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J.Hawilla pode perder a empresa Traffic em processo; parceiro se diz inocente



30/05/2015 | 06:30


O juiz da corte de Nova York Raymond Dearie negou nesta sexta-feira o pedido de acesso à confissão do empresário J.Hawilla na investigação sobre corrupção que envolve vários dirigentes da Fifa. Também nesta sexta, Aaron Davidson, presidente da Tusa (Traffic USA, subsidiária norte-americana da Traffic), se declarou inocente das acusações de conspiração, fraude financeira e lavagem de dinheiro ligadas ao escândalo.

Dearie justificou a sua decisão de não liberar o acesso às declarações do réu confesso J.Hawilla por considerar o sigilo "essencial para preservar a investigação e servir aos interesses do governo". O brasileiro está em Miami. Pode circular pela cidade, mas, se viajar, tem de informar às autoridades norte-americanas. E só poderá sair dos Estados Unidos se for autorizado.

Já Aaron Davidson se disse inocente por meio de seu advogado, que leu um documento também em um corte federal de Nova York. O principal executivo da Traffic nos Estados Unidos é um dos 14 acusados de pagar ou receber propinas nas negociações de direitos de transmissão e marketing de torneios de futebol. Ele foi o primeiro acusado a se pronunciar perante a Justiça norte-americana.

ACORDO DE J.HAWILLA - No acordo feito com a Justiça norte-americana, José Hawilla se comprometeu a restituir US$ 151 milhões (cerca de R$ 480 milhões) nem que para isso a Traffic tenha de ser vendida. O brasileiro já pagou US$ 25 milhões em 12 de dezembro passado, dia em que declarou-se culpado de extorsão, lavagem de dinheiro, fraude e obstrução da Justiça e assinou a confusão. Em dezembro deste ano, terá de pagar mais US$ 75 milhões. No próximo ano, precisará desembolsar outros R$ 51 milhões.

Para obter o dinheiro, a família do empresário terá de vender parte do patrimônio. Se ainda assim não for obtida a quantia suficiente, a Justiça norte-americana poderá vender a Traffic brasileira e suas filiais nos Estados Unidos e na Europa, por um valor mínimo de US$ 126 milhões. Se o valor foi maior, a diferença também ficará com os norte-americanos.

Pelo acordo, se J.Hawilla não cumprir o compromisso, vai perder os benefícios obtidos com a confissão e poderá sofrer novas acusações. Além disso, o valor que ele ganharia nos contratos em que houve corrupção e que estão em vigência (Copa América de 2016, Copa de Ouro e a Liga dos Campeões da América Central e Copa do Brasil) será destinado às autoridades norte-americanas.

O faturamento anual da Traffic é estimado em US$ 500 milhões/ano e seu patrimônio imobiliário em no mínimo R$ 1 bilhão. J.Hawilla também é concessionário da TV TEM, rede no interior paulista, e de outras emissoras de TV e de rádio.



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J.Hawilla pode perder a empresa Traffic em processo; parceiro se diz inocente


30/05/2015 | 06:30


O juiz da corte de Nova York Raymond Dearie negou nesta sexta-feira o pedido de acesso à confissão do empresário J.Hawilla na investigação sobre corrupção que envolve vários dirigentes da Fifa. Também nesta sexta, Aaron Davidson, presidente da Tusa (Traffic USA, subsidiária norte-americana da Traffic), se declarou inocente das acusações de conspiração, fraude financeira e lavagem de dinheiro ligadas ao escândalo.

Dearie justificou a sua decisão de não liberar o acesso às declarações do réu confesso J.Hawilla por considerar o sigilo "essencial para preservar a investigação e servir aos interesses do governo". O brasileiro está em Miami. Pode circular pela cidade, mas, se viajar, tem de informar às autoridades norte-americanas. E só poderá sair dos Estados Unidos se for autorizado.

Já Aaron Davidson se disse inocente por meio de seu advogado, que leu um documento também em um corte federal de Nova York. O principal executivo da Traffic nos Estados Unidos é um dos 14 acusados de pagar ou receber propinas nas negociações de direitos de transmissão e marketing de torneios de futebol. Ele foi o primeiro acusado a se pronunciar perante a Justiça norte-americana.

ACORDO DE J.HAWILLA - No acordo feito com a Justiça norte-americana, José Hawilla se comprometeu a restituir US$ 151 milhões (cerca de R$ 480 milhões) nem que para isso a Traffic tenha de ser vendida. O brasileiro já pagou US$ 25 milhões em 12 de dezembro passado, dia em que declarou-se culpado de extorsão, lavagem de dinheiro, fraude e obstrução da Justiça e assinou a confusão. Em dezembro deste ano, terá de pagar mais US$ 75 milhões. No próximo ano, precisará desembolsar outros R$ 51 milhões.

Para obter o dinheiro, a família do empresário terá de vender parte do patrimônio. Se ainda assim não for obtida a quantia suficiente, a Justiça norte-americana poderá vender a Traffic brasileira e suas filiais nos Estados Unidos e na Europa, por um valor mínimo de US$ 126 milhões. Se o valor foi maior, a diferença também ficará com os norte-americanos.

Pelo acordo, se J.Hawilla não cumprir o compromisso, vai perder os benefícios obtidos com a confissão e poderá sofrer novas acusações. Além disso, o valor que ele ganharia nos contratos em que houve corrupção e que estão em vigência (Copa América de 2016, Copa de Ouro e a Liga dos Campeões da América Central e Copa do Brasil) será destinado às autoridades norte-americanas.

O faturamento anual da Traffic é estimado em US$ 500 milhões/ano e seu patrimônio imobiliário em no mínimo R$ 1 bilhão. J.Hawilla também é concessionário da TV TEM, rede no interior paulista, e de outras emissoras de TV e de rádio.

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