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Faltam remédios em unidades de Saúde

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Na US Parque das Nações, não há insulina; já
no PA Bangu, mãe sai sem tudo o que precisava


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

09/05/2015 | 07:00


Ter de enfrentar o ambiente hospitalar já é desgastante. Quando não se encontra o que precisa o desgaste é ainda maior. Na rede de Saúde municipal de Santo André, a falta de alguns medicamentos traz dor de cabeça aos pacientes.

Ontem, na US (Unidade de Saúde) Centro, as prateleiras do remédio Atenolol 25 mg e 50 mg estavam vazias. A medicação é usada para o controle da hipertensão arterial.

Indagado se havia a disponibilidade de fitas para medição de glicemia, utilizadas por diabéticos e hipoglicêmicos e que estavam em falta há algumas semanas, o atendente da farmácia informou que tinham chegado, depois de um mês indisponíveis.

Já na US Parque das Nações, o que faltava era insulina; segundo uma funcionária, a previsão de chegada é para a próxima semana.

No PA (Pronto Atendimento) Bangu, o pediatra prescreveu ao filho de 3 anos da dona de casa Fernanda Rodrigues, 22, o descongestionante nasal Rinosoro, o anti-inflamatório Ibuprofeno e Paracetamol – este último, o único que ela conseguiu levar para casa. “Já precisei dos outros dois por pelo menos três vezes e nunca têm”, falou.

Funcionários também estariam enfrentando situações desconfortáveis. Nesta semana, um deles, da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Sacadura Cabral, carregando um suporte com galão de água, disse que havia comprado o equipamento com seu dinheiro, pois há três meses a unidade estaria sem.

Procurada, a Prefeitura de Santo André disse que, no caso das fitas para medição de glicemia, houve troca da empresa fornecedora e os insumos ficaram em falta por 15 dias para distribuição – mas disponíveis para realização dos testes. Quanto à insulina, o Executivo afirmou que não há falta na rede e que a US do Parque das Nações ficou sem o item ontem, durante quatro horas, “por excesso de dispensação aos usuários.”

Sobre o remédio Atenolol, o pregão para aquisição do medicamento de 25 mg ocorrerá no dia 15. Já o de 50 mg, o lote fornecido nas farmácias das unidades apresentou problema e foi recolhido. “O novo lote começou a ser distribuído nos postos. No caso da US Centro, em razão do recolhimento, a quantidade do pedido mensal entregue não foi suficiente para suprir a demanda. O equipamento receberá o item na próxima terça-feira”, justificou a administração municipal, em nota. A compra de Rinosoro está em fase de licitação, que ocorrerá no dia 15. A secretaria esclareceu que o Ibuprofeno gotas chegou ontem e será distribuído na próxima semana.

Sobre a compra do suporte com filtro de água por parte de um funcionário da UPA Sacadura Cabral, o governo municipal disse que “não houve tempo hábil para levantar as informações.” 

ESTRUTURA PRECÁRIA
Além da falta de remédios nas unidades, questões estruturais precárias chamaram a atenção no Centro de Especialidades I, no Centro. Paredes descascadas, forros pendurados e fios à mostra foram alguns dos problemas encontrados pela equipe do Diário.



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Faltam remédios em unidades de Saúde

Na US Parque das Nações, não há insulina; já
no PA Bangu, mãe sai sem tudo o que precisava

Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

09/05/2015 | 07:00


Ter de enfrentar o ambiente hospitalar já é desgastante. Quando não se encontra o que precisa o desgaste é ainda maior. Na rede de Saúde municipal de Santo André, a falta de alguns medicamentos traz dor de cabeça aos pacientes.

Ontem, na US (Unidade de Saúde) Centro, as prateleiras do remédio Atenolol 25 mg e 50 mg estavam vazias. A medicação é usada para o controle da hipertensão arterial.

Indagado se havia a disponibilidade de fitas para medição de glicemia, utilizadas por diabéticos e hipoglicêmicos e que estavam em falta há algumas semanas, o atendente da farmácia informou que tinham chegado, depois de um mês indisponíveis.

Já na US Parque das Nações, o que faltava era insulina; segundo uma funcionária, a previsão de chegada é para a próxima semana.

No PA (Pronto Atendimento) Bangu, o pediatra prescreveu ao filho de 3 anos da dona de casa Fernanda Rodrigues, 22, o descongestionante nasal Rinosoro, o anti-inflamatório Ibuprofeno e Paracetamol – este último, o único que ela conseguiu levar para casa. “Já precisei dos outros dois por pelo menos três vezes e nunca têm”, falou.

Funcionários também estariam enfrentando situações desconfortáveis. Nesta semana, um deles, da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Sacadura Cabral, carregando um suporte com galão de água, disse que havia comprado o equipamento com seu dinheiro, pois há três meses a unidade estaria sem.

Procurada, a Prefeitura de Santo André disse que, no caso das fitas para medição de glicemia, houve troca da empresa fornecedora e os insumos ficaram em falta por 15 dias para distribuição – mas disponíveis para realização dos testes. Quanto à insulina, o Executivo afirmou que não há falta na rede e que a US do Parque das Nações ficou sem o item ontem, durante quatro horas, “por excesso de dispensação aos usuários.”

Sobre o remédio Atenolol, o pregão para aquisição do medicamento de 25 mg ocorrerá no dia 15. Já o de 50 mg, o lote fornecido nas farmácias das unidades apresentou problema e foi recolhido. “O novo lote começou a ser distribuído nos postos. No caso da US Centro, em razão do recolhimento, a quantidade do pedido mensal entregue não foi suficiente para suprir a demanda. O equipamento receberá o item na próxima terça-feira”, justificou a administração municipal, em nota. A compra de Rinosoro está em fase de licitação, que ocorrerá no dia 15. A secretaria esclareceu que o Ibuprofeno gotas chegou ontem e será distribuído na próxima semana.

Sobre a compra do suporte com filtro de água por parte de um funcionário da UPA Sacadura Cabral, o governo municipal disse que “não houve tempo hábil para levantar as informações.” 

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Além da falta de remédios nas unidades, questões estruturais precárias chamaram a atenção no Centro de Especialidades I, no Centro. Paredes descascadas, forros pendurados e fios à mostra foram alguns dos problemas encontrados pela equipe do Diário.

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