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América Latina e Caribe têm 2 milhoes de adolescentes grávidas


Do Diário do Grande ABC

13/11/2000 | 12:55


Cerca de dois milhoes adolescentes, muitas delas abusadas sexualmente dentro de sua própria família, tornam-se maes todos os anos na América Latina, uma cifra impressionante e que provocou alarme nos organismos que velam pelos direitos da infância.

Um estudo do Fundo das Naçoes Unidas para a Infância (UNICEF) assegurou que ``do 13 milhoes de partos registrados anualmente na regiao, dois milhoes correspondem a adolescentes entre os 15 e os 19 anos''.

O tema das maes adolescentes será um dos pontos abordados na X Cúpula Ibero-americana que será realizada no Panamá de 17 e 18 de novembro, sob o lema ``Unidos pela Infância e Adolescência, base da justiça e igualdade no novo milênio''.

As meninas e adolescentes também sao utilizadas por proxenetas em países que se transformaram em centros de turismo sexual, como Rio de Janeiro, República Dominicana, Lima, San José, entre outros, de acordo com denúncias de órgaos nao-governamentais.

Segundo a UNICEF, ``a iniciaçao sexual pode se dar com algum grau de abuso que, em muitos casos, traz como conseqüência imediata a gravidez. O ataque incestuoso, o estupro ou a seduçao coercitiva do homem mais velho provém, no geral, de seu ambiente social ou do trabalho''.

Uma boa porcentagem dessas maes adolescentes começaram a ser abusadas quando tinham apenas cinco anos e dentro de sua própria família, de acordo com um estudo realizado na Costa Rica sobre vítimas femininas de maus tratos domésticos.

Por outro lado, no Brasil, ``meninas de 9 a 14 anos sao vítimas de exploraçao sexual'', indica ainda o estudo.

A maioria das maes adolescentes provém de lares pobres ou desfeitos.

Um estudo da Comissao Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) assinala que ``os lares pobres encabeçados por mulheres apresentam os níveis mais críticos e persistentes da pobreza''.

``Se fala da 'feminizaçao da pobreza' como um fenômeno que vem ganhando expressao na regiao, nas últimas décadas. As menores rendas das mulheres pobres sao explicadas, em parte, por seu menor nível educativo ou porque as remuneraçoes que recebem sao sistematicamente inferiores às dos homens'', diz a CEPAL.

Pobreza, abuso sexual de meninas e adolescentes e gravidez precoce andam de maos dadas na América Latina e no Caribe, de acordo com os estudos efetuados pelos organismos especializados.



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