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Para lembrar Teresa, a ocariana...

À maneira que a grande festa se aproxima, o coração da mocidade bate com mais vigor...


Ademir Medici

14/02/2015 | 07:00


“À maneira que a grande festa se aproxima, o coração da mocidade bate com mais vigor. Já ontem à noite pela cidade houve os ensaios de lutas carnavalescas. Várias senhoritas receberam o batismo do lança-perfume, a que se seguiam algumas nuvens de confetes que, neste ano de crise, volta ser o menino bonito dos foliões.”

Cf. O Estado de S. Paulo, 13-2-1915.

Foi a noite áurea de Teresa Maynard o domingo de Carnaval de 1985 em Santo André. Uma estrela. Uma baiana do Ocara. Personagem escolhida para simbolizar a Folia andreense. Na semana seguinte, uma história contada no Diário, no perfil redigido por Alexandre Figuerôa, que pergunta: “Mas quem é esta personagem tão importante para uma escola de samba, a ponto de influir no seu desempenho?”.

O repórter entrevista Teresa, fala com os demais componentes, faz observações próprias. Escreve:

Uma sambista, uma figura tradicional, uma incentivadora, ou simplesmente uma foliona?

Teresa Mainard é tudo isto e muito mais. Com seus 60 anos é, na verdade, o espírito mais jovem do Ocara e, quem duvidar, pergunte para um de seus companheiros de Folia.

“Não gosto de aparecer”, diz ela, que começou a sair com o Ocara quando o então rancho foi formado, em 1956. Começou como maquiadora. Passou a diretora de harmonia. Foi convencida a ir para a avenida.

Era 1983. O Ocara ganhava uma nova baiana. “Muito do que a escola é hoje deve a ela, que dedica boa parte da sua vida ao Carnaval”, comentava Valquiria, chefe da ala das baianas.

Ocara mantinha o charme familiar. O filho de Teresa, Carlos Cardoso, desfilava; a nora Mira Souto; os netos Juliano e Adriana, esta a mascote da ala das baianas.

“Sempre fui foliona e gosto de viver com os jovens”, declarava Teresa, que depois de desfilar na Dom Pedro II, em Santo André, seguiu para o desfile da Avenida Tiradentes, em São Paulo.

Não sem antes responder à última pergunta do Alexandre:

– Qual a melhor recordação em todos estes anos de samba?

– A amizade que conquistei de todos os que são do Ocara.

Diário há 30 anos

Quinta-feira, 14 de fevereiro de 1985 – ano 27, nº 5749

Manchete – Tancredo mostra a governadores a lista do ministério

Grande ABC – As chuvas voltaram ontem com descarga magnética, causando transtornos e desabamentos.

- Deslizamentos mantêm a ferrovia interditada entre Paranapiacaba e Santos.

Cultura – O Sindicato do Comércio Varejista do Grande ABC apresenta a sua biblioteca, que vai se chamar Ramiro Colleoni.

Em 14 de fevereiro de...

1915 – A guerra. Do noticiário do Estadão: ‘Os alemães bombardeiam Nieuport e as posições francesas a Leste de Ypres’.

- Major Gustavo Eugenio de Moraes e Silva vem ao distrito de Santo André. Quer comprar uma chácara e nela instalar uma grande criação de aves raras.

1955 – Fundada, em Mauá, a Agremiação Esportiva Porcelana Real.

1970 – Mauá inaugura a Praça da Itália, no Jardim Haydée.

Santos do dia

- Cirilo (na estampa, monge, 826 – 868) e Metódio eram irmãos. Nasceram na Tessalônica. Dedicaram-se à evangelização dos eslavos. Em 1980 foram proclamados copatronos da Europa, ao lado de São Bento, pelo papa João Paulo II.

- Metódio, bispo

- Valentim

Nas ondas do rádio

Viagem no tempo, com Marcelo Lopes Duarte – Vinte e quatro horas por dia na internet: www.viagemnotempo.net . Aos sábados e domingos, o melhor do flash-back, com canções populares brasileiras e internacionais; de segunda-feira a sexta-feira, o melhor da música instrumental. E mais: fotografias e ‘notícias no tempo’.

Estadão AM (700) e FM (92,9) – Estadão Acervo – Os 75 anos do sambista Osvaldinho da Cuíca; blocos e bandas pré-carnavalescas revigoram o gosto de cariocas e paulistas pelas marchinhas de Carnaval; homenagem ao cantor de sambas Germano Mathias, que completou 80 anos em 2014. Apresentação: Geraldo Nunes. Por causa da cobertura dos desfiles, em novos horários. Hoje, excepcionalmente às 8h e às 14h; amanhã, às 8h.

Rádio ABC (1570) – Causas Nobres. O Carnaval, suas marchinhas, suas histórias. Produção e apresentação: Antonio Dalto. Hoje, ao meio-dia.

Bandeirantes AM (840) e FM (90,9) – Memória. Segundo de dois programas exclusivamente sobre marchinhas e sambas de enredo carnavalescos dos últimos 80 anos. Produção e apresentação: Milton Parron. Hoje, às 23h, com reprise amanhã às 5h.
 



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