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Sem proposta, servidores decretam greve em S.Bernardo

Anderson Silva/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Marinho não oferece reajuste e categoria decide
cruzar os braços a partir da próxima quarta-feira


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

08/05/2015 | 07:00


Os 13 mil servidores ativos de São Bernardo decretaram ontem greve geral pelos equipamentos públicos, a partir de quarta-feira, às 6h. A decisão foi oficializada no início da noite, após assembleia comandada pelo Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos), que pela manhã ouviu negativa do governo do prefeito Luiz Marinho (PT) em relação à proposta de reajuste salarial para este ano.

A categoria reivindica aumento de 12,54%, sendo 8,04% de reposição da inflação com base no ICV (Índice de Custo de Vida) do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), e outros 4,5% de ganho real.

A paralisação foi concretizada em reunião no Centro da cidade, que contou com a presença de aproximadamente 500 funcionários.

“O encontro com os integrantes do governo foi muito ruim, pois, durante o período em que estávamos reunidos, não foi colocada nenhuma possibilidade de se apresentar um plano. Eles mostraram relatórios financeiros do quadrimestre e prometeram diálogo para a segunda quinzena do mês, mas sem ao menos precisar data”, contou o presidente do Sindserv, Giovani Chagas.

Representaram o governo Marinho na negociação o secretário de Finanças, Paulo José de Almeida, secretário adjunto de Administração, Marcos Isidoro, e secretário adjunto de Orçamento e Planejamento Participativo, Sérgio Vital.

Com a oficialização da greve, Chagas anunciou que entre as primeiras ações está a protocolação de comunicado à Prefeitura. O dirigente sindical adicionou que a paralisação já vinha sendo estudada diante da falta de diálogo do governo petista, que ignorou data base para o reajuste que ocorreu em março. “Não tínhamos outra alternativa, tendo em vista que buscamos encontrar caminhos para negociar.”

Há duas semanas, Marinho, durante apresentação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), criticou publicamente o Sindserv, assegurando que a entidade não soube negociar, referindo-se a uma proposta única apresentada à categoria no primeiro ano de seu segundo mandato.

Esta é a primeira vez em quase 20 anos que os servidores de São Bernardo cruzam os braços em greve geral. A última vez ocorreu no mandato de 1997 a 2000 de Mauricio Soares (sem partido), também por conta da falta de consenso na proposta de reajuste salarial. A paralisação, à época, durou 21 dias. 



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Sem proposta, servidores decretam greve em S.Bernardo

Marinho não oferece reajuste e categoria decide
cruzar os braços a partir da próxima quarta-feira

Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

08/05/2015 | 07:00


Os 13 mil servidores ativos de São Bernardo decretaram ontem greve geral pelos equipamentos públicos, a partir de quarta-feira, às 6h. A decisão foi oficializada no início da noite, após assembleia comandada pelo Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos), que pela manhã ouviu negativa do governo do prefeito Luiz Marinho (PT) em relação à proposta de reajuste salarial para este ano.

A categoria reivindica aumento de 12,54%, sendo 8,04% de reposição da inflação com base no ICV (Índice de Custo de Vida) do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), e outros 4,5% de ganho real.

A paralisação foi concretizada em reunião no Centro da cidade, que contou com a presença de aproximadamente 500 funcionários.

“O encontro com os integrantes do governo foi muito ruim, pois, durante o período em que estávamos reunidos, não foi colocada nenhuma possibilidade de se apresentar um plano. Eles mostraram relatórios financeiros do quadrimestre e prometeram diálogo para a segunda quinzena do mês, mas sem ao menos precisar data”, contou o presidente do Sindserv, Giovani Chagas.

Representaram o governo Marinho na negociação o secretário de Finanças, Paulo José de Almeida, secretário adjunto de Administração, Marcos Isidoro, e secretário adjunto de Orçamento e Planejamento Participativo, Sérgio Vital.

Com a oficialização da greve, Chagas anunciou que entre as primeiras ações está a protocolação de comunicado à Prefeitura. O dirigente sindical adicionou que a paralisação já vinha sendo estudada diante da falta de diálogo do governo petista, que ignorou data base para o reajuste que ocorreu em março. “Não tínhamos outra alternativa, tendo em vista que buscamos encontrar caminhos para negociar.”

Há duas semanas, Marinho, durante apresentação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), criticou publicamente o Sindserv, assegurando que a entidade não soube negociar, referindo-se a uma proposta única apresentada à categoria no primeiro ano de seu segundo mandato.

Esta é a primeira vez em quase 20 anos que os servidores de São Bernardo cruzam os braços em greve geral. A última vez ocorreu no mandato de 1997 a 2000 de Mauricio Soares (sem partido), também por conta da falta de consenso na proposta de reajuste salarial. A paralisação, à época, durou 21 dias. 

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