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É baixa a procura por pescados neste ano

Claudinei Plaza/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Consumidor se queixa dos preços; vendedores aguardam movimento hoje, Sexta-Feira Santa


Marina Teodoro
Especial para o Diário

03/04/2015 | 07:05


Sexta-Feira Santa pede peixes para substituir a carne vermelha, mas, até ontem, a movimentação em peixarias da região era fraca, com muitos clientes reclamando de preços dos produtos, em meio ao cenário de inflação elevada, que reduz o poder de compra dos consumidores. Na Peixaria Ramos, que fica na área da Craisa (Campanha Regional de Abastecimento Integral de Santo André), a encarregada Silvia dos Santos Marques, reclamou da baixa movimentação ao longo de toda a semana. De acordo com a funcionária, até mesmo ontem, véspera do feriado, a procura não empolgou. “As pessoas deixam para comprar tudo de última hora, mas até agora não tivemos nenhum resultado semelhante ao de outros anos” afirmou.

O vendedor da peixaria do Mercado Municipal de São Bernardo Edson Teruo descreveu situação semelhante. “Esperamos que melhore amanhã (hoje).” O estabelecimento, que investe em produtos frescos como corvina, salmão, sardinha e cação, costumava ter bom movimento na véspera do feriado, por ser uma opção a quem não quer pagar caro pelo bacalhau, segundo Teruo.

Manuel Norberto Lopes da Silva, proprietário de banca de peixes que está instalada na Praça Lisboa, na Vila Palmares, também conta com a reação das vendas hoje. “A crise econômica assusta as pessoas, mas acredito que amanhã (hoje) será bem melhor”, disse Silva, que integra a Campanha do Pescado da Craisa, que começou na quarta-feira e vai até hoje, das 8h às 14h em vários pontos da cidade.

CUSTOS - De acordo com a pesquisa do Diário feita ontem em peixarias da região, o bacalhau do Porto, produto tradicionalmente consumido na data, chega a custar R$ 78,90 o quilo. Em supermercados, é encontrado a partir de R$ 42, ou seja, diferença de 86%. Quem não pôde pagar pelo peixe nobre, buscou opções para substituir o alimento. A média de valor da corvina estava R$ 21,95 ontem e o cação, R$ 26.

Porém, a demanda se retraiu de maneira geral. A professora andreense Terezinha Ferreira Nunes, 46, estava indignada com os valores dos pescados. “Bacalhau nem pensar, mas neste ano está difícil encontrar alternativa.”

A funcionária pública Maria Elice dos Anjos, de São Bernardo, também reclamou. “(O peixe) já está caro, mas alguns lugares abusam e cobram ainda mais. Se eu não pesquisasse bem, teria que improvisar neste ano, coisa que nunca faço” comentou.

A desempregada Valdete Chagas dos Santos, 57, de Santo André, escolheu um produto mais em conta, já que não pôde bancar o peixe norueguês. “Ainda assim, não acho que valha a pena pagar (por um pescado). Estou levando porque minha filha decidiu pagar.” 



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É baixa a procura por pescados neste ano

Consumidor se queixa dos preços; vendedores aguardam movimento hoje, Sexta-Feira Santa

Marina Teodoro
Especial para o Diário

03/04/2015 | 07:05


Sexta-Feira Santa pede peixes para substituir a carne vermelha, mas, até ontem, a movimentação em peixarias da região era fraca, com muitos clientes reclamando de preços dos produtos, em meio ao cenário de inflação elevada, que reduz o poder de compra dos consumidores. Na Peixaria Ramos, que fica na área da Craisa (Campanha Regional de Abastecimento Integral de Santo André), a encarregada Silvia dos Santos Marques, reclamou da baixa movimentação ao longo de toda a semana. De acordo com a funcionária, até mesmo ontem, véspera do feriado, a procura não empolgou. “As pessoas deixam para comprar tudo de última hora, mas até agora não tivemos nenhum resultado semelhante ao de outros anos” afirmou.

O vendedor da peixaria do Mercado Municipal de São Bernardo Edson Teruo descreveu situação semelhante. “Esperamos que melhore amanhã (hoje).” O estabelecimento, que investe em produtos frescos como corvina, salmão, sardinha e cação, costumava ter bom movimento na véspera do feriado, por ser uma opção a quem não quer pagar caro pelo bacalhau, segundo Teruo.

Manuel Norberto Lopes da Silva, proprietário de banca de peixes que está instalada na Praça Lisboa, na Vila Palmares, também conta com a reação das vendas hoje. “A crise econômica assusta as pessoas, mas acredito que amanhã (hoje) será bem melhor”, disse Silva, que integra a Campanha do Pescado da Craisa, que começou na quarta-feira e vai até hoje, das 8h às 14h em vários pontos da cidade.

CUSTOS - De acordo com a pesquisa do Diário feita ontem em peixarias da região, o bacalhau do Porto, produto tradicionalmente consumido na data, chega a custar R$ 78,90 o quilo. Em supermercados, é encontrado a partir de R$ 42, ou seja, diferença de 86%. Quem não pôde pagar pelo peixe nobre, buscou opções para substituir o alimento. A média de valor da corvina estava R$ 21,95 ontem e o cação, R$ 26.

Porém, a demanda se retraiu de maneira geral. A professora andreense Terezinha Ferreira Nunes, 46, estava indignada com os valores dos pescados. “Bacalhau nem pensar, mas neste ano está difícil encontrar alternativa.”

A funcionária pública Maria Elice dos Anjos, de São Bernardo, também reclamou. “(O peixe) já está caro, mas alguns lugares abusam e cobram ainda mais. Se eu não pesquisasse bem, teria que improvisar neste ano, coisa que nunca faço” comentou.

A desempregada Valdete Chagas dos Santos, 57, de Santo André, escolheu um produto mais em conta, já que não pôde bancar o peixe norueguês. “Ainda assim, não acho que valha a pena pagar (por um pescado). Estou levando porque minha filha decidiu pagar.” 

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