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Greve leva 3.000 às ruas; Marinho ignora

Andréa Iseki/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Protestos marcam 1º dia de paralisação do
funcionalismo de S.Bernardo; prefeito se cala


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

14/05/2015 | 07:00


O primeiro dia da greve dos funcionários públicos de São Bernardo levou aproximadamente 3.000 pessoas, segundo o Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos), às ruas do Centro da cidade, em passeata que começou às 6h e perdurou até o fim da tarde. Os servidores fizeram inúmeros protestos contra a administração do prefeito Luiz Marinho (PT), que ignorou a adesão e não respondeu aos questionamentos sobre impacto da paralisação nos serviços.

Os protestos foram iniciados na Praça Santa Filomena, com caminhada até a Prefeitura e à Câmara, o que causou grande caos no sistema viário da região. No Legislativo, a categoria foi para o debate – que durou mais de cinco horas – com os vereadores, causando interrupção dos trabalhos. Segundo o presidente da entidade, Giovani Chagas, a adesão atingiu 50% do quadro de funcionários, que registra 13 mil funcionários e 7.000 inativos, frisando que as maiores aferições aconteceram nos setores da Saúde, Educação e GCM (Guarda Civil Municipal).

O Diário esteve em algumas escolas da rede municipal e comprovou que o expediente foi afetado, mas não conseguiu entrar por conta de orientação da direção. No entanto, atestou que muitos professores faltaram, o que forçou o corpo diretivo das unidades educacionais a realizar aulas unindo estudantes de classes diferentes e utilizando rodízio entre os educadores presentes. Um exemplo foi a Emeb Gofredo Teixeira da Silva Telles, no Baeta Neves.

A manifestação recaiu exclusivamente contra o chefe do Executivo. Os funcionários empunharam faixas e cartazes em ataque direto ao petista, entoando gritos: “Trabalhador na rua, Marinho a culpa é sua”.

O funcionalismo decidiu cruzar os braços na semana passada por tempo indeterminado, depois de o Paço não apresentar proposta de reajuste salarial para a categoria e sinalizar que somente abrirá diálogo no dia 28.
A categoria reivindica aumento de 12,54%, sendo 8,04% de reposição da inflação – com base no ICV (Índice de Custo de Vida), do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) – e 4,5% de ganho real.

“Houve grande empenho. Algumas escolas aderiram 100% à greve, enquanto em postos da guarda quase em sua totalidade. Na Saúde, também foi emblemático, mas lá o reflexo foi menor, pois há muitos funcionários terceirizados”, alegou Chagas.

GREVISTAS
Entre os manifestantes que encamparam a paralisação estava o aposentado Marco Antonio de Oliveira, 65 anos, que pertencia ao quadro de funcionários da Secretaria de Serviços Urbanos.

O aposentado teceu duras críticas a Marinho ao enfatizar que o petista “traiu seu eleitorado”. “Quando ele venceu a eleição na primeira vez (em 2008), fez uma carta aos funcionários, abordando que quem era trabalhador seria valorizado, e jamais fez. Esta administração trata todos os servidores como se fossem lixo”, condenou.

Diretora da Emeb Dolores de Toledo, Rosa Regina de Oliveira Delgado, 48 anos, classificou a gestão Marinho como a pior dos últimos 20 anos. “Em todo esse período que presto serviço na Prefeitura nunca presenciei tanto desrespeito como nesta administração, que nem abre espaço ao diálogo”, relatou.

Em nota, o governo petista evitou fazer balanço do primeiro dia de greve dos servidores. Informou apenas que a paralisação “é injustificável, uma vez que as negociações relativas ao reajuste salarial estão em andamento”, afirmou o Paço, citando reunião marcado para o dia 28, e deixando de lado o fato de que a data base se expirou em março. 



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Greve leva 3.000 às ruas; Marinho ignora

Protestos marcam 1º dia de paralisação do
funcionalismo de S.Bernardo; prefeito se cala

Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

14/05/2015 | 07:00


O primeiro dia da greve dos funcionários públicos de São Bernardo levou aproximadamente 3.000 pessoas, segundo o Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos), às ruas do Centro da cidade, em passeata que começou às 6h e perdurou até o fim da tarde. Os servidores fizeram inúmeros protestos contra a administração do prefeito Luiz Marinho (PT), que ignorou a adesão e não respondeu aos questionamentos sobre impacto da paralisação nos serviços.

Os protestos foram iniciados na Praça Santa Filomena, com caminhada até a Prefeitura e à Câmara, o que causou grande caos no sistema viário da região. No Legislativo, a categoria foi para o debate – que durou mais de cinco horas – com os vereadores, causando interrupção dos trabalhos. Segundo o presidente da entidade, Giovani Chagas, a adesão atingiu 50% do quadro de funcionários, que registra 13 mil funcionários e 7.000 inativos, frisando que as maiores aferições aconteceram nos setores da Saúde, Educação e GCM (Guarda Civil Municipal).

O Diário esteve em algumas escolas da rede municipal e comprovou que o expediente foi afetado, mas não conseguiu entrar por conta de orientação da direção. No entanto, atestou que muitos professores faltaram, o que forçou o corpo diretivo das unidades educacionais a realizar aulas unindo estudantes de classes diferentes e utilizando rodízio entre os educadores presentes. Um exemplo foi a Emeb Gofredo Teixeira da Silva Telles, no Baeta Neves.

A manifestação recaiu exclusivamente contra o chefe do Executivo. Os funcionários empunharam faixas e cartazes em ataque direto ao petista, entoando gritos: “Trabalhador na rua, Marinho a culpa é sua”.

O funcionalismo decidiu cruzar os braços na semana passada por tempo indeterminado, depois de o Paço não apresentar proposta de reajuste salarial para a categoria e sinalizar que somente abrirá diálogo no dia 28.
A categoria reivindica aumento de 12,54%, sendo 8,04% de reposição da inflação – com base no ICV (Índice de Custo de Vida), do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) – e 4,5% de ganho real.

“Houve grande empenho. Algumas escolas aderiram 100% à greve, enquanto em postos da guarda quase em sua totalidade. Na Saúde, também foi emblemático, mas lá o reflexo foi menor, pois há muitos funcionários terceirizados”, alegou Chagas.

GREVISTAS
Entre os manifestantes que encamparam a paralisação estava o aposentado Marco Antonio de Oliveira, 65 anos, que pertencia ao quadro de funcionários da Secretaria de Serviços Urbanos.

O aposentado teceu duras críticas a Marinho ao enfatizar que o petista “traiu seu eleitorado”. “Quando ele venceu a eleição na primeira vez (em 2008), fez uma carta aos funcionários, abordando que quem era trabalhador seria valorizado, e jamais fez. Esta administração trata todos os servidores como se fossem lixo”, condenou.

Diretora da Emeb Dolores de Toledo, Rosa Regina de Oliveira Delgado, 48 anos, classificou a gestão Marinho como a pior dos últimos 20 anos. “Em todo esse período que presto serviço na Prefeitura nunca presenciei tanto desrespeito como nesta administração, que nem abre espaço ao diálogo”, relatou.

Em nota, o governo petista evitou fazer balanço do primeiro dia de greve dos servidores. Informou apenas que a paralisação “é injustificável, uma vez que as negociações relativas ao reajuste salarial estão em andamento”, afirmou o Paço, citando reunião marcado para o dia 28, e deixando de lado o fato de que a data base se expirou em março. 

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