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Vânia Bastos está no 'Na Mira do Lira'


Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

15/01/2004 | 20:06


O Sesc São Caetano recebe nesta sexta-feira, às 20h, uma das figuras de destaque da vanguarda paulista, movimento que no início dos anos 80 sacudiu a cena musical com uma proposta inovadora marcada pelo experimentalismo. Essa cantora é Vânia Bastos, que atuou nas bandas de Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção, e depois foi solista do primeiro. Desde 1986, segue carreira solo.

A apresentação de Vânia integra o projeto Na Mira do Lira, que já recebeu Arrigo Barnabé e terá, nas próximas sextas-feiras, a cantora Tetê Espíndola (dia 23) e o músico Mário Manga (31). O nome da série faz referência ao clube Lira Paulistana, ponto de convergência dos artistas do movimento no bairro de Pinheiros.

“Meu primeiro show na carreira solo foi no Lira, dentro de um projeto chamado Boca no Trombone. Estava nervosa, a casa cheia, foi um desafio imenso. Mas a partir daí fiquei mais segura”, diz Vânia. Esse espetáculo ocorreu em 1983, quando a cantora já somava dois anos de trabalho ao lado de Itamar e um com a banda Sabor de Veneno, de Arrigo.

Depois desse debut, Vânia foi alçada ao posto de solista, o qual ocupou durante os discos Clara Crocodilo (1980) e Tubarões Voadores (1984), ambos peças-chave da trajetória de Arrigo.

“Havia rebeldia e ousadia no movimento. Éramos diferentes, com convicção. Mas costumo dizer que a vanguarda se expandiu graças à imprensa. A vanguarda foi super lida e vista nos teatros, mas não tocava no rádio nem aparecia na TV”, afirma Vânia.

Nesta sexta, antes do show, será exibido um vídeo no qual o jornalista Carlos Callado explica as raízes e a essência do movimento e no qual comenta sobre a trajetória da cantora. “A vanguarda surgiu há mais de 20 anos. Não podemos esquecer que há uma nova geração que talvez desconheça essa história. Ainda não assisti ao vídeo, será uma surpresa”.

O repertório será um apanhado da carreira de Vânia, exibido no formato voz e piano (com Fábio Torres). Dos tempos da vanguarda, assegura Sabor de Veneno e Cidade Oculta. Também promete a canção folclórica armênia Loosin Yelav, a qual apresenta com freqüência desde aquela estréia no Lira Paulistana.

“Vou cantar Paulista, que não pode faltar nunca. Essa música ficou na história, é uma espécie de hino de São Paulo”, diz Vânia, lembrando que o show é também uma homenagem aos 450 anos da cidade de São Paulo, que se completam no próximo dia 25.

Outras canções confirmadas são Paisagem da Janela, Chegou a Bonitona, A Vizinha do Lado, Toca a Banda, Paulista, Canta Mais e Beto. Para 2004, Vânia Bastos tem um plano: gravar seu primeiro disco ao vivo. O objetivo é poder inserir no álbum músicas que hoje estão fora de catálogo e por isso, são difíceis de serem encontradas.

Na Mira do Lira – Show com Vânia Bastos. Nesta sexta-feira, às 20h. No Sesc São Caetano – r. Piauí, 554. Tel.: 4223-8800. Ingr.: R$ 10,00, R$ 7,50 (usuário matriculado) e R$ 4,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes).



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Vânia Bastos está no 'Na Mira do Lira'

Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

15/01/2004 | 20:06


O Sesc São Caetano recebe nesta sexta-feira, às 20h, uma das figuras de destaque da vanguarda paulista, movimento que no início dos anos 80 sacudiu a cena musical com uma proposta inovadora marcada pelo experimentalismo. Essa cantora é Vânia Bastos, que atuou nas bandas de Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção, e depois foi solista do primeiro. Desde 1986, segue carreira solo.

A apresentação de Vânia integra o projeto Na Mira do Lira, que já recebeu Arrigo Barnabé e terá, nas próximas sextas-feiras, a cantora Tetê Espíndola (dia 23) e o músico Mário Manga (31). O nome da série faz referência ao clube Lira Paulistana, ponto de convergência dos artistas do movimento no bairro de Pinheiros.

“Meu primeiro show na carreira solo foi no Lira, dentro de um projeto chamado Boca no Trombone. Estava nervosa, a casa cheia, foi um desafio imenso. Mas a partir daí fiquei mais segura”, diz Vânia. Esse espetáculo ocorreu em 1983, quando a cantora já somava dois anos de trabalho ao lado de Itamar e um com a banda Sabor de Veneno, de Arrigo.

Depois desse debut, Vânia foi alçada ao posto de solista, o qual ocupou durante os discos Clara Crocodilo (1980) e Tubarões Voadores (1984), ambos peças-chave da trajetória de Arrigo.

“Havia rebeldia e ousadia no movimento. Éramos diferentes, com convicção. Mas costumo dizer que a vanguarda se expandiu graças à imprensa. A vanguarda foi super lida e vista nos teatros, mas não tocava no rádio nem aparecia na TV”, afirma Vânia.

Nesta sexta, antes do show, será exibido um vídeo no qual o jornalista Carlos Callado explica as raízes e a essência do movimento e no qual comenta sobre a trajetória da cantora. “A vanguarda surgiu há mais de 20 anos. Não podemos esquecer que há uma nova geração que talvez desconheça essa história. Ainda não assisti ao vídeo, será uma surpresa”.

O repertório será um apanhado da carreira de Vânia, exibido no formato voz e piano (com Fábio Torres). Dos tempos da vanguarda, assegura Sabor de Veneno e Cidade Oculta. Também promete a canção folclórica armênia Loosin Yelav, a qual apresenta com freqüência desde aquela estréia no Lira Paulistana.

“Vou cantar Paulista, que não pode faltar nunca. Essa música ficou na história, é uma espécie de hino de São Paulo”, diz Vânia, lembrando que o show é também uma homenagem aos 450 anos da cidade de São Paulo, que se completam no próximo dia 25.

Outras canções confirmadas são Paisagem da Janela, Chegou a Bonitona, A Vizinha do Lado, Toca a Banda, Paulista, Canta Mais e Beto. Para 2004, Vânia Bastos tem um plano: gravar seu primeiro disco ao vivo. O objetivo é poder inserir no álbum músicas que hoje estão fora de catálogo e por isso, são difíceis de serem encontradas.

Na Mira do Lira – Show com Vânia Bastos. Nesta sexta-feira, às 20h. No Sesc São Caetano – r. Piauí, 554. Tel.: 4223-8800. Ingr.: R$ 10,00, R$ 7,50 (usuário matriculado) e R$ 4,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes).

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