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Futuro em risco

Aline Pietri/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Da Redação

03/04/2015 | 07:00


Mais um problema afeta o fornecimento de refeições aos alunos de São Bernardo. No retorno do ano letivo, em fevereiro, houve corte de metade da merenda de 80 mil alunos. Desta vez, 480 cozinheiras e auxiliares da empresa ERJ – contratada pelo Paço para colocar as profissionais nas escolas da rede municipal infantil – fizeram greve ontem por não receber salários. Diante disso, as instituições de ensino dispensaram ontem 1.430 crianças, de 0 a 3 anos, das aulas.

Relato das merendeiras dão conta de que o problema no pagamento é corriqueiro. A Prefeitura, sob comando do prefeito Luiz Marinho (PT), diz que suas obrigações contratuais estão em dia e que vai acionar a Justiça para que a companhia cumpra suas atribuições trabalhistas.

Apesar de ser um problema, aparentemente, restrito à empresa, a responsabilidade também é da gestão pública. Primeiro porque era uma situação anunciada. Nos últimos meses ocorreu atraso no contracheque. Providências para evitar a paralisação deveriam ter sido tomadas. Além disso, a administração petista tem de se cercar dos artifícios necessários para manter a oferta de alimento aos estudantes nos próximos dias, já que o sindicato da categoria afirma que a paralisação continuará na segunda-feira.

Sabe-se que a escola, mais do caráter de formação, tem função social importante. É nela que inúmeras crianças, em todo o Brasil, fazem suas principais refeições do dia, pois em casa a família não tem possibilidades financeiras de arcar com tantas despesas. Acrescente-se, ainda, o fato de um aluno sem alimentação não ter condições de atingir o aprendizado adequado. Nada adianta o poder público implantar métodos de ensino revolucionários, ferramentas tecnológicas de última geração, preparar os professores com os mais modernos conceitos educacionais se o básico, que é fornecer merenda aos estudantes, não é devidamente cumprido.

Que a Prefeitura e a empresa tenham consciência do mal que estão fazendo para o futuro do País, que são as crianças, e restabeleçam o mais breve possível a refeição.



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Futuro em risco

Da Redação

03/04/2015 | 07:00


Mais um problema afeta o fornecimento de refeições aos alunos de São Bernardo. No retorno do ano letivo, em fevereiro, houve corte de metade da merenda de 80 mil alunos. Desta vez, 480 cozinheiras e auxiliares da empresa ERJ – contratada pelo Paço para colocar as profissionais nas escolas da rede municipal infantil – fizeram greve ontem por não receber salários. Diante disso, as instituições de ensino dispensaram ontem 1.430 crianças, de 0 a 3 anos, das aulas.

Relato das merendeiras dão conta de que o problema no pagamento é corriqueiro. A Prefeitura, sob comando do prefeito Luiz Marinho (PT), diz que suas obrigações contratuais estão em dia e que vai acionar a Justiça para que a companhia cumpra suas atribuições trabalhistas.

Apesar de ser um problema, aparentemente, restrito à empresa, a responsabilidade também é da gestão pública. Primeiro porque era uma situação anunciada. Nos últimos meses ocorreu atraso no contracheque. Providências para evitar a paralisação deveriam ter sido tomadas. Além disso, a administração petista tem de se cercar dos artifícios necessários para manter a oferta de alimento aos estudantes nos próximos dias, já que o sindicato da categoria afirma que a paralisação continuará na segunda-feira.

Sabe-se que a escola, mais do caráter de formação, tem função social importante. É nela que inúmeras crianças, em todo o Brasil, fazem suas principais refeições do dia, pois em casa a família não tem possibilidades financeiras de arcar com tantas despesas. Acrescente-se, ainda, o fato de um aluno sem alimentação não ter condições de atingir o aprendizado adequado. Nada adianta o poder público implantar métodos de ensino revolucionários, ferramentas tecnológicas de última geração, preparar os professores com os mais modernos conceitos educacionais se o básico, que é fornecer merenda aos estudantes, não é devidamente cumprido.

Que a Prefeitura e a empresa tenham consciência do mal que estão fazendo para o futuro do País, que são as crianças, e restabeleçam o mais breve possível a refeição.

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