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Produção de carros é a menor em dez anos

Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Total fabricado em maio, 210 mil veículos, se
iguala ao patamar do mesmo período em 2005


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

09/06/2015 | 07:00


As montadoras de veículos registraram, em maio, o menor nível de produção para esse mês dos últimos dez anos. Saíram da linha de montagem das fabricantes instaladas no País apenas 210 mil unidades no mês passado, de acordo com dados divulgados ontem pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

A pisada no freio da produção reflete o cenário de demanda retraída. O volume de vendas de carros zero-quilômetro no mês passado ficou aquém das expectativas, segundo o presidente da associação, Luiz Moan. Foram licenciadas apenas 212,7 mil unidades, entre automóveis, comerciais leves (picapes), caminhões e ônibus, mesmo patamar de maio de 2007, e 27,5% menos que no mesmo período de 2014.

Moan cita que o fraco resultado ocorre por causa de fatores como a seletividade dos bancos na concessão de crédito e o baixo índice de confiança do consumidor, que está cauteloso em entrar em financiamentos (cerca de 60% das vendas do setor são a prazo), e também os receios das empresas em fazer novos investimentos.

Esse último motivo afetou, particularmente, o setor de caminhões, que em maio somou 6.016 unidades vendidas, menor patamar desde maio de 2003. Com a procura fraca por parte de transportadoras e outras companhias, as montadoras reduziram a produção desses veículos, retornando ao nível de 1999.

Com os números fracos do setor – que, nos primeiros cinco meses, comercializou 20,9% menos que em igual período de 2014 –, a entidade reviu para baixo suas projeções para o ano todo. Agora a associação estima que, em 2015, serão emplacados 2,779 milhões de veículos zero-quilômetro, que, por sua vez, será 20,6% inferior ao resultado do ano passado e que só supera números de 2007 (2,462 milhões). A previsão anterior era de queda de 13,2% nas vendas. No caso dos veículos pesados (caminhões e ônibus), o cálculo ficou ainda mais pessimista: retração de 41% no número de licenciamentos.

A Anfavea também reviu seus prognósticos para a produção. Calcula agora que sairão das linhas de montagem no País 2,585 milhões de unidades (de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus), 17,8% menos que em 2014. Será o menor volume desde 2006 (2,403 milhões). Antes, projetava queda de 10% no volume de fabricação para o ano todo.

Moan explica o motivo das revisões: “Claramente o ajuste fiscal (os planos do governo para redução dos gastos e aumento da arrecadação) ainda não foi concluído, impactando no índice de confiança do consumidor e do investidor”, disse.

O setor também segue demitindo. Cortou 1.119 empregos em maio. Para junho, a atividade deve continuar fraca, já que muitas fábricas – como as unidades da Mercedes-Benz e da General Motors no Grande ABC – estão com fábricas paradas, por terem colocado seus funcionários em férias coletivas ou day-off (folga com desconto no banco de horas).

EXPORTAÇÕES

O único sinal positivo no segmento veio das exportações. As vendas ao Exterior cresceram 3% nos primeiros cinco meses do ano em comparação com igual período de 2014, com reação expressiva (alta de 41,7%) em maio ante abril. A valorização do real e melhora nas exportações para o México (crescimento de 75%) no mês passado contribuíram para melhorar o desempenho. Segundo Moan, isso se deve à perspectiva de acordo comercial do Brasil com esse país pelo prazo de três anos. 



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