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CPI da Petrobras visa aprovar convocação de nomes da região

Montagem/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Tarcisio, Barba e Filippi estão em lista de 430 pedidos de oitivas que devem ser analisados nesta semana sobre denúncias na estatal


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

26/05/2015 | 07:00


Requerimentos de convocação de nomes da região citados na Operação Lava Jato, da PF (Polícia Federal), devem entrar nesta semana na pauta da CPI da Petrobras no Congresso. Estão na lista dos congressistas – que tem 430 demandas – o secretário de Serviços Urbanos de São Bernardo, Tarcisio Secoli (PT), o deputado estadual com base eleitoral em São Bernardo Teonílio Barba (PT) e o ex-prefeito de Diadema José de Filippi Júnior (PT), atual secretário de Saúde da Capital e tesoureiro da campanha de 2010 da presidente Dilma Rousseff (PT).

Na semana passada, o pedido de oitiva chegou a ser lido, mas adiado porque deputados foram a Curitiba, no Paraná, e Londres, na Inglaterra, colher depoimentos para continuar investigação sobre desvios de dinheiro público na maior estatal do País. A expectativa é a de que, com três sessões administrativas, haja andamento nas solicitações de esclarecimentos.

Tarcisio e Barba foram envolvidos na Lava Jato depois de revelação que a Editora Gráfica Atitude era utilizada pelo ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto para lavar dinheiro desviado da Petrobras. Barba é diretor da Atitude, enquanto Tarcisio foi sócio da empresa no início das operações financeiras fraudulentas. Ambos negam irregularidades. Eles foram indicados pela participação em quadro diretivo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, uma das entidades que controlam a editora.

Já Filippi, que teve pedido de convocação feito pelo deputado federal Bruno Covas (PSDB), teria de prestar esclarecimentos a respeito das doações na campanha de 2010 de Dilma, quando ela concorreu à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por enquanto, não há elementos que apontem ligação de Filippi com os suspeitos de desviarem recursos públicos da Petrobras para abastecer caixa de partidos políticos. Mas só a citação para comparecer à CPI da Petrobras fez Filippi recuar em plano de tentar, pela quarta vez, o comando da Prefeitura de Diadema.

“Não houve recusa nos depoimentos e estamos bastante otimistas para que possamos ouvir esses personagens importantes para elucidar as dúvidas da CPI. Há orientação para que os depoimentos dos requerimentos dos já convocados fossem todos colhidos antes da aprovação de outros. Além das viagens a Curitiba e Londres”, comentou o deputado federal Moses Rodrigues (PPS-CE), autor das solicitações de oitiva de Tarcisio e Barba – há também desejo de ouvir o deputado estadual Luiz Cláudio Marcolino (PT), representante do Sindicato dos Bancários e Financiários do Estado de São Paulo na Editora Gráfica Atitude. 



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CPI da Petrobras visa aprovar convocação de nomes da região

Tarcisio, Barba e Filippi estão em lista de 430 pedidos de oitivas que devem ser analisados nesta semana sobre denúncias na estatal

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

26/05/2015 | 07:00


Requerimentos de convocação de nomes da região citados na Operação Lava Jato, da PF (Polícia Federal), devem entrar nesta semana na pauta da CPI da Petrobras no Congresso. Estão na lista dos congressistas – que tem 430 demandas – o secretário de Serviços Urbanos de São Bernardo, Tarcisio Secoli (PT), o deputado estadual com base eleitoral em São Bernardo Teonílio Barba (PT) e o ex-prefeito de Diadema José de Filippi Júnior (PT), atual secretário de Saúde da Capital e tesoureiro da campanha de 2010 da presidente Dilma Rousseff (PT).

Na semana passada, o pedido de oitiva chegou a ser lido, mas adiado porque deputados foram a Curitiba, no Paraná, e Londres, na Inglaterra, colher depoimentos para continuar investigação sobre desvios de dinheiro público na maior estatal do País. A expectativa é a de que, com três sessões administrativas, haja andamento nas solicitações de esclarecimentos.

Tarcisio e Barba foram envolvidos na Lava Jato depois de revelação que a Editora Gráfica Atitude era utilizada pelo ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto para lavar dinheiro desviado da Petrobras. Barba é diretor da Atitude, enquanto Tarcisio foi sócio da empresa no início das operações financeiras fraudulentas. Ambos negam irregularidades. Eles foram indicados pela participação em quadro diretivo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, uma das entidades que controlam a editora.

Já Filippi, que teve pedido de convocação feito pelo deputado federal Bruno Covas (PSDB), teria de prestar esclarecimentos a respeito das doações na campanha de 2010 de Dilma, quando ela concorreu à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por enquanto, não há elementos que apontem ligação de Filippi com os suspeitos de desviarem recursos públicos da Petrobras para abastecer caixa de partidos políticos. Mas só a citação para comparecer à CPI da Petrobras fez Filippi recuar em plano de tentar, pela quarta vez, o comando da Prefeitura de Diadema.

“Não houve recusa nos depoimentos e estamos bastante otimistas para que possamos ouvir esses personagens importantes para elucidar as dúvidas da CPI. Há orientação para que os depoimentos dos requerimentos dos já convocados fossem todos colhidos antes da aprovação de outros. Além das viagens a Curitiba e Londres”, comentou o deputado federal Moses Rodrigues (PPS-CE), autor das solicitações de oitiva de Tarcisio e Barba – há também desejo de ouvir o deputado estadual Luiz Cláudio Marcolino (PT), representante do Sindicato dos Bancários e Financiários do Estado de São Paulo na Editora Gráfica Atitude. 

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