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BNDES trava empréstimo e adia obra da Linha 18

Montagem/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Banco sinaliza que não dará crédito de R$ 1,2 bi ao
Estado para construir o monotrilho do Grande ABC


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

09/05/2015 | 07:00


O BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) sinalizou ao governo do Estado que pode não liberar empréstimo acertado no ano passado de R$ 1,276 bilhão para impulsionar a construção da Linha 18-Bronze (Djalma Dutra-Tamanduateí) e também não há mais garantias sobre transferência de R$ 400 milhões, via PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), para auxílio financeiro do empreendimento de Mobilidade Urbana. O investimento total é de R$ 4,26 bilhões.

Com esse entrave – ainda não sacramentado oficialmente –, já está certo que o início das obras vai atrasar (estavam previstas primeiras desapropriações). O Consórcio ABC Integrado (formado por Primav, Encalso, Cowan e a Benito Roggio) começaria os trabalhos em junho, caso os recursos federais fossem liberados conforme acerto no passado.

A equipe do Diário apurou que técnicos do governo do Estado ainda negociam com a União a efetivação do aporte para o primeiro semestre, justamente porque a gestão de Dilma Rousseff (PT) não rejeitou oficialmente o empréstimo.

A revisão na concessão do crédito faz parte da nova política fiscal do BNDES, que, devido à crise financeira do País, optou por postergar alguns contratos. A medida entrou em vigor no início deste ano e foi anunciada em dezembro pelo presidente do banco, Luciano Coutinho. O aporte do PAC foi segurado pelo contingenciamento determinado por Dilma em janeiro.

Assinado em agosto, o contrato prevê repartição do dinheiro investido para a Linha 18: R$ 1,276 bilhão do governo estadual (essa verba solicitada por empréstimo ao BNDES), R$ 400 milhões do OGU (Orçamento Geral da União) – inclusos no PAC – e R$ 1,861 bilhão da iniciativa privada (bancado pelo Consórcio ABC Integrado). Outros R$ 406 milhões previstos para desapropriações ficarão a cargo da gestão de Geraldo Alckmin (PSDB) e estão inscritos na peça orçamentária estadual deste ano.

A Linha 18-Bronze será a primeira ligação do Metrô da Capital para cidades da Região Metropolitana – por meio da Estação Tamanduateí, na Linha 2-Verde (Vila Prudente-Vila Madalena). Passará por São Caetano, Santo André e São Bernardo, em primeira etapa. Serão 14,9 quilômetros de extensão, com 13 estações. A previsão é transportar 314 mil passageiros por dia, com 26 trens à disposição.

O governo federal não se posicionou sobre o caso. A gestão estadual trabalha com entrega do monotrilho até o fim de 2018, cronograma esse que deve ser alterado caso não haja solução para o impasse. 



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BNDES trava empréstimo e adia obra da Linha 18

Banco sinaliza que não dará crédito de R$ 1,2 bi ao
Estado para construir o monotrilho do Grande ABC

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

09/05/2015 | 07:00


O BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) sinalizou ao governo do Estado que pode não liberar empréstimo acertado no ano passado de R$ 1,276 bilhão para impulsionar a construção da Linha 18-Bronze (Djalma Dutra-Tamanduateí) e também não há mais garantias sobre transferência de R$ 400 milhões, via PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), para auxílio financeiro do empreendimento de Mobilidade Urbana. O investimento total é de R$ 4,26 bilhões.

Com esse entrave – ainda não sacramentado oficialmente –, já está certo que o início das obras vai atrasar (estavam previstas primeiras desapropriações). O Consórcio ABC Integrado (formado por Primav, Encalso, Cowan e a Benito Roggio) começaria os trabalhos em junho, caso os recursos federais fossem liberados conforme acerto no passado.

A equipe do Diário apurou que técnicos do governo do Estado ainda negociam com a União a efetivação do aporte para o primeiro semestre, justamente porque a gestão de Dilma Rousseff (PT) não rejeitou oficialmente o empréstimo.

A revisão na concessão do crédito faz parte da nova política fiscal do BNDES, que, devido à crise financeira do País, optou por postergar alguns contratos. A medida entrou em vigor no início deste ano e foi anunciada em dezembro pelo presidente do banco, Luciano Coutinho. O aporte do PAC foi segurado pelo contingenciamento determinado por Dilma em janeiro.

Assinado em agosto, o contrato prevê repartição do dinheiro investido para a Linha 18: R$ 1,276 bilhão do governo estadual (essa verba solicitada por empréstimo ao BNDES), R$ 400 milhões do OGU (Orçamento Geral da União) – inclusos no PAC – e R$ 1,861 bilhão da iniciativa privada (bancado pelo Consórcio ABC Integrado). Outros R$ 406 milhões previstos para desapropriações ficarão a cargo da gestão de Geraldo Alckmin (PSDB) e estão inscritos na peça orçamentária estadual deste ano.

A Linha 18-Bronze será a primeira ligação do Metrô da Capital para cidades da Região Metropolitana – por meio da Estação Tamanduateí, na Linha 2-Verde (Vila Prudente-Vila Madalena). Passará por São Caetano, Santo André e São Bernardo, em primeira etapa. Serão 14,9 quilômetros de extensão, com 13 estações. A previsão é transportar 314 mil passageiros por dia, com 26 trens à disposição.

O governo federal não se posicionou sobre o caso. A gestão estadual trabalha com entrega do monotrilho até o fim de 2018, cronograma esse que deve ser alterado caso não haja solução para o impasse. 

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