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Lutas internas atingem PKK após condenaçao de Ocalan


Do Diário do Grande ABC

06/07/1999 | 10:37


Os confrontos internos entre o braço político e o braço armado do Partido dos Trabalhadores do Curdistao (PKK, curdos separatistas) sobre a conduta a seguir após a condenaçao à morte de seu líder, Abdullah Ocalan, pareciam evidentes na terça-feira, na Turquia.

Apesar de o mesmo Ocalan e a organizaçao política do PKK terem pedido calma aos militantes, à espera da decisao definitiva sobre sua eventual execuçao, o braço armado reivindicou na segunda-feira o atentado mais sanguinário de uma série que afeta a Turquia, depois da condenaçao de Ocalan. Um café foi metralhado no centro de Elazig (Leste) na quinta-feira, com saldo de pelo menos 6 mortos.

Na segunda-feira, um atentado suicida (a marca dos rebeldes) foi cometido por uma mulher de 19 anos que fez explodir os explosivos que levava na frente de uma gendarmeria, em Adana (Sul), com saldo de 14 feridos.

O braço político do PKK, a Frente de Libertaçao Nacional do Curdistao (ERNK), acabava de se eximir de qualquer responsabilidade na serie de atentados cometidos em Istambul e Elazig, depois do veredicto que condenou à morte por enforcamento Abdullah Ocalan, em 29 de junho, afirmando que "mesmo que os autores sejam curdos, nao estao organizados".

O Exército Popular de Libertaçao do Curdistao (ARGK) o desmentiu energicamente, num comunicado divulgado pouco depois pela agência pró-curda DEM, com sede em Colônia (Alemanha), na qual reivindicava o ataque de Elazig.

O mesmo Ocalan reiterou na segunda-feira, segundo os advogados que acabavam de vê-lo na ilha-prisao de Imrali, que condenava tais atentados. Os ataques acontecem num momento crucial para Ocalan: a Turquia avalia as vantagens e desvantagens políticas de executá-lo. A decisao final será tomada pelo Parlamento.

Vários analistas turcos chegaram à conclusao de que o PKK quer que seu líder seja enforcado e rechaça sua estratégia de paz, considerando que este quer chegar a um acordo com o Estado, que lhe permitiria salvar sua vida, mas que prejudicaria a causa separatista curda.

Durante seu processo, Ocalan pediu desculpas, reconheceu "erros" e disse que a rebeliao curda já nao tinha sentido, motivo pelo qual deveria entregar as armas, para buscar uma soluçao "dentro do Estado turco democrático".



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