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Rejeitado, pedreiro atira em mulher em Sto.André

Cabeleireira era perseguida e chegou a denunciar o rapaz


Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

05/01/2012 | 07:00


A obsessão do pedreiro Osmar da Silva Rosa, 44 anos, por Edneia Jeronymo, 43, terminou em tragédia na noite de terça-feira, em Santo André. Inconformado por não ter seu amor correspondido, ele atirou três vezes na cabeleireira na garagem da casa onde ela mora, no Jardim Irene, por volta das 22h30. Acertou uma bala no lábio e outra na testa. A mulher segue internada em estado grave. Com medo, familiares não querem divulgar o nome do hospital.

O caso será investigado pelo 6º DP (Vila Mazzei) da cidade. Rosa permanece foragido. Segundo parentes da vítima, ele começou a ter contato com a família em julho, quando foi contratado para fazer obra na casa de Edneia. Em outubro, os dois tiveram rápido relacionamento. E a vida da cabeleireira mudou para pior.

Sem aceitar o término, o pedreiro passou a persegui-la.Depois, começou a usar de violência. No dia 15 de dezembro, quebrou todos os vidros e amassou a lataria do carro de Edneia com uma marreta. Dois boletins de ocorrência foram feitos na Delegacia de Defesa da Mulher. A intimação para comparecer ao Fórum até o dia 10 deste mês desequelibrou Rosa, que passou a ameaçá-la de morte caso não retirasse a queixa.

Mesmo sofrendo, Edneia procurou esconder dos familiares a situação. "Ela nos poupou ao máximo. Tanto que passou o Natal bem, brincalhona como sempre foi", disse um dos irmãos.

À polícia, o cunhado de Rosa disse que ele passou a segunda-feira falando que ia fazer "uma besteira" e que sua mãe deveria vender terreno que ele tem em seu nome em Sorocaba, no Interior. Em conversa com parentes de Edneia, disse que se ela não fosse dele, "não seria de mais ninguém".

A cabeleireira ligou à noite para um dos irmãos dizendo estar preocupada, pois o pedreiro a estava esperando no portão de casa. Instantes depois, em outra ligação para os pais, tranquilizou-os dizendo que tudo estava bem.

Alguns minutos se passaram e os disparos foram ouvidos na casa. Edneia ainda conseguiu caminhar e conversar, mesmo ferida. Passou por cirurgia de sete horas e foi colocada em coma induzido. "Deus nos permitirá vê-la saindo dessa e esse desgraçado na cadeia", pediu um dos irmãos.



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Rejeitado, pedreiro atira em mulher em Sto.André

Cabeleireira era perseguida e chegou a denunciar o rapaz

Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

05/01/2012 | 07:00


A obsessão do pedreiro Osmar da Silva Rosa, 44 anos, por Edneia Jeronymo, 43, terminou em tragédia na noite de terça-feira, em Santo André. Inconformado por não ter seu amor correspondido, ele atirou três vezes na cabeleireira na garagem da casa onde ela mora, no Jardim Irene, por volta das 22h30. Acertou uma bala no lábio e outra na testa. A mulher segue internada em estado grave. Com medo, familiares não querem divulgar o nome do hospital.

O caso será investigado pelo 6º DP (Vila Mazzei) da cidade. Rosa permanece foragido. Segundo parentes da vítima, ele começou a ter contato com a família em julho, quando foi contratado para fazer obra na casa de Edneia. Em outubro, os dois tiveram rápido relacionamento. E a vida da cabeleireira mudou para pior.

Sem aceitar o término, o pedreiro passou a persegui-la.Depois, começou a usar de violência. No dia 15 de dezembro, quebrou todos os vidros e amassou a lataria do carro de Edneia com uma marreta. Dois boletins de ocorrência foram feitos na Delegacia de Defesa da Mulher. A intimação para comparecer ao Fórum até o dia 10 deste mês desequelibrou Rosa, que passou a ameaçá-la de morte caso não retirasse a queixa.

Mesmo sofrendo, Edneia procurou esconder dos familiares a situação. "Ela nos poupou ao máximo. Tanto que passou o Natal bem, brincalhona como sempre foi", disse um dos irmãos.

À polícia, o cunhado de Rosa disse que ele passou a segunda-feira falando que ia fazer "uma besteira" e que sua mãe deveria vender terreno que ele tem em seu nome em Sorocaba, no Interior. Em conversa com parentes de Edneia, disse que se ela não fosse dele, "não seria de mais ninguém".

A cabeleireira ligou à noite para um dos irmãos dizendo estar preocupada, pois o pedreiro a estava esperando no portão de casa. Instantes depois, em outra ligação para os pais, tranquilizou-os dizendo que tudo estava bem.

Alguns minutos se passaram e os disparos foram ouvidos na casa. Edneia ainda conseguiu caminhar e conversar, mesmo ferida. Passou por cirurgia de sete horas e foi colocada em coma induzido. "Deus nos permitirá vê-la saindo dessa e esse desgraçado na cadeia", pediu um dos irmãos.

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