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Suzane se apresenta na delegacia e já está presa


Do Diário OnLine

10/04/2006 | 20:30


Suzane Von Richthofen, 22 anos, acusada de planejar a morte dos pais em outubro de 2002, tendo com cúmplices seu namorado Daniel Cravinhos e o irmão dele Christian, se apresentou nesta segunda-feira ao 89o Distrito Policial, que fica localizado no bairro do Morumbi, em São Paulo.

Ela chegou à delegacia com o rosto coberto e acompanhada do seu tutor Denivaldo Barni. Suzane deixará o local apenas para fazer exames de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal), já que ficará presa até seu julgamento, que acontece no dia 5 de junho

A Justiça de São Paulo, por meio do juiz Richard Francisco Chequini, havia decretado durante a tarde a prisão da jovem. O pedido foi feito pelo promotor do caso Roberto Tardelli.

O motivo da detenção foi a entrevista que a ex-universitária concedeu ao Fantástico (Rede Globo), sua primeira para uma emissora de televisão desde que saiu da prisão. Previamente orientada por seu advogado para chorar em frente às câmeras, ela interrompeu sua conversa com a reportagem durante 11 vezes para, supostamente, enxugar as lágrimas.

No entanto, um microfone de lapela revelou que o choro da jovem não passava de uma farsa. Sem saber que o áudio já estava ligado, ela começou a conversar com seu advogado, Denivaldo Barni, e recebeu a orientação para que chorasse. "Eu não vou conseguir", respondeu.

Instantes depois, ainda com o microfone ligado, Suzane começou a conversar com um outro advogado, Mário Sérgio de Oliveira, e novamente recebeu orientações sobre o que responder quando fosse questionada sobre Daniel Cravinhos, seu ex-namorado — também envolvido no assassinato do casal Richthofen. Oliveira, então, pediu a ela para dizer que Daniel a manipulava e que a obrigava a fazer coisas em nome do amor que tinha por ele. 

Além disso, a entrevista concedida por Suzane Von Richthofen ao Fantástico poderá ser usada contra ela no julgamento. Em declarações ao Jornal Hoje, Roberto Tardelli afirmou que a ex-universitária se comportou como uma “atriz de quinta categoria”.

Os irmãos Cravinhos, acusados de participação na morte do casal Von Richthofen, também tiveram sua situação agravada e voltaram à prisão depois de concederem uma entrevista à rádio Jovem Pan, quando afirmaram que Suzane teria sido estuprada desde os 13 anos de idade e forneceram detalhes do crime até então desconhecidos pela polícia.

Comportamento infantil – Calçando pantufas, Suzane demonstra um comportamento infantil durante toda a entrevista. Em um momento, ela interrompe a conversa com a repórter e só aceita retomar o diálogo ao lado dos pássaros de estimação, com quem começa a brincar.

Questionada sobre os pais assassinados, ela diz que sente muita falta "de um colinho, dos abraços", e que queria voltar no tempo para não ter conhecido Daniel. "Você não imagina como é triste lembrar de toda a felicidade que vivi com os meus pais, saber que isso nunca mais vai acontecer. Que eu nunca mais vou vê-los, ou abraçá-los, e dizer "te amo", disse.

OAB – A Ordem dos Advogados do Brasil declarou que vai abrir uma sindicância para investigar se os advogados de Suzane desrespeitaram a ética e a disciplina da profissão na entrevista dada na noite deste domingo ao fantástico. A entidade promete analisar o comportamento dos profissionais.

Advogado Protesta - Já Mário de Oliveira Filho, um dos advogados de Suzane, condenou a reportagem do Fantástico. Em entrevista à rádio CBN, ele afirmou que a matéria foi editada de maneira parcial e que não vê nenhuma infração ética no comportamento dos advogados, que orientaram como a acusada deveria se comportar.

O advogado ainda declarou à revista Consultor Jurídico que orientar um cliente é dever do advogado. Segundo Filho, o que o profissional não pode fazer é agir de maneira antiética, como esconder algum documento ou falsear provas.

Ele afirmou que apenas Barni poderia dizer porque orientou a acusada a chorar e disse não acreditar que a entrevista foi uma situação forçada pelos advogados para sensibilizar a opinião pública.


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