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Solidariedade racha e Ailton Lima ‘libera’ vereadores

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Diante de ‘afastamento’ político, dirigente da legenda em Sto.André abre caminho para saídas de Toninho de Jesus e Sargento Lobo


Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

22/04/2015 | 07:00


Com a proximidade de novo processo eleitoral, o Solidariedade rachou em Santo André e o presidente do diretório municipal, vereador Ailton Lima, pavimentou o caminho para as saídas dos parlamentares Toninho de Jesus e Sargento Lobo. À época de sua criação, em 2013, e o ingresso do trio, a legenda entoou discurso de candidatura própria em 2016. A proposta de voo solo na sucessão do prefeito Carlos Grana (PT) está mantida, porém ‘discordâncias políticas’ entre os envolvidos às vésperas do pleito têm gerado desconforto interno, provocando provável debandada na sigla.

Os bastidores de reunião do partido na semana passada criou certa instabilidade, estremecendo a relação dos colegas de Câmara. Dias depois, Toninho foi ‘flagrado’ pelo próprio Ailton em cafeteria no Centro da cidade numa conversa com o ex-prefeito Aidan Ravin (PSB), também pré-candidato ao Paço no ano que vem. O encontro sem aviso exaltou os ânimos e a situação apenas piorou ao inflar as críticas. “Só quero comigo aqueles que acreditam em projeto de mudança, seriedade. Se querem (vereadores) a mesmice podem procurar outro barco. Da minha parte, eu vejo distanciamento”, alegou o dirigente.

Ailton classificou o momento como “descontentamento de quem confabula os próximos passos” e frisou que todas estas circunstâncias rumam para afastamento partidário. “A parceria foi boa enquanto durou”, sintetizou. O trio fez parte, recentemente, do G-12 – ala de vereadores independentes –, hoje desarticulado e que deu trabalho para o governo petista. O presidente acrescentou que o quadro interno se torna “mais interessante” com os possíveis rompimentos. “Acredito que fica mais leve (com menos parlamentares na chapa proporcional)”, alfinetou.

Toninho admitiu que há assédio de outras legendas para integrar projetos diferentes, mas negou ter efetivado negociações. “Pessoas nos chamam, é normal”, disse o vereador, eleito pelo DEM e ex-aliado do ex-prefeito. “Tomei um café com o Aidan. Isso não é proibido”, cutucou, relatando que ainda compõe o projeto do Solidariedade. “Se a proposta (acordada) não vingar ou não for firmado aquilo combinado lá atrás passo a cogitar outra coisa. Não posso falar que vou sair (do partido), desde que seja cumprida a palavra.”

Eleito pelo PDT, Lobo seguiu a linha do correligionário ao comentar que também tem recebido convites “de fora”, contudo descreve que deve continuar se os acordos políticos “forem honrados” – a entrada na sigla se deu em outubro daquele ano. “É comum esta situação (de assédio)”, minimizou. O parlamentar, por sua vez, mencionou que procura “condições viáveis” no Solidariedade. “Por ora, eu estou tranquilo.” 



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