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Alas do PP tentam tirar suspeitos do comando



03/04/2015 | 08:28


O envolvimento da cúpula do PP nos principais esquemas de corrupção investigados pela Polícia Federal - nas Operações Lava Jato e Zelotes - criou no partido uma corrente que defende a saída dos suspeitos dos cargos de comando da legenda. Dos 32 políticos do PP que são alvo de apurações sobre desvios na Petrobras no âmbito da Operação Lava Jato, 26 pertencem à Executiva Nacional. Estão entre eles o presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), e o 1º vice-presidente (licenciado), Mário Negromonte (BA).

Pelo menos quatro diretórios estaduais do PP se rebelaram contra uma decisão tomada pela direção partidária na semana retrasada de adiar em até seis meses o próprio mandato que acaba no próximo dia 15 de abril. Esse grupo é composto pelos diretórios do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina e Goiás.

O presidente do PP gaúcho, Celso Bernardi, afirma que o partido está "desconfortável" com o envolvimento da cúpula da legenda nos principais esquemas de corrupção e diz ser contra a manutenção da atual direção. Para ele, chegou a hora de separar "o joio do trigo" na sigla.

"O partido está desconfortável com isso e quer novos caminhos e novos nomes para dirigir o partido em nível nacional", afirmou. "A instituição não pode ser vítima do processo. Temos que lutar dentro do partido para separar o joio do trigo", disse o dirigente estadual.

A Executiva Nacional do PP vai se reunir na terça-feira da semana que vem para definir a nova data da convenção.

Para o deputado federal Esperidião Amin (PP-SC), a resolução foi decidida por uma instância incompetente e sem amparo legal, uma vez que o estatuto interno do partido não prevê a prorrogação do mandato. "Só pode acontecer se for para coincidir com calendário eleitoral, o que não é o caso", disse.

Segundo o parlamentar, a justificativa que a Executiva Nacional usou para prorrogar o mandato - a investigação de lideranças na Operação Lava Jato - também pode ser usada para se pedir a alteração da diretoria. "É inegável que os pedidos de investigação causaram mal-estar no partido", afirmou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Alas do PP tentam tirar suspeitos do comando


03/04/2015 | 08:28


O envolvimento da cúpula do PP nos principais esquemas de corrupção investigados pela Polícia Federal - nas Operações Lava Jato e Zelotes - criou no partido uma corrente que defende a saída dos suspeitos dos cargos de comando da legenda. Dos 32 políticos do PP que são alvo de apurações sobre desvios na Petrobras no âmbito da Operação Lava Jato, 26 pertencem à Executiva Nacional. Estão entre eles o presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), e o 1º vice-presidente (licenciado), Mário Negromonte (BA).

Pelo menos quatro diretórios estaduais do PP se rebelaram contra uma decisão tomada pela direção partidária na semana retrasada de adiar em até seis meses o próprio mandato que acaba no próximo dia 15 de abril. Esse grupo é composto pelos diretórios do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina e Goiás.

O presidente do PP gaúcho, Celso Bernardi, afirma que o partido está "desconfortável" com o envolvimento da cúpula da legenda nos principais esquemas de corrupção e diz ser contra a manutenção da atual direção. Para ele, chegou a hora de separar "o joio do trigo" na sigla.

"O partido está desconfortável com isso e quer novos caminhos e novos nomes para dirigir o partido em nível nacional", afirmou. "A instituição não pode ser vítima do processo. Temos que lutar dentro do partido para separar o joio do trigo", disse o dirigente estadual.

A Executiva Nacional do PP vai se reunir na terça-feira da semana que vem para definir a nova data da convenção.

Para o deputado federal Esperidião Amin (PP-SC), a resolução foi decidida por uma instância incompetente e sem amparo legal, uma vez que o estatuto interno do partido não prevê a prorrogação do mandato. "Só pode acontecer se for para coincidir com calendário eleitoral, o que não é o caso", disse.

Segundo o parlamentar, a justificativa que a Executiva Nacional usou para prorrogar o mandato - a investigação de lideranças na Operação Lava Jato - também pode ser usada para se pedir a alteração da diretoria. "É inegável que os pedidos de investigação causaram mal-estar no partido", afirmou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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