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Novos hábitos levam à mudança


Alexandre Melo
Do Diário do Grande ABC

26/09/2010 | 07:05


As redes supermercadistas que focarem a operação apenas na venda de produtos estão fadadas a desaparecer nos próximos anos. A inserção da mulher no mercado de trabalho e a pressão por tempo nas grandes cidades motivam as companhias a investirem na conveniência para atender o consumidor.

Desde lojas pequenas a hipermercados estão modificando seus espaços para se adequar à nova realidade de consumo, passando a oferecer principalmente serviços como pratos prontos ou semi-prontos. Certos estabelecimentos têm, inclusive, refeições e lanches rápidos para os clientes.

O sócio sênior da consultoria de varejo e marketing GS&MD - Gouvêa de Souza, Luiz Goes, afirma que a tendência de modernizar os pontos de venda para oferta de serviços que agregam valor à operação vem do Exterior. "Isso implica em espaços menores para itens como alimentos, higiene pessoal e limpeza doméstica."

Goes lembra que há alguns anos não víamos tantas pessoas abastecendo frequentemente as gôndolas dos estabelecimentos, até porque o sortimento de produtos também cresceu. A área de cuidados pessoais, que era pequena, hoje ocupa um corredor inteiro.

"Muitas lojas pequenas e médias que não tinham seções como açougue, padaria e rotisseria. Estes espaços garantem praticidade aos clientes", acrescenta o sócio sênior da GS&MD. Atentas aos novos hábitos de consumo, algumas redes têm alternativas ao trivial arroz, feijão e maionese, incluindo no cardápio comida japonesa, pizzas e outros pratos mais elaborados.

O número de novos grandes supermercados, característicos da época da hiperinflação, quando as famílias faziam compras em grandes volumes com medo dos preços mudarem de um dia para o outro está diminuindo.

A estabilidade econômica somada em especial à falta de tempo e a comodidade de ir à loja mais perto de casa despertou nas redes a necessidade de apostar em lojas de vizinhança. O Grupo Pão de Açúcar investe na expansão do Extra Fácil, que ocupa menor espaço e está mais próximo dos clientes. Assim como o Carrefour com a franquia Dia e o Walmart com o TodoDia. O Grupo Pão de Açúcar está reduzindo também o tamanho da lojas Extra, dividindo o espaço com a marca Assai.

O especialista em varejo analisa que a categoria de bens duráveis com eletrodomésticos, eletroeletrônicos e informática estão ganhando espaço nos super e hipermercados. "As empresas vão se especializando no que são mais fortes em vendas."

Produtividade - Levantamento da publicação especializada Supermercado Moderno aponta que nos últimos dois anos, enquanto o número de lojas menores, que incluem o modelo de vizinhança e o atacarejo (formato que mistura o atacado com o varejo), cresceu, as vendas nos hiper e super avançaram lentamente ou até diminuíram. A área de vendas das lojas de vizinhança é 46% menor que a dos supermercados.

Rede faz aporte de US$ 2 bi na reformulação de lojas
A francesa Carrefour, maior cadeia de supermercados da Europa e segunda maior do mundo atrás apenas da norte-americana Walmart, quer reformular o seu modelo de hipermercado e planeja investir 1,5 bilhão de euros (US$ 2 bilhões) para reverter o resultado fraco que vem obtendo na França, Espanha, Bélgica, Itália e Grécia.

No Brasil, a rede que completa 35 anos de operação em território nacional, está trabalhando no reposicionamento de sua marca para ampliar vendas e atingir a meta de crescimento de até 16% neste ano.

Meta - Segundo o diretor executivo mundial do varejista francesa, Lars Olofsson, a meta da varejista no País, comandada desde agosto pelo brasileiro Luiz Fazzio, é recuperar as operações dos hipermercados, afirmou o porta-voz durante apresentação dos resultados da companhia.

Consumidor tem pé atrás com propaganda
Na tentativa de desvendar os pensamentos do novo consumidor brasileiro, a consultoria especializada em varejo e serviços, GS&MD - Gouvêa de Souza, realizou o estudo Trust Research, que visa entender qual o nível de confiança dos clientes pelas marcas de varejo.

Uma das percepções é que, de maneira geral, a propaganda não transmite credibilidade ao consumidor, independentemente do segmento. Foram entrevistadas 1.000 pessoas nas capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre, que responderam questionários na internet durante o mês de abril.

No total, 35 marcas dos segmentos de drogaria e farmácia, hipermercados, móveis e eletrônicos, livrarias, material de construção, material esportivo e vestuário e calçados foram avaliadas. Cada internauta escolheu até seis empresas com as quais já teve alguma relação de compra, que totalizou média de 6.486 avaliações (ver arte acima). Os segmentos de livraria e material esportivo são os que mais transmitem confiança ao consumidor, mostra a pesquisa.

"A fidelização do consumidor na marca é construída com a satisfação no atendimento, relacionamento e confiança. Atingindo todas essas etapas, o cliente passa a fidelizar o estabelecimento", explica o sócio sênior da GS&MD, Luiz Goes.



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