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Em Santo André, marcha da maconha prega fim do tabu

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Cerca de 100 pessoas participaram de ato para pedir legalização da canabis e cobrar diálogo com a sociedade sobre o tema


Junior Carvalho
Especial para o Diário

31/05/2015 | 07:00


Cerca de 100 pessoas participaram ontem da Marcha da Maconha, em Santo André. Munidos de cartazes, camisetas e máscaras com o formato da planta, os manifestantes passaram por importantes vias da região central da cidade pregando a legalização e o cultivo da erva.

Pacífico, o ato saiu do Paço e seguiu pela Avenida Perimetral até a concha acústica, na Praça Nossa Senhora do Carmo. O trânsito ficou parcialmente comprometido em algumas vias. Nenhuma viatura da Polícia Militar auxiliou os manifestantes, o que é corriqueiro em protestos de rua. Os ativistas foram acompanhados apenas por agentes do Departamento de Trânsito da cidade.

Embora a principal pauta da marcha seja a regulamentação da canabis no Brasil, os ativistas ressaltaram que o objetivo da passeata também é de conscientização. “Queremos que a sociedade entenda a maconha, que deixem de nos marginalizar e relacionar o uso da erva como falta de responsabilidade”, afirmou a auxiliar administrativo Mariane Junqueira, 22 anos.

Para Mariane, o fato de o assunto ainda ser um tabu gera preconceito e estigmatiza os usuários. “Eu tenho medo de que, na escola em que meu filho de cinco anos estuda, descubram que a mãe dele fuma maconha e isso o prejudique de alguma forma”, destacou.

Outra jovem, que pediu para não se identificar por receio de sofrer represálias no trabalho, lembrou que a criminalização da maconha prejudica apenas jovens pobres e, na maioria das vezes, negros. “A guerra ás drogas é uma guerra aos pobres, pois o rico não vai sofrer na mão da polícia e nem corre o risco de ser contaminado com uma maconha de má qualidade”, criticou.


REGULAMENTAÇÃO

Apesar de o tema ser antigo, o debate sobre o cultivo e a comercialização da canabis no Brasil tem sido ampliado devido a decisões de diversos países em liberar total ou parcialmente o uso da erva. A mais recente medida que regulamentou a venda da maconha partiu do Uruguai, durante o governo do ex-presidente José Mujica.

Em dezembro do ano passado, o CFM (Conselho Federal de Medicina), no Brasil, autorizou o uso de remédios à base de canabidiol (ou maconha medicinal) para o tratamento de crianças e adolescentes portadores de epilepsia. Atualmente, tramitam na Câmara dos Deputados pelo menos dois projetos de lei que determinam a produção e a comercialização da maconha. As propostas, no entanto, caminham a passos lentos no Congresso Nacional e nunca foram colocadas em votação. 



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Em Santo André, marcha da maconha prega fim do tabu

Cerca de 100 pessoas participaram de ato para pedir legalização da canabis e cobrar diálogo com a sociedade sobre o tema

Junior Carvalho
Especial para o Diário

31/05/2015 | 07:00


Cerca de 100 pessoas participaram ontem da Marcha da Maconha, em Santo André. Munidos de cartazes, camisetas e máscaras com o formato da planta, os manifestantes passaram por importantes vias da região central da cidade pregando a legalização e o cultivo da erva.

Pacífico, o ato saiu do Paço e seguiu pela Avenida Perimetral até a concha acústica, na Praça Nossa Senhora do Carmo. O trânsito ficou parcialmente comprometido em algumas vias. Nenhuma viatura da Polícia Militar auxiliou os manifestantes, o que é corriqueiro em protestos de rua. Os ativistas foram acompanhados apenas por agentes do Departamento de Trânsito da cidade.

Embora a principal pauta da marcha seja a regulamentação da canabis no Brasil, os ativistas ressaltaram que o objetivo da passeata também é de conscientização. “Queremos que a sociedade entenda a maconha, que deixem de nos marginalizar e relacionar o uso da erva como falta de responsabilidade”, afirmou a auxiliar administrativo Mariane Junqueira, 22 anos.

Para Mariane, o fato de o assunto ainda ser um tabu gera preconceito e estigmatiza os usuários. “Eu tenho medo de que, na escola em que meu filho de cinco anos estuda, descubram que a mãe dele fuma maconha e isso o prejudique de alguma forma”, destacou.

Outra jovem, que pediu para não se identificar por receio de sofrer represálias no trabalho, lembrou que a criminalização da maconha prejudica apenas jovens pobres e, na maioria das vezes, negros. “A guerra ás drogas é uma guerra aos pobres, pois o rico não vai sofrer na mão da polícia e nem corre o risco de ser contaminado com uma maconha de má qualidade”, criticou.


REGULAMENTAÇÃO

Apesar de o tema ser antigo, o debate sobre o cultivo e a comercialização da canabis no Brasil tem sido ampliado devido a decisões de diversos países em liberar total ou parcialmente o uso da erva. A mais recente medida que regulamentou a venda da maconha partiu do Uruguai, durante o governo do ex-presidente José Mujica.

Em dezembro do ano passado, o CFM (Conselho Federal de Medicina), no Brasil, autorizou o uso de remédios à base de canabidiol (ou maconha medicinal) para o tratamento de crianças e adolescentes portadores de epilepsia. Atualmente, tramitam na Câmara dos Deputados pelo menos dois projetos de lei que determinam a produção e a comercialização da maconha. As propostas, no entanto, caminham a passos lentos no Congresso Nacional e nunca foram colocadas em votação. 

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