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Homens votam em Lula e mulheres em Alckmin


Roney Domingos
Do Diário do Grande ABC

15/07/2006 | 07:48


A pesquisa Toledo&Associados/Diário realizada com 1.006 entrevistados nas sete cidades, entre dias 2 e 4 de julho, revelou que grosso modo, salvo generosas exceções, o eleitor de Lula é homem, jovem e pobre. Com ressalvas, a eleitora de Alckmin é mulher, transita em quase todos os graus de ensino, vota há mais de 15 anos e integra a classe média urbana do Grande ABC. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob número 10.771/2006. A pouco menos de 80 dias das eleições de 1º de outubro, a complexidade do perfil do eleitor de um e de outro candidato ainda é grande e dificulta a construção de estereótipos.

O “presidente metalúrgico” ainda é o preferido do eleitorado masculino (41%), mas as companheiras votam no anestesista educadinho que tem fama de picolé de chuchu (45,1%). Lula tem destaque entre adolescentes de 16 a 19 anos, adultos de 20 a 29 e entre os “meia-idade” de 40 a 49. Alckmin entretanto lidera a lista em todas outras faixas etárias acima disso: dos que nasceram a partir de 1976 – quando o país vivia uma grave ditadura – até os que têm mais de 70 anos.

O candidato à reeleição tem mais votos do que o ex-governador entre os eleitores analfabetos e na faixa de escolaridade dos que ainda não concluíram o ensino médio. Porém, perde em todas as outras classes escolares – do ensino fundamental à pós-graduação para o adversário tucano.

Não é mais possível dizer que os pobres são eleitores preferenciais do presidente. O candidato à reeleição atrai cidadãos que chegaram à classe D, mas perde do tucano entre os “lanterninhas” que ainda se encontram na E apesar do sucesso do Bolsa-Família. Mas é verdade que Alckmin, embora tenha conquistado popularidade nos bairros simples, continua como preferido entre os ricos e bem sucedidos instalados nas classes A e B e na cada vez mais popular classe C, que recebeu durante o governo Lula um contingente inédito de famílias oriundas das classes D e E.

Chama atenção o fato de que não existe indecisos entre os analfabetos e nem entre os pós-graduados. Mas a dúvida sobre quem escolher em 1º de outubro é prevalente nas diversas gradações dos que cursam ou cursaram até ensino médio completo, ensino médio incompleto, ensino fundamental completo e incompleto e superior completo ou incompleto.

Sob critério da renda familiar os que não têm rendimentos votam mais em Lula (60% contra 20%), comportamento verificado também entre os que ganham de 5 a 10 salários mínimos e os que recebem mais de 20 salários. Alckmin lidera nas faixas de até 2, de 2 a 10 e de 10 a 20 salários mínimos. Há empate entre os remediados de 2 a 5 salários mínimos (38%).



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