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Filippi vira fiador de chefe do cartel na Lava Jato

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ex-tesoureiro de Dilma, o ex-prefeito de Diadema entra no rol de testemunhas de dono da UTC


Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

14/05/2015 | 07:00


Ex-tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff (PT), o ex-prefeito de Diadema e atual secretário de Saúde da prefeitura de São Paulo, José de Filippi Júnior (PT), foi arrolado como testemunha do dono da UTC e Constran, Ricardo Pessoa, que assinou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, segundo informações do jornal O Globo. A investigação é atrelada à Operação Lava Jato, deflagrada pela PF (Polícia Federal), que apura lavagem de dinheiro e esquema de cartel em contratos da Petrobras.

Ex-deputado federal, Filippi foi tesoureiro do projeto de reeleição do ex-presidente Lula, em 2006, e da primeira campanha de Dilma, em 2010. Pessoa é acusado de ser coordenador do cartel das empreiteiras que fraudavam contratos com a estatal, o chamado ‘Clube do Bilhão’. Durante negociação para a delação premiada, o empresário – sem mencionar a razão de cada nome da lista – disse à PGR (Procuradoria-Geral da República) que fez doações de R$ 7,5 milhões à última empreitada eleitoral da chefe da Nação com receio de sofrer retaliações.

Tesoureiro da campanha petista do ano passado ao Palácio do Planalto, o ministro da Secretaria de Comunicação, Edinho Silva (PT), afirmou que as doações do dono das empreiteiras UTC e Constran foram legais e registradas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Edinho afirmou também que nunca teve contato com a Petrobras e atuou como um financista comum durante o pleito eleitoral.

Filippi teve pedido de convocação para depor na CPI da Petrobras, na Câmara Federal, por requerimento encaminhado pelo deputado Bruno Covas (PSDB), que justificou que a medida é “indispensável” diante das acusações de supostas irregularidades com doações de dinheiro que teria sido desviado da empresa pública feitas pelo ex-gerente de serviços da estatal Pedro Barusco.

Em razão da possível ligação de Filippi com a Lava Jato, o PT de Diadema, que articulava candidatura dele a prefeito em 2016, por recomendação de Lula, já pensa em plano B para a disputa municipal. O petista não foi localizado pelo Diário para comentar o caso.

No acordo de delação, Ricardo Pessoa citou o nome de, pelo menos, seis parlamentares federais, entre eles um ex-ministro, como beneficiários da corrupção, como o senador Edison Lobão (PMDB-MA), ex-ministro de Minas e Energia. O empresário, que cumpre prisão domiciliar em São Paulo, viajou a Brasília autorizado pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, a pedido do procurador-geral da República Rodrigo Janot.  



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