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Casarão histórico pode ser demolido

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Impasse sobre residência que foi do produtor de cinema Herbert Richers é discutido


Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

07/06/2015 | 07:00


“Versão brasileira: Herbert Richers.” Quem assiste a filmes nos canais abertos da TV brasileira já ouviu esta frase pelo menos uma vez na vida. No entanto, pode não saber que o produtor de cinema, morto em 2009 aos 88 anos, construiu em Ribeirão Pires, na década de 1950, uma casa para seus pais. No imóvel foi, inclusive, gravado um dos longas da Família Trapo, Papai Trapalhão, rodado em 1968 com a participação de Jô Soares e outros famosos. O imóvel, porém, volta a correr risco de demolição após as Lojas Cem, sua atual proprietária, pedir a impugnação do processo de tombamento solicitado pela Prefeitura no início de abril.

Conforme o Diário apurou, o pedido das Lojas Cem se basearia na necessidade de demolir o imóvel para fazer compensação ambiental obrigatória por conta da construção da unidade, localizada na Rua João Domingues de Oliveira, no Centro, que teria suprimido árvores centenárias que faziam parte do jardim do casarão. Porém, a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) negou a obrigatoriedade. Em nota, informou que o alvará de licença emitido para o empreendimento em março de 2014 não prevê a necessidade de compensações, “pois a área do terreno considerado e as construções objeto da regularização atendem os índices urbanísticos.” A companhia informou ainda que, caso a construção seja mantida, a empresa deverá pedir novo alvará.

A briga do Conselho do Patrimônio de Ribeirão Pires é para manter o tombamento do bem. Inclusive, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano não irá emitir o alvará de demolição já solicitado pela loja e o prefeito Saulo Benevides (PMDB) manifestou o interesse em preservar o imóvel. O prazo para o conselho analisar o pedido de impugnação vai até o dia 14. O órgão informou que já prepara a defesa com base na lei municipal de preservação de patrimônios e também na Lei da Billings.

O conselho destacou ainda que o prazo de tombamento provisório é de 6 meses (180 dias). Portanto, somente em 30 de setembro acabará o tombamento provisório. Mesmo assim, o prazo pode ser prorrogado por mais 6 meses pelo Conselho. A Lojas Cem foi procurada desde o dia 28 de maio, porém, não se manifestou até o fechamento desta edição.

ABRAÇO SIMBÓLICO

A data ainda não foi definida, mas o Conselho do Patrimônio de Ribeirão Pires planeja ainda neste mês reunir entidades e população para dar um abraço simbólico no casarão de Herbert Richers. O objetivo é mostrar a importância do patrimônio para a história e memória da cidade.

A sugestão foi feita pelo historiador William Puntchart, de Mauá, para o Congresso de História de Ribeirão Pires, que será realizado em setembro. Porém, diante da necessidade urgente por conta do risco de demolição, o ato será adiantado para este mês.  



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