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Reforma política frustra líderes do Grande ABC

Prefeitos, deputados federais e estaduais e presidentes de Câmara da região lamentam pequeno avanço


Raphel Rocha
Do Diário do Grande ABC

31/05/2015 | 07:00


Prefeitos, deputados federais, parlamentares estaduais e presidentes de Câmaras da região não esconderam a frustração com o andamento da reforma política no Congresso na semana passada. A Câmara Federal apenas autorizou o fim da reeleição como grande mudança no sistema eleitoral do País, mantendo o financiamento privado de campanha e a coligação proporcional para cargos em casas legislativas.

Ex-líder da bancada do PT na Câmara, o deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT), disse que os itens aprovados “não podem ser chamados de reforma”. “A montanha pariu um rato. Mas sabíamos desde o começo, quando o Eduardo Cunha (PMDB-RJ, presidente da Casa) modificou as comissões”. Para ele, a pior derrota foi a derrubada do veto a financiamento de empresários. “Mas vamos entrar com ação para derrubar a sessão.”

O parlamentar federal Alex Manente (PPS) ressaltou que a votação ainda não terminou – tempo de mandato, voto facultativo e coincidência de eleições voltam à pauta. Embora tenha tecido críticas, o popular-socialista classificou como “avanço” o fim da reeleição a cargos executivos. “Estávamos vendo que prefeitos faziam primeiro mandato para se reeleger e, no segundo, comprometem a saúde financeira dos municípios.”

Prefeito de Mauá, Donisete Braga (PT) falou em “grande frustração”. “Era esperada profunda mudança, que não veio”. Gabriel Maranhão (PSDB), de Rio Grande da Serra e presidente do Consórcio, amenizou e disse que vai trabalhar com as regras determinadas pelo Congresso. “Vamos nos adequar”. Carlos Grana (PT), de Santo André, argumentou que “nada de significativo” foi trocado. “É apenas um ‘puxadinho’. Não era essa a expectativa. Não atendeu aos anseios da sociedade, como o fim do financiamento privado de campanha. O resultado dá para considerar como uma contrarreforma.”

O deputado estadual Orlando Morando (PSDB) apontou “profunda decepção”. “O País esperava reforma ampla. Foi reforma para inglês ver. É pífio. Estou frustrado”. Luiz Turco (PT) afirmou que a alteração “poderia ser muito melhor”, pois ficou em debate cinco meses no Congresso. “Não houve reforma alguma. Agora precisam consertar o estrago que fizeram”. Atila Jacomussi (PCdoB) viu com bons olhos a permissão de financiamento privado de campanha diretamente às siglas partidárias. “Com a doação financeira de empresas aos partidos, o sistema eleitoral ficará mais transparente”. Luiz Fernando Teixeira (PT) lamentou principalmente o fato de não ter sido aprovada a transferência exclusiva do fundo partidário. “O Congresso perdeu uma grande oportunidade de moralizar o processo eleitoral”. Vanessa Damo (PMDB) aguardava “passos mais longos” da reforma. “Ainda há participação tímida da mulher.”

Presidente da Câmara de São Bernardo, José Luís Ferrarezi (PT) se queixou da baixa evolução. “Foi uma tempestade. Parecia que iria acontecer uma monte de coisa, mas tudo acabou ficando como está”. Bispo Ronaldo de Castro (PRB), de Santo André, disse que não atendeu as expectativas. “Houve paliativo em algumas situações”. José Dourado (PSDB), de Diadema, relatou decepção. “É repeteco de tudo”. Marcelo Oliveira (PT), de Mauá, opinou que a votação mostra que “os deputados não querem mudar nada”.



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Reforma política frustra líderes do Grande ABC

Prefeitos, deputados federais e estaduais e presidentes de Câmara da região lamentam pequeno avanço

Raphel Rocha
Do Diário do Grande ABC

31/05/2015 | 07:00


Prefeitos, deputados federais, parlamentares estaduais e presidentes de Câmaras da região não esconderam a frustração com o andamento da reforma política no Congresso na semana passada. A Câmara Federal apenas autorizou o fim da reeleição como grande mudança no sistema eleitoral do País, mantendo o financiamento privado de campanha e a coligação proporcional para cargos em casas legislativas.

Ex-líder da bancada do PT na Câmara, o deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT), disse que os itens aprovados “não podem ser chamados de reforma”. “A montanha pariu um rato. Mas sabíamos desde o começo, quando o Eduardo Cunha (PMDB-RJ, presidente da Casa) modificou as comissões”. Para ele, a pior derrota foi a derrubada do veto a financiamento de empresários. “Mas vamos entrar com ação para derrubar a sessão.”

O parlamentar federal Alex Manente (PPS) ressaltou que a votação ainda não terminou – tempo de mandato, voto facultativo e coincidência de eleições voltam à pauta. Embora tenha tecido críticas, o popular-socialista classificou como “avanço” o fim da reeleição a cargos executivos. “Estávamos vendo que prefeitos faziam primeiro mandato para se reeleger e, no segundo, comprometem a saúde financeira dos municípios.”

Prefeito de Mauá, Donisete Braga (PT) falou em “grande frustração”. “Era esperada profunda mudança, que não veio”. Gabriel Maranhão (PSDB), de Rio Grande da Serra e presidente do Consórcio, amenizou e disse que vai trabalhar com as regras determinadas pelo Congresso. “Vamos nos adequar”. Carlos Grana (PT), de Santo André, argumentou que “nada de significativo” foi trocado. “É apenas um ‘puxadinho’. Não era essa a expectativa. Não atendeu aos anseios da sociedade, como o fim do financiamento privado de campanha. O resultado dá para considerar como uma contrarreforma.”

O deputado estadual Orlando Morando (PSDB) apontou “profunda decepção”. “O País esperava reforma ampla. Foi reforma para inglês ver. É pífio. Estou frustrado”. Luiz Turco (PT) afirmou que a alteração “poderia ser muito melhor”, pois ficou em debate cinco meses no Congresso. “Não houve reforma alguma. Agora precisam consertar o estrago que fizeram”. Atila Jacomussi (PCdoB) viu com bons olhos a permissão de financiamento privado de campanha diretamente às siglas partidárias. “Com a doação financeira de empresas aos partidos, o sistema eleitoral ficará mais transparente”. Luiz Fernando Teixeira (PT) lamentou principalmente o fato de não ter sido aprovada a transferência exclusiva do fundo partidário. “O Congresso perdeu uma grande oportunidade de moralizar o processo eleitoral”. Vanessa Damo (PMDB) aguardava “passos mais longos” da reforma. “Ainda há participação tímida da mulher.”

Presidente da Câmara de São Bernardo, José Luís Ferrarezi (PT) se queixou da baixa evolução. “Foi uma tempestade. Parecia que iria acontecer uma monte de coisa, mas tudo acabou ficando como está”. Bispo Ronaldo de Castro (PRB), de Santo André, disse que não atendeu as expectativas. “Houve paliativo em algumas situações”. José Dourado (PSDB), de Diadema, relatou decepção. “É repeteco de tudo”. Marcelo Oliveira (PT), de Mauá, opinou que a votação mostra que “os deputados não querem mudar nada”.

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