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Rice viaja ao oriente Médio para relançar negociações de paz


Da AFP

15/02/2007 | 17:11


A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, viaja sexta-feira para o Oriente Médio, onde deve presidir segunda-feira, em Jerusalém, uma conferência israelense-palestina voltada para relançar as negociações de paz paralisadas há cerca de sete anos.

Rice anunciou nos últimos meses a existência de uma "nova abertura" num processo de paz entre israelenses e palestinos que inclua a criação de um Estado palestino independente.

Rice se reunirá com dois dirigentes - o premier israelense Ehud Olmert e o presidente palestino Mahmud Abbas - muito enfraquecidos pelos conflitos internos que assolam seus países.

"Olmert e Abbas não controlam seu território, são prisioneiros de sua própria política doméstica. Esta é uma combinação que tem tudo para dar errado: grandes problemas e líderes fracos", declarou o ex-diplomata americano Aaron Miller.

A idéia de Rice é resolver as questões de segurança que bloquearam as negociações israelenses-palestinas durante anos, e convencer as partes a definir as fronteiras de um futuro Estado palestino.

A iniciativa de Rice tem como objetivo fortalecer a posição de Abbas e de seu partido, o Fatah, que trava uma luta pelo poder com o movimento islâmico radical Hamas.

Segundo a lógica americana, evocar temas cruciais como as fronteiras de um Estado palestino, o futuro de Jerusalém e o destino dos refugiados palestinos ajudará a convencer os palestinos de que Abbas está mais preparado para defender sua causa do que o Hamas, considerado um grupo terrorista por Israel e pelo Ocidente.

No entanto, o plano sofreu um revés quando a luta pelo poder entre o Hamas e o Fatah degenerou em sangrentos enfrentamentos que deixaram mais de 100 mortos e quase provocaram uma guerra civil nos territórios palestinos.

Na semana passada em Meca, na Arábia Saudita, os dois movimentos chegaram a um acordo. Nesta quinta-feira, o primeiro-ministro Ismail Haniyeh, do Hamas, apresentou a demissão de seu governo ao presidente Abbas, que o encarregou de formar um gabinete de união nacional.

A Casa Branca lembrou nesta quinta-feira que este novo governo deverá reconhecer o direito à existência de Israel e os acordos passados, e renunciar à violência.

"Nossas condições (para colaborar com o governo palestino) sempre foram as mesmas", declarou o porta-voz presidencial Tony Snow.

"As incertezas que pairam sobre o próximo governo palestino, sua composição e seu programa complicaram a situação" e a missão de paz de Condoleezza Rice na região, admitiu o porta-voz Sean McCormack.



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