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Acusado de homicídios é extraditado


Tiago Dantas
Do Diário do Grande ABC

18/04/2010 | 07:19


O supervisor de manutenção Armando Fernandes Pita, 39 anos, foi extraditado da Argentina anteontem. Acusado de matar a ex-mulher e a filha de 8 meses em novembro de 2006, Pita foi levado por policiais federais à carceragem do 3° DP de São Bernardo, cidade onde o crime aconteceu. Ele deve ficar lá até amanhã, quando poderá ser levado a um CDP (Centro de Detenção Provisória).

Pita sumiu após cometer os assassinatos. Seu destino manteve-se ignorado até 27 de maio de 2007, quando entrou na Argentina usando documentos falsos. Uma denúncia anônima levou a polícia argentina a encontrá-lo em 27 de setembro daquele ano em um complexo de quadras de tênis de Mar del Plata, onde trabalhava. Desde então, o acusado estava preso em uma cadeia daquele país.

O Ministério Público denunciou o supervisor de manutenção por duplo homicídio qualificado em 24 de abril de 2007. Na tarde de 1° de novembro de 2006, Pita foi até a casa onde a ex-mulher, Hozana Rodrigues, 33, estava morando com Sofia, 8 meses, a filha do casal.

Juntos, eles saíram do prédio, na Chácara Inglesa, em São Bernardo, e foram até a casa do irmão do acusado, no Jardim Cantareira, também na cidade. Lá, as duas foram assassinadas. A perícia constatou que Hozana foi estrangulada até a morte, enquanto o bebê foi morto por asfixia. Pita teria usado um travesseiro ou lençol, segundo a denúncia.

Ao lado dos corpos, os policiais encontraram um bilhete que dizia: "Eu só queria minha família de volta. Gui, amo você." Gui é o apelido do filho de 8 anos que Pita teve em seu primeiro casamento - Hozana foi a terceira mulher do supervisor. A Justiça pode determinar um novo interrogatório do acusado, que ainda não foi ouvido durante o processo. A família de Pita e seu advogado não foram localizados ontem.

 
‘Espero que ele apodreça na cadeia'

"Espero que ele fique bastante tempo preso, que apodreça na cadeia." Com essas palavras, a vendedora Sara Rodrigues, 46 anos, reagiu à extradição de Armando Fernandes Pita. Irmã de Hozana e tia de Sofia, mortas por Pita, Sara fez questão de ir ao 3° DP, ontem de manhã, para se certificar de que o acusado estava detido.

"Olhei para ele e disse: ‘Tinha que ter pena de morte para alguém como você'", contou. "Queria ter certeza que era ele mesmo. A gente estava até pensando em contratar um advogado e ir para a Argentina ver como estava o processo. Minha mãe tem 70 anos e não acreditava que ele estava preso."

Sara lembra que Pita e Hozana ficaram juntos por menos de um ano. "Eles se conheceram quando o Armando ainda era casado. Ele se separou e chamou minha irmã para morar com ele. Casaram logo e ela engravidou", afirma a vendedora. Antes de se casar, Pita teria dito que tinha feito vasectomia.

O relacionamento dos dois foi marcado por reações ciumentas de Pita. "Ele não deixava ela sozinha nunca, entrava no e-mail dela e começou a agredi-la também", afirma sara. Hozana chegou a registrar boletim de ocorrência de lesão corporal contra Pita, mas retirou a queixa no dia seguinte. O casal acabou se separando.

O acusado chegou a sequestrar Sofia por um dia. "Enquanto ele estava foragido, troquei todas as fechaduras de casa e andava com uma barra de ferro na bolsa. Ainda tenho medo que ele me mate", diz Sara.



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Acusado de homicídios é extraditado

Tiago Dantas
Do Diário do Grande ABC

18/04/2010 | 07:19


O supervisor de manutenção Armando Fernandes Pita, 39 anos, foi extraditado da Argentina anteontem. Acusado de matar a ex-mulher e a filha de 8 meses em novembro de 2006, Pita foi levado por policiais federais à carceragem do 3° DP de São Bernardo, cidade onde o crime aconteceu. Ele deve ficar lá até amanhã, quando poderá ser levado a um CDP (Centro de Detenção Provisória).

Pita sumiu após cometer os assassinatos. Seu destino manteve-se ignorado até 27 de maio de 2007, quando entrou na Argentina usando documentos falsos. Uma denúncia anônima levou a polícia argentina a encontrá-lo em 27 de setembro daquele ano em um complexo de quadras de tênis de Mar del Plata, onde trabalhava. Desde então, o acusado estava preso em uma cadeia daquele país.

O Ministério Público denunciou o supervisor de manutenção por duplo homicídio qualificado em 24 de abril de 2007. Na tarde de 1° de novembro de 2006, Pita foi até a casa onde a ex-mulher, Hozana Rodrigues, 33, estava morando com Sofia, 8 meses, a filha do casal.

Juntos, eles saíram do prédio, na Chácara Inglesa, em São Bernardo, e foram até a casa do irmão do acusado, no Jardim Cantareira, também na cidade. Lá, as duas foram assassinadas. A perícia constatou que Hozana foi estrangulada até a morte, enquanto o bebê foi morto por asfixia. Pita teria usado um travesseiro ou lençol, segundo a denúncia.

Ao lado dos corpos, os policiais encontraram um bilhete que dizia: "Eu só queria minha família de volta. Gui, amo você." Gui é o apelido do filho de 8 anos que Pita teve em seu primeiro casamento - Hozana foi a terceira mulher do supervisor. A Justiça pode determinar um novo interrogatório do acusado, que ainda não foi ouvido durante o processo. A família de Pita e seu advogado não foram localizados ontem.

 
‘Espero que ele apodreça na cadeia'

"Espero que ele fique bastante tempo preso, que apodreça na cadeia." Com essas palavras, a vendedora Sara Rodrigues, 46 anos, reagiu à extradição de Armando Fernandes Pita. Irmã de Hozana e tia de Sofia, mortas por Pita, Sara fez questão de ir ao 3° DP, ontem de manhã, para se certificar de que o acusado estava detido.

"Olhei para ele e disse: ‘Tinha que ter pena de morte para alguém como você'", contou. "Queria ter certeza que era ele mesmo. A gente estava até pensando em contratar um advogado e ir para a Argentina ver como estava o processo. Minha mãe tem 70 anos e não acreditava que ele estava preso."

Sara lembra que Pita e Hozana ficaram juntos por menos de um ano. "Eles se conheceram quando o Armando ainda era casado. Ele se separou e chamou minha irmã para morar com ele. Casaram logo e ela engravidou", afirma a vendedora. Antes de se casar, Pita teria dito que tinha feito vasectomia.

O relacionamento dos dois foi marcado por reações ciumentas de Pita. "Ele não deixava ela sozinha nunca, entrava no e-mail dela e começou a agredi-la também", afirma sara. Hozana chegou a registrar boletim de ocorrência de lesão corporal contra Pita, mas retirou a queixa no dia seguinte. O casal acabou se separando.

O acusado chegou a sequestrar Sofia por um dia. "Enquanto ele estava foragido, troquei todas as fechaduras de casa e andava com uma barra de ferro na bolsa. Ainda tenho medo que ele me mate", diz Sara.

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