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MP vai apurar caso do funcionário fantasma na Câmara de Diadema

Marina Brandão/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Promotoria decide investigar se Antonio Aldevino Neto, assessor de Cida Ferreira, recebe dinheiro público para não trabalhar no Legislativo


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

04/04/2015 | 07:00


O Ministério Público decidiu investigar o suposto caso de funcionário fantasma na Câmara de Diadema. Na segunda-feira, o Diário mostrou que assessor parlamentar da vereadora Cida Ferreira (PMDB) burlou sistema do RH (Recursos Humanos) da Casa e registrou presença em dias que ainda estavam por vir, com anuência da peemedebista.

A Promotoria de Justiça da cidade não forneceu muitos detalhes sobre a apuração. Não informou quem será convocado ou ritos da investigação. Só confirmou o ato por meio de assessoria de imprensa do órgão estadual e depois de três dias de estourar o episódio.

O Diário revelou que Antonio Aldevino Neto, conhecido como Netinho, fraudou espelho de ponto – a equipe de reportagem teve acesso ao documento com exclusividade. Colegas dele no Legislativo relataram que Netinho não aparecia na Câmara há quase dois meses e que por muitos dias esteve na praia de Paraty, no Rio de Janeiro, em horário de expediente.

Netinho negou ser funcionário fantasma no gabinete de Cida Ferreira e disse que assinou presença em dias que estavam por vir por não ter visto a folha corretamente. Depois da denúncia, Cida solicitou outro documento à presidência da Câmara para retificar as informações e protocolou o espelho com os dados corrigidos.

“Isso é uma folha de ponto. É como cartilha que vem do RH. Não vem mensalmente, ela já chega do ano inteiro. Pode ser que foi equivocado e as assinaturas passaram despercebidas. Porque você vai seguindo uma sequência”, declarou o servidor, argumentando ser assessor parlamentar de rua, não de gabinete.

Enquanto o MP decidiu investigar o caso, a presidência do Legislativo se recusou a apurar a situação. A direção da Casa alegou que o documento fraudado não foi protocolado junto à mesa diretora e que, por isso, não há elementos oficiais para abertura de sindicância. Nenhum vereador registrou queixa sobre o caso.

Nem mesmo a denúncia fez o comando da Câmara, hoje sob tutela de José Dourado (PSDB), agilizar projeto para modernizar o sistema de RH. Atualmente, o servidor indica em folha de papel os dias e horários trabalhados, informações que são rubricadas pelo vereador responsável pelo funcionário. A chefia do Legislativo não tem outro mecanismo de fiscalização.

Pelo cargo, Netinho recebe 3.628,72 mensais e tem direito a telefone corporativo, pago pela Casa. Desde a denúncia, na segunda-feira, foi a todos os dias para a Câmara.



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