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Governo processa Waldomiro Diniz por improbidade administrativa


Do Diário OnLine
Com Agências

19/07/2004 | 18:44


A AGU (Advocacia-Geral da União) entrou com uma ação por improbidade administrativa contra o ex-assessor da Casa Civil da Presidência da República Waldomiro Diniz, acusado de cobrar propina do empresário lotérico Carlos Augusto Ramos (Carlinhos Cachoeira) e de envolvimento nas negociações para a renovação do contrato entre a CEF (Caixa Econômica Federal) e a multinacional GTech, que administra as máquinas de loterias no país.

A ação foi encaminhada à Procuradoria-Regional da União na 1º Região, na última sexta-feira (dia 16). A AGU ainda enviou nota à CGU (Controladoria-Geral da União) e aos ministros Waldir Pires (Controladoria-Geral da União) e Aldo Rebelo (Coordenação Política) para comunicar que a ação foi ajuizada e pedir providências às pastas.

Se for condenado, o ex-assessor da Casa Civil terá seus direitos políticos suspensos por cinco anos; pagará multa civil de 100 vezes o valor da remuneração mensal recebida no cargo que ocupava e será proibido de contratar com o Poder Público ou receber benefícios creditícios, direta ou indiretamente, pelo prazo de três anos.

Ímprobo - A ação é resultado da sindicância aberta pela Secretaria de Coordenação Política da Presidência para investigar as denúncias contra Waldomiro Diniz, que foi exonerado do governo federal em fevereiro passado. Na ação, os advogados da AGU afirmam que "os elementos coletados pela comissão de sindicância interna são suficientes para comprovar que o ex-assessor usou o cargo público para tentar tirar proveito econômico em benefício próprio e de terceiro".

O relatório da comissão de sindicância concluiu que Waldomiro Diniz usou do cargo público que ocupava para favorecer Carlinhos Cachoeira e o 'pseudo-consultor' Rogério Buratti na renovação do contrato entre a Caixa e a GTech. Nos depoimentos prestados à comissão de sindicância, Marcelo José Rovai e Antônio Carlos Lino Rocha, representantes da GTech, confirmaram a atuação do ex-assessor da Casa Civil nas negociações.

Uma gravação de vídeo feita em 2002, quando Waldomiro Diniz presidia a Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro), flagrou ele pedindo propina a Carlinhos Cachoeira para favorecê-lo em licitações para a exploração de jogos lotéricos. O dinheiro pedido pelo então presidente da Loterj teria duas destinações: benefício próprio e financiamento das campanhas eleitorais de Geraldo Magela (candidato do PT ao governo do Distrito Federal), Benedita da Silva (candidata do PT ao governo do Rio de Janeiro) e Rosinha Matheus (então candidata do PSB ao governo do Rio de Janeiro).



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