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Exportação fica um terço menor


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

01/03/2015 | 07:07


As exportações das empresas do Grande ABC em janeiro ficaram praticamente um terço abaixo do registrado no mesmo período de 2014, aponta levantamento realizado pelo Diário com base em números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Isso é explicado, entre outros fatores, pela continuidade da crise na Argentina, que segue com dificuldades para pagar em dólares pelos produtos adquiridos de outros países, segundo representantes do empresariado.

O faturamento alcançado com as vendas ao Exterior dos sete municípios somou US$ 250 milhões no primeiro mês de 2015, o que é 32% menos do que os US$ 369 milhões obtidos no início de 2014. E do total da receita com a comercialização de produtos ao mercado externo neste ano, 37% (US$ 92 milhões) foi resultado de negócios com a Argentina. O montante ainda é elevado, já que o país vizinho se mantém como principal destino dos itens brasileiros, mas é 36% inferior ao que foi gerado no começo do ano passado com as vendas para lá.

O empresário Donizete Duarte da Silva, que é diretor da regional do Ciesp (Centro das Indústrias do EStado de São Paulo) de Diadema, exemplifica, com sua própria experiência, a situação incerta de encomendas para esse mercado. “Eu tinha carga para a Argentina, mas travamos (adiamos), não temos garantia de pagamento. Estava para fechar contrato de dois anos, mas não posso investir para produzir sem saber se vou receber”, afirma.

Um dos problemas é a falta de divisas (dólares) do governo da presidente Cristina Kirchner para que os importadores locais possam pagar pelos produtos trazidos de fora. Outro é a demanda retraída. As vendas de veículos novos dentro da Argentina em 2014 encolheram 28% em relação a 2013. “A situação na Argentina não é boa e as barreiras continuam”, afirma o vice-diretor da regional do Ciesp de São Caetano, William Pesinato, referindo-se às limitações impostas para dificultar a entrada de produtos, como a imposição de autorizações prévias, para as quais o país vizinho não dá prazo definido para liberá-las, nem detalha com clareza os critérios para sua concessão.

Pesinato assinala ainda que o câmbio em patamar mais elevado, na faixa de R$ 2,80, ajuda os exportadores brasileiros, mas ainda não foi suficiente. “Até porque as condições internas são ruins, os preços das matérias-primas estão subindo e também os impostos, e a mão de obra é cara. Por isso, as empresas brasileiras perdem mercado para produtos que vem da Ásia”, afirma.

Apesar disso, ele acredita que se o câmbio se mantiver nesse patamar, é possível que haja melhora nos negócios ao Exterior. Um dos caminhos, na avaliação do diretor do Ciesp de Diadema, são os Estados Unidos, cujo mercado está em fase de recuperação da demanda. Outra expectativa, sobretudo da indústria automobilística, é de que saia um novo acordo automotivo com o México. Isso é importante para a região, que tem como principais produtos da pauta exportadora veículos e autopeças. Houve na sexta mais uma rodada de negociações entre os dois países, que ainda não chegou a uma conclusão. As duas partes devem voltar a se encontrar na segunda semana de março. 



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