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‘Desafio é 30% a menos de receita na Sama’

Marina Brandão/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Novo dirigente, Baumgartner reclama que queda no consumo de água afeta arrecadação


Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

20/04/2015 | 07:00


Novo superintendente da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá), Alessandro Baumgartner elegeu como principal desafio administrar a autarquia com 30% a menos de receita. A baixa na arrecadação da Pasta ocorreu em razão da crise hídrica, que influenciou na redução do consumo de água em todo o Estado.

Baumgartner disse ter constatado que a receita mensal da Sama caiu de R$ 6,5 milhões para R$ 4,5 milhões. A expectativa de arrecadação para este ano é em torno de R$ 85 milhões. Tradicionalmente, desde que foi criada nos anos 2000, a autarquia servia para que o prefeito acomodasse aliados políticos que, por sua vez, inflavam o número de comissionados. Primeiro nome técnico a chefiar a Pasta, o ex-secretário de Finanças e responsável pela repactuação de dívida de mais de 20 anos que impedia o Paço mauaense de fazer financiamentos, deve aplicar cortes generalizados no setor.

“A redução em toda área de saneamento foi na casa de 30% por causa da crise hídrica. O primeiro grande trabalho é fazer com que a empresa volte a caber dentro da receita dela, que não é a mesma de seis meses atrás”, destacou Baumgartner.

O segundo destaque se estende à queda de braço com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) sobre o custo do metro cúbico de água. A companhia de capital misto estadual cobra R$ 1,43 pela medida de água, enquanto a autarquia municipal tem pago R$ 1,23.
Essa diferença, ao longo dos anos, gerou divida de R$ 1,8 bilhão, que é questionada pela Prefeitura na Justiça.

“Estamos esperando a decisão da Sabesp sobre o reajuste (estuda ampliar a taxa entre 15% e 22%) para nos organizarmos. Vamos ter que repassar ao consumidor. Quando a Sabesp vende água no atacado ao preço muito parecido com o que comercializamos está mandando um recado. Não quer ninguém intermediando essa venda, quer assumir nosso serviço e fornecer direto ao mauaense”, argumentou o superintendente.

A Sabesp também foi uma das seis empresas que pediram impugnação da licitação da PPP (Parceria Público-Privada) da Sama no TCE (Tribunal de Contas do Estado). O argumento da companhia foi de que tornar a autarquia uma empresa de capital misto poderia inviabilizar o pagamento da dívida.

A proposta do prefeito Donisete Braga (PT) é de terceirizar a distribuição de água e em contrapartida receber investimento de R$ 153 milhões ao longo de 30 anos para ampliação e reestruturação da rede de distribuição de água.

Caso o tribunal libere o certame – hoje paralisado –, a Sama passaria ser uma agência ambiental, seguindo o modelo do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André). 



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‘Desafio é 30% a menos de receita na Sama’

Novo dirigente, Baumgartner reclama que queda no consumo de água afeta arrecadação

Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

20/04/2015 | 07:00


Novo superintendente da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá), Alessandro Baumgartner elegeu como principal desafio administrar a autarquia com 30% a menos de receita. A baixa na arrecadação da Pasta ocorreu em razão da crise hídrica, que influenciou na redução do consumo de água em todo o Estado.

Baumgartner disse ter constatado que a receita mensal da Sama caiu de R$ 6,5 milhões para R$ 4,5 milhões. A expectativa de arrecadação para este ano é em torno de R$ 85 milhões. Tradicionalmente, desde que foi criada nos anos 2000, a autarquia servia para que o prefeito acomodasse aliados políticos que, por sua vez, inflavam o número de comissionados. Primeiro nome técnico a chefiar a Pasta, o ex-secretário de Finanças e responsável pela repactuação de dívida de mais de 20 anos que impedia o Paço mauaense de fazer financiamentos, deve aplicar cortes generalizados no setor.

“A redução em toda área de saneamento foi na casa de 30% por causa da crise hídrica. O primeiro grande trabalho é fazer com que a empresa volte a caber dentro da receita dela, que não é a mesma de seis meses atrás”, destacou Baumgartner.

O segundo destaque se estende à queda de braço com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) sobre o custo do metro cúbico de água. A companhia de capital misto estadual cobra R$ 1,43 pela medida de água, enquanto a autarquia municipal tem pago R$ 1,23.
Essa diferença, ao longo dos anos, gerou divida de R$ 1,8 bilhão, que é questionada pela Prefeitura na Justiça.

“Estamos esperando a decisão da Sabesp sobre o reajuste (estuda ampliar a taxa entre 15% e 22%) para nos organizarmos. Vamos ter que repassar ao consumidor. Quando a Sabesp vende água no atacado ao preço muito parecido com o que comercializamos está mandando um recado. Não quer ninguém intermediando essa venda, quer assumir nosso serviço e fornecer direto ao mauaense”, argumentou o superintendente.

A Sabesp também foi uma das seis empresas que pediram impugnação da licitação da PPP (Parceria Público-Privada) da Sama no TCE (Tribunal de Contas do Estado). O argumento da companhia foi de que tornar a autarquia uma empresa de capital misto poderia inviabilizar o pagamento da dívida.

A proposta do prefeito Donisete Braga (PT) é de terceirizar a distribuição de água e em contrapartida receber investimento de R$ 153 milhões ao longo de 30 anos para ampliação e reestruturação da rede de distribuição de água.

Caso o tribunal libere o certame – hoje paralisado –, a Sama passaria ser uma agência ambiental, seguindo o modelo do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André). 

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