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Estudantes criam bicicletário diferente


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

06/06/2015 | 07:00


Cada dia mais, as cidades têm investido na implantação de ciclovias para incentivar o uso de bicicletas como meio de transporte e amenizar o trânsito saturado. No entanto, faltam lugares para que o ciclista estacione sua bike e, pensando nisso, um grupo de alunos do último semestre do curso de Tecnologia em Automação Industrial, da Fatec (Faculdade de Tecnologia) de São Bernardo, criou para o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) o projeto de um bicicletário automatizado. A ideia é armazenar e devolver bicicletas de forma totalmente automática, tendo a possibilidade de integração com bilhetes de transporte público.

A proposta é similar ao que existe no Japão, com a diferença de que lá, o parque de estacionamento é subterrâneo. “No Brasil, fazer de forma subterrânea seria complicado, por conta de encanação, fiação”, explica um dos inventores, Fabio Negrini, 28 anos. “Fizemos uma concepção, teoricamente, mais barata. Vamos fazer um estudo com orçamento de construção, mas o custo é baixo”, acrescentou Jefferson Martins da Silva, 28.

O objetivo da criação é um espaço que armazene bicicletas dispensando a intervenção de operadores em tarefas que não sejam de manutenção. No modelo japonês, a recolha e arrumação de uma bike acontece em apenas 13 segundos.

Para utilizar o equipamento, o usuário deposita a bicicleta na entrada do bicicletário e utiliza um cartão feito por um sistema de identificação por Rádio Frequência – pode, por exemplo, ser um Bilhete Único, caso haja parceria de integração com o poder público.

Identificado, a porta do estacionamento se abre e uma espécie de garra captura a bike, conduzindo-a para uma vaga. Para retirar o veículo, basta passar novamente o cartão no leitor e o mecanismo traz a bicicleta para o proprietário.

O aluno João Victor Ferreira da Silva, 27, detalha que o bicicletário automatizado ocuparia um espaço de nove carros, onde daria para guardar 200 bicicletas. A um custo de R$ 2 cada uma, no fim do mês, seria possível ganhar R$ 12 mil”, contabiliza.

“A tecnologia atrai o usuário. Com esse projeto, as ciclovias seriam mais viáveis para os ciclistas”, salienta Jairo dos Santos Silva, 28. 



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