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Igrejas são vítimas de ladrões


Evandro De Marco
Do Diário do Grande ABC

18/01/2010 | 07:01


O medo de pecar não tira a ousadia dos criminosos que, só em 2009, cometeram 43 crimes contra igrejas na região. Os números correspondem a boletins de ocorrência registrados nas delegacias do Grande ABC. A quantidade de casos pode ser ainda maior, uma vez que algumas vítimas não levam o fato ao conhecimento da polícia.

A maior parte dos crimes é de furto - foram 39 no ano passado - e roubos (4). O período preferido para os bandidos agirem é a madrugada. "Quando chegamos, encontramos tudo revirado. Levaram R$ 10 mil em equipamentos da banda que toca nos cultos.Tivemos de juntar dinheiro e comprar tudo novamente", lamenta o presbítero Calcides Braz Pereira, 53 anos, da Igreja de Cristo Pentecostal do Brasil, que fica na rua Carmen Miranda, bairro Sonia Maria, em Mauá.

Os principais alvos são as igrejas evangélicas (35), concentradas em São Bernardo e, principalmente, em Mauá, onde houve grande número de crimes no último trimestre, em especial no mês de dezembro.

As católicas tiveram oito ocorrências, mas, foi na Igreja Sagrado Coração de Jesus, em Santo André, que os bandidos lucraram mais, roubarando cerca de R$ 20 mil depois de render o padre.

O fato de estarem abertas ao público em geral é apontado como um dos facilitadores para a ação dos criminosos. "Qualquer um pode frequentar os cultos e avaliar o que pode ser levado e como fezer isso", afirma o pastor Luiz Carlos Eidan, 36 anos, da Igreja Evangélica Quadrangular, localizada na rua Luzern, Vila Suissa, em São Bernardo.

O coronel reformado da Polícia Militar e especialista em segurança José Vicente da Silva Filho acredita que os crimes podem estar sendo cometidos por algumas quadrilhas. "Estes grupos identificam a vulnerabilidade de um nicho e estão explorando isso até despertar a atenção da polícia para o fato."

Outra característica dos delitos são os alvos preferenciais dos bandidos, que quase sempre levam dinheiro ou instrumentos musicais e aparelhos de som. "Os ladrões identificaram que existe um mercado paralelo com relação a esses produtos, por isso partem para esse tipo de crime", salienta.

 Apenas cinco foram presos por participar dos crimes


Dos 43 casos registrados no ano passado de crimes de furto e roubo contra igrejas - incluindo as tentativas - apenas cinco pessoas foram presas imediatamente depois da ação, quatro dos detidos agiram contra instituições evangélicas de São Bernardo e um cometeu furto a uma igreja católica em Santo André. Três dos acusados são maiores e dois menores.

O especialista em segurança José Vicente da Silva Filho afirma que a polícia deve investir na investigação para identificar os grupos. "Quando ocorre um crime é solicitada perícia no local. Sempre existem indícios como impressões digitais, por exemplo, que podem levar aos autores."



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