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Coloca arroz no prato do secretário


Beto Silva
Do Diário do Grande ABC

06/05/2015 | 07:00


O secretário de Governo de Santo André, Arlindo José de Lima (PT), autorizou e ratificou a contratação da empresa Nutriocinale Comércio de Alimentos Ltda, para fornecimento de 6.000 quilos de arroz agulhinha, pelo período de 12 meses, para a Secretaria de Segurança Urbana e Comunitária. O custo será de R$ 18 mil aos cofres públicos. Tudo sem licitação. São R$ 3 o quilo do produto. Mas, se o petista verificasse de maneira rápida o preço médio do arroz na cesta básica divulgada pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), saberia que o quilo sai por R$ 1,94. Por que Arlindo não usou como base os dados da autarquia, que semanalmente faz pesquisa sobre o valor dos alimentos? Se o preço da Craisa fosse levado como referência, as 6 toneladas de arroz sairiam por R$ 11.640, numa economia de R$ 6.360. Pouco, podem defender alguns. Muito, por outro lado, podem argumentar outros. Vejamos: se cada refeição no projeto Bom Prato, do governo estadual, na unidade de Santo André, custa R$ 1, o dinheiro economizado daria para pagar 6.360 refeições. A Prefeitura andreense tem encaminhado para almoçar no Bom Prato 91 pessoas que comiam na Casa Amarela, que cortou a comida no local. Os R$ 6.360 seriam suficientes para bancar 70 dias de alimentação desse pessoal. Talvez seja difícil fazer todas essas contas e promover uma boa gestão de recursos e alimentos, não é, secretário?

Mais uma negativa

As contas do ano de 2011 da Câmara de São Caetano foram reprovadas ontem pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado). O conselheiro Dimas Ramalho encaminhou pela reprovação dos gastos do primeiro ano de Sidão da Padaria (PSB) como presidente do Legislativo. Semana passada, o socialista viu a planilha de 2012 sofrer negativa. Faltam as de 2013 e 2014, que também devem ser reprovadas, pois têm os mesmos vícios das anteriores. Ainda cabem recursos, mas a situação de Sidão tem se complicado. Sua candidatura à reeleição no pleito do ano que vem fica cada vez mais difícil.

Acusação formal

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) abriu acusação formal contra ex-integrantes do Conselho Administrativo da Petrobras, para apurar se eles induziram investidores ao erro por terem aprovado medidas que inviabilizaram negócios da estatal. São alvos o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, a presidente da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior (PT), o presidente do BNDES, Luciano Coutinho (único que continua no conselho), o empresário Jorge Guerdau, o general do Exército Francisco Roberto de Albuquerque, entre outros. Abertura do processo ocorre em meio à Operação Lava Jato, que averigua esquema de corrupção e desvios na Petrobras.

Relâmpago

Sessão relâmpago ontem na Câmara de Santo André. Durou apenas uma hora. Vereador Donizeti Pereira (PV) disse que, por problemas na transmissão da TV Câmara, os parlamentares decidiram não falar na tribuna, o que encurtou o tempo dos trabalhos. Já para o presidente do Legislativo, bispo Ronaldo de Castro (PRB), a rapidez foi em decorrência de pedido do líder do governo, José de Araújo (PMDB), de adiamento de 61 projetos. Apenas dois foram aprovados em plenário: o que cria o Dia Municipal do Químico e outro, do Executivo, que adequa o Plano de Mobilidade.



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