principal ainda não tem nome, mas, entre os moradores, é conhecida por avenida Presidencial. Entregue há dois meses, a rua é margeada por lotes de 11m x 4m, onde foram construídos os barracos. Atrás destes terrenos, porém, a favela continua igual. Ali, como acontecia antes, onde hoje está a avenida Presidencial, o esgoto ainda corre a céu aberto entre os barracos.

A iluminação das vielas e das casas ainda é clandestina. Existe, inclusive, um poste de madeira instalado no meio da rua, com várias ligações de energia irregulares. De acordo com moradores, não há previsão para a regularização do sistema.

O presidente da Associação Amigos do bairro Jardim Cláudia, Geraldo Pereira dos Santos, 37 anos, calcula que 120 famílias foram remanejadas aos lotes. Dessas, 100 estão sem condições de investir na construção das casas. “Eles (a administração) já fizeram muito. Mas, se for necessário, vamos pedir materiais de construção para os mais pobres”.



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