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GCM que atirou em taxista responderá a processo e poderá ser expulso da corporação

Marina Brandão/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Motivo teria sido briga de trânsito; outras duas pessoas ficaram feridas


Nelson Donato
Especial para o Diário

28/02/2015 | 07:00


O guarda-civil municipal de São Caetano Celso César dos Santos, 43 anos, que disparou contra um taxista, na quinta-feira durante um discussão por conta de uma leve batida de carro e feriu outras duas pessoas, responderá processos administrativo e policial. De acordo com a Corregedoria da corporação, a pena pode acarretar sua demissão.

Santos ingressou na GCM há 21 anos e nunca cometeu uma transgressão grave. Ele realizou exames psicológicos em outubro, onde não foi detectado nenhum distúrbio. No momento do ocorrido, o guarda estava à paisana e atirou com arma particular.

Segundo o comandante da corporação, Douglas Batista da Silva, a atitude é inadmissível. “Essa não é a conduta da Guarda, estamos todos surpresos. Nossa função é proteger e servir a população.”

O taxista Márcio Moreira Matos, 41, que foi atingido de raspão na cabeça, conta que aguardava uma cliente que fazia compras em uma farmácia na Rua Manoel Coelho, no Centro, por volta das 17h20, quando um veículo atingiu a traseira de seu táxi. “Senti o contato com o automóvel dele e desci para verificar se havia algum dano.” Matos diz que o guarda o ofendeu e isentou-se de culpa. “Ele me xingou de trouxa, se virou e saiu.”

Mais ou menos dez minutos depois, Santos voltou e teria recomeçado a discussão com Matos. “Eu aguardava a passageira do lado de fora e ele perguntou por que eu o estava encarando”. A partir daí começou a troca de ofensas entre os dois. “Quando ele me chamou de vagabundo, eu ri e disse que estava ali a trabalho. Acho que ele se irritou e, sem cerimônias, puxou a arma e disparou.”

O taxista afirma ter ficado atordoado com o barulho do tiro. “Só o vi recuar um dois metros, com a arma em punho.” Ele nem se deu conta de que a orelha havia sido ferida. “Um homem disse que eu estava machucado, me passou o celular e liguei para a emergência.” Alguns minutos após a ligação, viaturas chegaram ao local, prenderam o guarda-civil e o encaminharam para o DP Sede. O boletim de ocorrência também foi registrado ali. As vítimas foram encaminhadas para o hospital de emergência e liberadas em seguida.

O prefeito Paulo Pinheiro (PMDB) garante que uma sindicância será instaurada para apurar o caso. “Teremos apuração rigorosa. Se não foi justo o ato dele, será punido.” 



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