Fechar
Publicidade

Domingo, 23 de Fevereiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Internacional

internacional@dgabc.com.br | 4435-8301

Irã iniciará etapa industrial de enriquecimento de urânio em fevereiro


Da AFP

26/12/2006 | 11:59


O Irã anunciou que em fevereiro iniciará a primeira etapa da produção de combustível nuclear para satisfazer suas necessidades industriais, mantendo sua postura desafiante frente ao Conselho de Segurança da ONU, que exigiu que a nação islâmica suspenda o enriquecimento de urânio.

"Durante a década do Fajr (os primeiros dez dias de fevereiro, celebrando a vitória da Revolução Islâmica em 1979), começará a primeira fase de produção de combustível nuclear para as necessidades industriais", declarou nesta terça-feira o vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Mehdi Mostafavi.

O Irã assegura que suas atividades de enriquecimento de urânio, iniciadas no segundo trimestre deste ano em Natanz (centro) em nível baixo, têm somente fins civis para a produção de eletricidade.

O chanceler iraniano, Manucher Mottaki, declarou nesta terça-feira em uma sessão do Parlamento a portas fechadas que o Irã preparou a entrada em funcionamento de 3.000 centrífugas e que em pouco tempo esta notícia seria anunciada publicamente, informou o deputado conservador Ali Asgari, citado pelas agências Fars e Mehr.

Perguntado a respeito da data em que começarão a funcionar as novas centrífugas, Mohamed Saidi, vice-presidente da Organização Iraniana de Energia Atômica (OIEA), declarou após a sessão do Parlamento que "será realizada de acordo com o programa anunciado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

"O Irã não precisa da autorização da Agência para pôr em funcionamento as novas centrífugas", esclareceu.

O Conselho de Segurança da ONU adotou no sábado uma nova resolução que impõe sanções ao programa nuclear e balístico do Irã após sua recusa em suspender o enriquecimento de urânio antes do dia 31 de agosto, como havia solicitado uma resolução anterior.

Nas últimas semanas, o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, declarou várias vezes que o Irã organizaria em fevereiro "a grande festa da nuclearização do país".

Ahmadinejad afirmou que o país queria aumentar o nível de enriquecimento de urânio a uma escala industrial para permitir a produção de combustíveis nucleares, enquanto Washington suspeita que Teerã fabrique secretamente armas atômicas.

Por outro lado, Saidi acrescentou que o governo não tinha planos de "abandonar o Tratado de Não Proliferação" nuclear (TNP).

O Parlamento iraniano começou nesta terça-feira a estudar uma lei que obriga o governo a revisar a cooperação com a AIEA depois das sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU.

Alguns deputados exigiram uma lei mais dura, em particular para que o Irã abandone o TNP e proiba a presença de inspetores da AIEA em território nacional.

A legislação atual pede que o governo revise a cooperação entre o Irã e a AIEA, mas lhe dá liberdade para tomar uma decisão.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Irã iniciará etapa industrial de enriquecimento de urânio em fevereiro

Da AFP

26/12/2006 | 11:59


O Irã anunciou que em fevereiro iniciará a primeira etapa da produção de combustível nuclear para satisfazer suas necessidades industriais, mantendo sua postura desafiante frente ao Conselho de Segurança da ONU, que exigiu que a nação islâmica suspenda o enriquecimento de urânio.

"Durante a década do Fajr (os primeiros dez dias de fevereiro, celebrando a vitória da Revolução Islâmica em 1979), começará a primeira fase de produção de combustível nuclear para as necessidades industriais", declarou nesta terça-feira o vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Mehdi Mostafavi.

O Irã assegura que suas atividades de enriquecimento de urânio, iniciadas no segundo trimestre deste ano em Natanz (centro) em nível baixo, têm somente fins civis para a produção de eletricidade.

O chanceler iraniano, Manucher Mottaki, declarou nesta terça-feira em uma sessão do Parlamento a portas fechadas que o Irã preparou a entrada em funcionamento de 3.000 centrífugas e que em pouco tempo esta notícia seria anunciada publicamente, informou o deputado conservador Ali Asgari, citado pelas agências Fars e Mehr.

Perguntado a respeito da data em que começarão a funcionar as novas centrífugas, Mohamed Saidi, vice-presidente da Organização Iraniana de Energia Atômica (OIEA), declarou após a sessão do Parlamento que "será realizada de acordo com o programa anunciado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

"O Irã não precisa da autorização da Agência para pôr em funcionamento as novas centrífugas", esclareceu.

O Conselho de Segurança da ONU adotou no sábado uma nova resolução que impõe sanções ao programa nuclear e balístico do Irã após sua recusa em suspender o enriquecimento de urânio antes do dia 31 de agosto, como havia solicitado uma resolução anterior.

Nas últimas semanas, o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, declarou várias vezes que o Irã organizaria em fevereiro "a grande festa da nuclearização do país".

Ahmadinejad afirmou que o país queria aumentar o nível de enriquecimento de urânio a uma escala industrial para permitir a produção de combustíveis nucleares, enquanto Washington suspeita que Teerã fabrique secretamente armas atômicas.

Por outro lado, Saidi acrescentou que o governo não tinha planos de "abandonar o Tratado de Não Proliferação" nuclear (TNP).

O Parlamento iraniano começou nesta terça-feira a estudar uma lei que obriga o governo a revisar a cooperação com a AIEA depois das sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU.

Alguns deputados exigiram uma lei mais dura, em particular para que o Irã abandone o TNP e proiba a presença de inspetores da AIEA em território nacional.

A legislação atual pede que o governo revise a cooperação entre o Irã e a AIEA, mas lhe dá liberdade para tomar uma decisão.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;