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Salvem a indústria

Entramos no último mês do primeiro semestre de 2015 com mais uma péssima notícia para o Grande ABC


Do Diário do Grande ABC

31/05/2015 | 07:00


Entramos no último mês do primeiro semestre de 2015 com mais uma péssima notícia para o Grande ABC e – por que não? – para o País. Apenas nas duas primeiras semanas de junho, a indústria automobilística da região deixará de produzir 815 carros por dia. Nesse período, a Mercedes-Benz, em São Bernardo, e a GM, em São Caetano, suspenderão as atividades nas linhas de montagem. A Scania, também de São Bernardo, não funcionará por uma semana. Ford e Volks descansam no feriado de Corpus Christi. São 28,6 mil metalúrgicos em casa, sem trabalho em algum período desses 15 dias. Os motivos são claros: altos estoques e queda nas vendas.
Cenário pintado por uma economia fragilizada. No primeiro trimestre, a geração de riquezas foi negativa em 0,2%. De janeiro até hoje, foram demitidos 2.050 trabalhadores nas montadoras da região. E vem mais por aí.

Diante do quadro alarmante, não é difícil concluir que a indústria automotiva precisa de sério e permanente plano de estímulo. O que se viu até agora, principalmente nos 12 anos do PT como timoneiro desta embarcação fadada ao malogro econômico, foram políticas públicas paliativas, como redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que incentivou consumo demasiado.

Houve também ajuda para essas empresas obterem financiamentos junto a bancos públicos e oferta de generosos incentivos orçamentários e tributários do governo federal. A justificativa para os benefícios? Preservar os empregos. Objetivo que, está claro diante de nossas retinas, não está sendo atingido.

As benesses ao setor produtor de veículos serviram, na verdade, para lucros de bilhões obtidos aqui serem computados nas matrizes fora do País e equilibrar as contas dessas companhias no Exterior. Também vimos o fortalecimento de outros mercados, como o chinês.

O Palácio do Planalto tenta, de maneira desorientada, reverter a situação. O governo Dilma Rousseff (PT) estuda reduzir a jornada de trabalho, mas também de salários, nas empresas afetadas pela crise. Seria o caminho mais adequado a seguir? Já passou da hora de termos uma política nacional de desenvolvimento do setor industrial. 



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Salvem a indústria

Entramos no último mês do primeiro semestre de 2015 com mais uma péssima notícia para o Grande ABC

Do Diário do Grande ABC

31/05/2015 | 07:00


Entramos no último mês do primeiro semestre de 2015 com mais uma péssima notícia para o Grande ABC e – por que não? – para o País. Apenas nas duas primeiras semanas de junho, a indústria automobilística da região deixará de produzir 815 carros por dia. Nesse período, a Mercedes-Benz, em São Bernardo, e a GM, em São Caetano, suspenderão as atividades nas linhas de montagem. A Scania, também de São Bernardo, não funcionará por uma semana. Ford e Volks descansam no feriado de Corpus Christi. São 28,6 mil metalúrgicos em casa, sem trabalho em algum período desses 15 dias. Os motivos são claros: altos estoques e queda nas vendas.
Cenário pintado por uma economia fragilizada. No primeiro trimestre, a geração de riquezas foi negativa em 0,2%. De janeiro até hoje, foram demitidos 2.050 trabalhadores nas montadoras da região. E vem mais por aí.

Diante do quadro alarmante, não é difícil concluir que a indústria automotiva precisa de sério e permanente plano de estímulo. O que se viu até agora, principalmente nos 12 anos do PT como timoneiro desta embarcação fadada ao malogro econômico, foram políticas públicas paliativas, como redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que incentivou consumo demasiado.

Houve também ajuda para essas empresas obterem financiamentos junto a bancos públicos e oferta de generosos incentivos orçamentários e tributários do governo federal. A justificativa para os benefícios? Preservar os empregos. Objetivo que, está claro diante de nossas retinas, não está sendo atingido.

As benesses ao setor produtor de veículos serviram, na verdade, para lucros de bilhões obtidos aqui serem computados nas matrizes fora do País e equilibrar as contas dessas companhias no Exterior. Também vimos o fortalecimento de outros mercados, como o chinês.

O Palácio do Planalto tenta, de maneira desorientada, reverter a situação. O governo Dilma Rousseff (PT) estuda reduzir a jornada de trabalho, mas também de salários, nas empresas afetadas pela crise. Seria o caminho mais adequado a seguir? Já passou da hora de termos uma política nacional de desenvolvimento do setor industrial. 

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