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Marco Polo descarta renúncia à CBF

Presidente da entidade negou envolvimento em esquema de corrupção investigado por autoridades norte-americanas


Felipe Simões
Do Diário do Grande ABC

30/05/2015 | 07:00


Um dia depois de retornar ao Brasil, o presidente da CBF e ex-mandatário da FPF (Federação Paulista de Futebol) Marco Polo Del Nero negou qualquer envolvimento no esquema de corrupção investigado por autoridades norte-americanas, que resultou na prisão de oito dirigentes da Fifa, incluindo seu antecessor José Maria Marin, em Zurique, na Suíça.

“Renúncia não existe comigo até porque não há razão alguma para renunciar”, afirmou o dirigente, que concedeu entrevista coletiva na sede da CBF, no Rio de Janeiro, ao lado de outros diretores da entidade. Curiosamente, não houve o “cuidado” de expor as marcas que patrocinam a organização, o que dificilmente acontece, já que a verba recebida é grande e existe a exigência de que se exponha ao máximo os logos das empresas.

O dirigente também explicou a rápida saída da Suíça, que ocorreu na noite da quarta-feira, no mesmo dia em que foram efetuas as prisões.

“Quando pensei em me ausentar (do congresso da Fifa) por conta da situação grave que estava ocorrendo com a prisão do ex-presidente Marin, conversei com o presidente da Conmebol (o paraguaio Juan Ángel Napout) e outros dirigentes sobre a necessidade de voltar ao País. Resolvi partir da Suíça para o Rio de Janeiro para poder, de forma positiva e correta, dar as explicações necessárias não só às autoridades, mas à imprensa do Brasil”, afirmou ele, que não justificou o motivo de não se colocar à disposição das autoridades norte-americanas. A investigação aponta que o co-conspirador número 12 tem o perfil de Del Nero – dirigente do alto escalão da CBF e da Fifa, já que ele é integrante do comitê executivo da entidade –, que teria recebido propina em acordos envolvendo a Copa América.

“Eu não sou (o co-conspirador número 12). Não recebi nem receberia nada. Tem que perguntar para os investigadores”, desconversou o dirigente, que ficou em cima do muro ao falar de Marin.

“A gente presta solidariedade ao ser humano, ao amigo, mas, na função de presidente da CBF, tenho que tomar as providências necessárias. Fico chateado e perplexo com tudo, mas tenho que exercer a função da melhor forma possível”, comentou o mandatário.

Del Nero ainda rebateu as declarações do ex-jogador e senador Romário (PSB-RJ), que o chamou de ‘ladrão’. “Não é de hoje que (Romário) me ataca. Toda vez vou ao Judiciário e tomo as providências. Vou continuar processando. Enquanto me ofender, processarei”, disparou ele, que se colocou à disposição da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da CBF para prestar esclarecimentos.



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Marco Polo descarta renúncia à CBF

Presidente da entidade negou envolvimento em esquema de corrupção investigado por autoridades norte-americanas

Felipe Simões
Do Diário do Grande ABC

30/05/2015 | 07:00


Um dia depois de retornar ao Brasil, o presidente da CBF e ex-mandatário da FPF (Federação Paulista de Futebol) Marco Polo Del Nero negou qualquer envolvimento no esquema de corrupção investigado por autoridades norte-americanas, que resultou na prisão de oito dirigentes da Fifa, incluindo seu antecessor José Maria Marin, em Zurique, na Suíça.

“Renúncia não existe comigo até porque não há razão alguma para renunciar”, afirmou o dirigente, que concedeu entrevista coletiva na sede da CBF, no Rio de Janeiro, ao lado de outros diretores da entidade. Curiosamente, não houve o “cuidado” de expor as marcas que patrocinam a organização, o que dificilmente acontece, já que a verba recebida é grande e existe a exigência de que se exponha ao máximo os logos das empresas.

O dirigente também explicou a rápida saída da Suíça, que ocorreu na noite da quarta-feira, no mesmo dia em que foram efetuas as prisões.

“Quando pensei em me ausentar (do congresso da Fifa) por conta da situação grave que estava ocorrendo com a prisão do ex-presidente Marin, conversei com o presidente da Conmebol (o paraguaio Juan Ángel Napout) e outros dirigentes sobre a necessidade de voltar ao País. Resolvi partir da Suíça para o Rio de Janeiro para poder, de forma positiva e correta, dar as explicações necessárias não só às autoridades, mas à imprensa do Brasil”, afirmou ele, que não justificou o motivo de não se colocar à disposição das autoridades norte-americanas. A investigação aponta que o co-conspirador número 12 tem o perfil de Del Nero – dirigente do alto escalão da CBF e da Fifa, já que ele é integrante do comitê executivo da entidade –, que teria recebido propina em acordos envolvendo a Copa América.

“Eu não sou (o co-conspirador número 12). Não recebi nem receberia nada. Tem que perguntar para os investigadores”, desconversou o dirigente, que ficou em cima do muro ao falar de Marin.

“A gente presta solidariedade ao ser humano, ao amigo, mas, na função de presidente da CBF, tenho que tomar as providências necessárias. Fico chateado e perplexo com tudo, mas tenho que exercer a função da melhor forma possível”, comentou o mandatário.

Del Nero ainda rebateu as declarações do ex-jogador e senador Romário (PSB-RJ), que o chamou de ‘ladrão’. “Não é de hoje que (Romário) me ataca. Toda vez vou ao Judiciário e tomo as providências. Vou continuar processando. Enquanto me ofender, processarei”, disparou ele, que se colocou à disposição da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da CBF para prestar esclarecimentos.

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