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Deu a lógica


Do Diário OnLine

14/04/2015 | 07:00


Felizmente, para o futebol paulista e para as grandes torcidas, deu os clubes de ponta na semifinal do Paulistão. Felizmente, porque seria imensa injustiça se Corinthians, Santos, São Paulo e Palmeiras não fossem para a próxima fase.

Pelo que jogaram na estapafúrdia primeira parte do campeonato, os quatro líderes das quatro chaves fizeram por merecer e somaram muito mais pontos que os segundos colocados. É verdade que poderia acontecer uma zebra. No ano passado e em anos anteriores já vivemos isso. Vocês se lembram de como foram sem graça as partidas finais? Também é verdade que torcedores da Ponte Preta e do Botafogo podem reclamar da arbitragem. Renato Cajá fez um gol legítimo no Corinthians, quando estava 0 a 0. E o juiz anulou a jogada. Já o Botafogo marcou um gol polêmico contra o Palmeiras, também quando estava 0 a 0 e o árbitro anulou.

É aquilo que o norte-americano chama de friendly whistle. Os times pequenos fizeram uma campanha decepcionante. E quando foi preciso, a arbitragem influenciou a favor dos grandes. Tenho um amigo que manda chorar na sala dos milagres de Aparecida.

Antimarketing

A Crefisa marcou um belo gol ao fechar patrocínio com o Palmeiras. Sua marca está sendo muito bem exposta pelo time. E agora marcou um gol contra ao aceitar patrocinar os uniformes dos árbitros.

Não há nada de desonesto nisso, mas fica no ar um cheiro pouco agradável, quando se sabe que no futebol não basta ser honesto. Tem de parecer e mostrar que é honesto.

A Federação, finalmente, evitou essa polêmica, dispensando tal patrocínio. Porque se a arbitragem favorecesse o Palmeiras iriam dizer que foi por causa do patrocinador. Se prejudicasse o Palmeiras falariam que o equívoco deveu-se a preocupação de mostrar que não havia nada de mais com esse patrocínio.

O pior de tudo é que os coitados dos árbitros não ganharam nada.

Metamorfose ambulante

Ninguém precisa recorrer à genial canção de Raul Seixas para perceber que o São Paulo é outro sem Muricy Ramalho. Estranho, muito estranho! O time voltou a correr, a lutar, a disputar bolas difíceis... As vitórias voltaram e mais do que isso, a esperança de uma mudança comprova que no ar existe muito mais do que aviões de carreira. 



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Deu a lógica

Do Diário OnLine

14/04/2015 | 07:00


Felizmente, para o futebol paulista e para as grandes torcidas, deu os clubes de ponta na semifinal do Paulistão. Felizmente, porque seria imensa injustiça se Corinthians, Santos, São Paulo e Palmeiras não fossem para a próxima fase.

Pelo que jogaram na estapafúrdia primeira parte do campeonato, os quatro líderes das quatro chaves fizeram por merecer e somaram muito mais pontos que os segundos colocados. É verdade que poderia acontecer uma zebra. No ano passado e em anos anteriores já vivemos isso. Vocês se lembram de como foram sem graça as partidas finais? Também é verdade que torcedores da Ponte Preta e do Botafogo podem reclamar da arbitragem. Renato Cajá fez um gol legítimo no Corinthians, quando estava 0 a 0. E o juiz anulou a jogada. Já o Botafogo marcou um gol polêmico contra o Palmeiras, também quando estava 0 a 0 e o árbitro anulou.

É aquilo que o norte-americano chama de friendly whistle. Os times pequenos fizeram uma campanha decepcionante. E quando foi preciso, a arbitragem influenciou a favor dos grandes. Tenho um amigo que manda chorar na sala dos milagres de Aparecida.

Antimarketing

A Crefisa marcou um belo gol ao fechar patrocínio com o Palmeiras. Sua marca está sendo muito bem exposta pelo time. E agora marcou um gol contra ao aceitar patrocinar os uniformes dos árbitros.

Não há nada de desonesto nisso, mas fica no ar um cheiro pouco agradável, quando se sabe que no futebol não basta ser honesto. Tem de parecer e mostrar que é honesto.

A Federação, finalmente, evitou essa polêmica, dispensando tal patrocínio. Porque se a arbitragem favorecesse o Palmeiras iriam dizer que foi por causa do patrocinador. Se prejudicasse o Palmeiras falariam que o equívoco deveu-se a preocupação de mostrar que não havia nada de mais com esse patrocínio.

O pior de tudo é que os coitados dos árbitros não ganharam nada.

Metamorfose ambulante

Ninguém precisa recorrer à genial canção de Raul Seixas para perceber que o São Paulo é outro sem Muricy Ramalho. Estranho, muito estranho! O time voltou a correr, a lutar, a disputar bolas difíceis... As vitórias voltaram e mais do que isso, a esperança de uma mudança comprova que no ar existe muito mais do que aviões de carreira. 

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