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Audiência do Parque Guaraciaba é adiada

Montagem/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Evento foi remarcado para dia 25; projeto de R$ 30 mi do Semasa pode postergar imbróglio


Fabio Martins
Do Diário Grande ABC

04/05/2015 | 07:00


Audiência pública para tratar de alternativas para o Parque Guaraciaba, em Santo André, foi adiada e o evento remarcado para o dia 25, na Câmara. Embora haja pressão do Ministério Público, que cobra medidas da Prefeitura, poucas ações de impacto foram adotadas para zerar os riscos do local, fechado para visitação há cerca de dez anos. No dia 16, o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), autarquia que ficou responsável por elaborar plano, apresentou, em encontro, projeto de reforma do espaço, no valor de R$ 30 milhões, quantia considera alta, o que pode postergar impasse.

O Semasa promoveu a audiência devido a imposição da Promotoria sobre o governo Carlos Grana (PT), que assinou TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), visando elaborar estudo de viabilidade para a área verde. Nova destinação ao parque, de 550 mil metros quadrados, é alvo de inquérito civil. Em janeiro do ano passado, cinco jovens, com idades entre 12 e 17 anos, morreram afogados no lago artificial, chamado de ‘Tancão da Morte’, ao acessarem irregularmente o local – com histórico de 38 vítimas fatais. O incidente motivou o acordo, na ocasião.

A autarquia, gerida por Sebastião Ney Vaz Júnior (PT), afirmou, por nota, que o custo para implementar o plano é elevado por incluir, especialmente, a redução da profundidade do lago, além do parque urbano. “Essa redução daria condições de melhor controle das mortes por afogamento e consegue atender integralmente ao TAC. Como o valor é alto, a Prefeitura precisa buscar alternativa na iniciativa privada para tornar o projeto real”, mencionou, ao detalhar que a proposta traz estudos de profundidade, fauna, flora e zoneamento para transformar, de fato, a área em espaço urbano.

Segundo o Semasa, toda a implantação do plano de recuperação “pode ser feita de forma parcial ou modular, até porque algumas etapas exigem vários meses para serem executadas”. “A etapa do parque, por exemplo, poderia ser feita imediatamente. O prazo para início depende de encontrarmos parceiros interessados no negócio”, concluiu a nota.

Integrante de comissão no Legislativo, formada para analisar o caso, o vereador Luiz Zacarias (PTB) sustentou que o Paço deveria tomar providências imediatas neste sentido. “Pode ser (manutenção) por etapas. Não tem problema. O que não pode é deixar abandonado, como está há diversos anos”, disse o petebista, justificando que o encontro público, que era para ocorrer no último dia 27, foi prorrogado porque estava muito próximo do anterior, para ele, esvaziado. “Vamos dar condições (tempo) de mobilização da população do entorno e para que a Prefeitura encaminhe projeto viável.” 



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