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Região tem 957 fraudes de água

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Número é referente ao primeiro trimestre em seis
cidades e equivale a dez casos detectados por dia


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

13/04/2015 | 07:00


Nem a água escapa de ser produto de furto e virar caso de polícia. Só nos primeiros três meses de 2015, 957 fraudes em ligações, o equivalente a dez por dia, foram detectadas em seis cidades do Grande ABC (o DAE – Departamento de Água e Esgoto de São Caetano – não possui as informações).

Os tipos de irregularidades praticadas são variados, como violação de lacres, ramal, do hidrômetro ou cavalete, até as modalidades chamadas corrida (retirada do hidrômetro e instalação de tubo em seu lugar, sem registro da passagem de água); by pass (local com ligação que passa por tubulação paralela, geralmente sob o piso, a partir da entrada de água) e ligações clandestinas.

Em Mauá, no primeiro trimestre, foram regularizados 650 casos, segundo a Odebrecht, empresa que faz a gestão comercial do serviço de abastecimento prestado pela Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá). Ainda de acordo com o grupo, levando-se em conta o consumo médio, o volume de água perdido com irregularidades de 2013 a janeiro de 2015 representou 52 milhões de litros, quantidade suficiente para abastecer cerca de 11 mil pessoas em um mês. Atualmente, a situação mais vista pela equipe de fiscalização na cidade são locais onde o imóvel possui ligação clandestina direta do ramal, sem sistema de medição (hidrômetro).

Em Santo André, foram encontradas pelo Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) 124 fraudes de janeiro a março. “É um número muito elevado em apenas três meses”, considera o superintendente da autarquia, Sebastião Ney Vaz Júnior. Com as descobertas, foi obtida economia de 15 milhões de litros de água, suficientes para atendimento de 790 famílias de quatro pessoas, com consumo médio de 20 m³/mês. Já a estimativa de recuperação financeira é de R$ 236.499,08.

Responsável pelo abastecimento de quatro municípios da região, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) detectou 183 irregularidades, recuperando volume de 4,7 milhões de litros desde o início deste ano. Foram 168 fraudes em São Bernardo, nove em Diadema, três em Ribeirão Pires e outras três em Rio Grande da Serra. A maior parte dos casos é de violação nos hidrômetros.

“A Sabesp tem equipe que analisa o consumo dos mais de 300 mil clientes que atendemos na região. Fazemos vistoria e os pontos que têm muita diferença são comércios e indústrias”, fala o superintendente da Unidade de Negócio Sul da Sabesp, Roberval Tavares de Souza.

Além de multa (que varia de município para município e também de local onde o problema é encontrado – se em residência, comércio ou indústria), a pessoa é enquadrada no Código Penal referente a furto de água. A pena para o crime é de um a quatro anos de reclusão.

Crise hídrica eleva casos, dizem empresas

Com o apelo para economia de água diante da crise hídrica que afeta o Estado de São Paulo, as empresas que cuidam do abastecimento acreditam que a situação fez aumentar o número de fraudes.

“Essa questão não é nova, mas o que acontece agora é que, com a crise, isso se intensificou e nós também intensificamos as ações de combate”, falou o superintendente do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), Sebastião Ney Vaz Júnior.

“Quem comete fraude não se preocupa em fazer uso racional da água nem toma os cuidados necessários com a ligação, podendo, entre outras irregularidades, contribuir com a contaminação da rede de abastecimento”, ressaltou, em nota, a Odebrecht, que atua em Mauá.

O superintendente da Unidade de Negócio Sul da Sabesp, Roberval Tavares de Souza, projeta que, até o fim de 2015, cerca de 800 casos de fraudes serão registrados. “Em função da crise, lançamos o bônus para quem economiza água e percebemos que algumas pessoas que não conseguem reduzir acabam utilizando o mecanismo de fraude. Principalmente o comércio e a indústria, que não conseguem diminuir o consumo, acabam cometendo irregularidade em alguma ligação.” 



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