Fechar
Publicidade

Domingo, 20 de Outubro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Convênio Santa Helena causa revolta e indignação

Andréa Iseki/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Trabalhadores do transporte público de Sto.André fazem abaixo-assinado pedindo ao sindicato a troca do grupo


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

01/05/2015 | 07:00


Funcionários do sistema público de transporte de Santo André estão se mobilizando com abaixo-assinado que pede a substituição do convênio médico Santa Helena, oferecido à categoria de toda a região pelo Sintetra (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Grande ABC) desde 1º de outubro de 2012. Insatisfeitos com o atendimento prestado pela empresa, 500 assinaturas já foram coletadas solicitando a substituição da companhia.

Quando o acordo foi fechado, a entidade sindical publicou notícia em seu site pedindo que os trabalhadores não ficassem apreensivos em relação a qualquer caso que estava ocorrendo com o convênio anterior, “pois a Santa Helena vai atender da melhor maneira possível todo e qualquer procedimento médico que estiver em andamento.” Não é o que vem ocorrendo. “Estava fazendo tratamento de coluna e outro de micose e não tiveram continuidade”, contou a auxiliar de limpeza Maria Rodrigues Silva, 51 anos. Ela reclamou também do descaso no atendimento ao procurar o Hospital Santa Helena na Vila Leopoldina, no município andreense, para tomar relaxante muscular que tirasse as dores que sentia. Porém, um equívoco da enfermeira só piorou a situação. “Erraram a dosagem. Tentei ir embora, mas comecei a me sentir tão mal que voltei. Então outra enfermeira falou que a dose tinha sido muito forte e deu outro medicamento para cortar o efeito, mas fiquei uns três dias ruim.”

No que se refere à marcação de consultas, os problemas começam na tentativa de agendamento, com a dificuldade de ser atendido no contato telefônico, pontua o pedreiro Cícero Porfírio de Sousa, 45. Ele possui dois encaminhamentos para o cardiologista, sendo o último datado de 28 de maio do ano passado. “Falaram que iam ligar e estou esperando até hoje. Minha pressão, que é alta, estava oscilando muito, mesmo tomando os medicamentos. O problema acabou amenizando sozinho.”

O caso mais grave é o do motorista Izaías Dias Castor, 62. Portador de hepatopatia crônica (doença que atinge o fígado), ele passou mal no domingo de Páscoa e foi para o Hospital Santa Helena. Lá, segundo a filha Tatiana de Andrade Dias, 29, ele tomou apenas soro e foi liberado no dia seguinte. Na segunda-feira, com indícios de hemorragia interna, foi novamente para o Santa Helena andreense, dando entrada com apenas 6.000 plaquetas por mm³ de sangue. Ontem, recebeu alta com o mesmo quadro que deu entrada – hemorragia gastrointestinal – e 27 mil plaquetas por mm³ de sangue, quando o valor normal é de 150 mil a 450 mil mm³. “O médico disse que deu alta porque tinha risco de o meu pai pegar infecção e, se sangrasse de novo, para levá-lo de volta, mas não deveriam liberá-lo desse jeito em hipótese alguma”, falou Tatiana.

Durante todo o dia de ontem, o Diário tentou contato com o presidente do Sintetra, Francisco Mendes da Silva, o Chicão, por celular e na sede da entidade, mas sem sucesso. Já o grupo Santa Helena, procurado para comentar o assunto, não retornou até o fechamento desta edição.  



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Convênio Santa Helena causa revolta e indignação

Trabalhadores do transporte público de Sto.André fazem abaixo-assinado pedindo ao sindicato a troca do grupo

Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

01/05/2015 | 07:00


Funcionários do sistema público de transporte de Santo André estão se mobilizando com abaixo-assinado que pede a substituição do convênio médico Santa Helena, oferecido à categoria de toda a região pelo Sintetra (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Grande ABC) desde 1º de outubro de 2012. Insatisfeitos com o atendimento prestado pela empresa, 500 assinaturas já foram coletadas solicitando a substituição da companhia.

Quando o acordo foi fechado, a entidade sindical publicou notícia em seu site pedindo que os trabalhadores não ficassem apreensivos em relação a qualquer caso que estava ocorrendo com o convênio anterior, “pois a Santa Helena vai atender da melhor maneira possível todo e qualquer procedimento médico que estiver em andamento.” Não é o que vem ocorrendo. “Estava fazendo tratamento de coluna e outro de micose e não tiveram continuidade”, contou a auxiliar de limpeza Maria Rodrigues Silva, 51 anos. Ela reclamou também do descaso no atendimento ao procurar o Hospital Santa Helena na Vila Leopoldina, no município andreense, para tomar relaxante muscular que tirasse as dores que sentia. Porém, um equívoco da enfermeira só piorou a situação. “Erraram a dosagem. Tentei ir embora, mas comecei a me sentir tão mal que voltei. Então outra enfermeira falou que a dose tinha sido muito forte e deu outro medicamento para cortar o efeito, mas fiquei uns três dias ruim.”

No que se refere à marcação de consultas, os problemas começam na tentativa de agendamento, com a dificuldade de ser atendido no contato telefônico, pontua o pedreiro Cícero Porfírio de Sousa, 45. Ele possui dois encaminhamentos para o cardiologista, sendo o último datado de 28 de maio do ano passado. “Falaram que iam ligar e estou esperando até hoje. Minha pressão, que é alta, estava oscilando muito, mesmo tomando os medicamentos. O problema acabou amenizando sozinho.”

O caso mais grave é o do motorista Izaías Dias Castor, 62. Portador de hepatopatia crônica (doença que atinge o fígado), ele passou mal no domingo de Páscoa e foi para o Hospital Santa Helena. Lá, segundo a filha Tatiana de Andrade Dias, 29, ele tomou apenas soro e foi liberado no dia seguinte. Na segunda-feira, com indícios de hemorragia interna, foi novamente para o Santa Helena andreense, dando entrada com apenas 6.000 plaquetas por mm³ de sangue. Ontem, recebeu alta com o mesmo quadro que deu entrada – hemorragia gastrointestinal – e 27 mil plaquetas por mm³ de sangue, quando o valor normal é de 150 mil a 450 mil mm³. “O médico disse que deu alta porque tinha risco de o meu pai pegar infecção e, se sangrasse de novo, para levá-lo de volta, mas não deveriam liberá-lo desse jeito em hipótese alguma”, falou Tatiana.

Durante todo o dia de ontem, o Diário tentou contato com o presidente do Sintetra, Francisco Mendes da Silva, o Chicão, por celular e na sede da entidade, mas sem sucesso. Já o grupo Santa Helena, procurado para comentar o assunto, não retornou até o fechamento desta edição.  

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;