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Refúgio para o calor perto de São Paulo


Da AJB

01/03/2001 | 11:03


Um agradabilíssimo refúgio – que antes fazia parte da região serrana do Rio de Janeiro e hoje, por lei, pertence à região das Agulhas Negras – de cariocas e paulistas é Itatiaia, mais especificamente seu Parque Nacional, grande alavanca turística do lugar.

Em contraste com as sisudas fábricas Michelin e Xerox, que montaram acampamento por ali, a beleza da cidade está no parque, o primeiro do Brasil a ser nomeado Parque Nacional, em 1937, com cachoeiras, trilhas das mais leves às mais exaustivas, visões deslumbrantes do Vale do Paraíba e da Serra da Mantiqueira, fauna e flora que se diferenciam dentro da mesma área.

Estando hospedado nas redondezas ou apenas de visita, vale a pena chegar ao parque na parte da manhã, restando bastante tempo para conhecer o lugar. Um café da manhã daqueles, roupas confortáveis e surradas, tênis ou botas idem, bastante repelente, boné ou chapéu a postos, uma garrafinha d’água, fôlego e espírito aventureiro já são um bom começo.

O primeiro ponto do tour é o Lago Azul, formado pelo rio Campo Belo que corta boa parte do parque. Não se arrisque a mergulhar, pois o fundo de pedras e a forte correnteza podem provocar acidentes. Nesta área, há churrasqueiras que podem ser utilizadas mediante reserva antecipada na administração ou no portão principal do parque.

No caminho estão a cachoeira Poranga , que em tupi-guarani significa beleza, com 10 m de queda d’água que formam uma grande piscina natural, e a Piscina do Maromba, ambas perfeitas para o banho. Perto da Piscina está a trilha para a cachoeira Véu da Noiva. São cerca de 20 minutos de caminhada, que incluem lama, chão de rocha escorregadia e obstáculos íngremes. Mas com ajuda, qualquer um consegue chegar. E vale a pena. Depois de suar pela trilha, nada como um banho, cuja pressão da água massageia os músculos, embaixo de uma queda de 40 m.

Feitos os programas mais lights, chega a hora da verdade para quem chegou até o parque com disposição de sobra. Entre as trilhas mais demoradas estão o Maciço das Prateleiras, a 2.548 m de altitude. De lá de cima, toda a beleza do Vale do Paraíba. São mais de duas horas e meia de caminhada que exigem um bom preparo físico.

Seguindo a ordem de dificuldade, vem os Três Picos, uma caminhada puxada por cerca de três horas. O lugar fica a 1.662 m de altitude. No caminho, é obrigatório parar para um banho na cachoeira do Rio Bonito. Por último, o destino mais difícil e mais procurado por quem vai ao parque atrás de aventura: o Pico das Agulhas Negras. A 2.787 m de altitude, o pico é o quarto mais alto do país e é necessário um dia inteiro para ir e voltar de lá. A subida é pesada e recomenda-se não ir sozinho. O ideal é contratar um guia que conheça o local.

Na hora de ir embora, uma paradinha no Mirante do Último Adeus. Uma rocha de 90 m de altura de onde se tem uma vista linda do rio Campo Belo descendo pelas rochas e do Vale do Paraíba.



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