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Desapropriações geram insegurança

Marina Brandão/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Imóveis foram esvaziados para realização de obras do Corredor Leste-Oeste em São Bernardo


Nelson Donato
Especial para o Diário

11/02/2015 | 07:00


Moradores da Rua Arlindo Bettio, no bairro Alves Dias, em São Bernardo, têm vivido sob ameaça nos últimos meses. Casas da via que foram desapropriadas para as obras do Corredor Leste-Oeste, iniciadas no ano passado na cidade, estão sendo saqueadas e usadas para consumo de drogas.

A comerciante Maria de Lourdes Olah, 61 anos, conta que, desde que os primeiros imóveis começaram a ser esvaziados, em outubro, não consegue ficar tranquila. “Roubaram telhas e fiação da minha casa. Não posso mais deixar as janelas abertas com medo que alguém invada minha residência”. Ainda segundo ela, na semana passada homens desceram de um carro e roubaram tapumes de um dos terrenos. Eles teriam ameaçado os moradores locais.

Na casa ao lado da de Maria, a equipe do Diário flagrou a ação de dois homens que retiravam materiais e, ao perceberem a aproximação da reportagem, saíram rapidamente. Na residência havia vestígios de uso de drogas. As outras habitações vazias tinham sinais de invasão e vandalismo.

O também comerciante José Carlos Cano, 64, disse que a criminalidade nunca foi tão alta na região. “O bairro era tranquilo, mas agora temos medo de sair.” Ele cobrou posição dos responsáveis pelas obras, realizadas na primeira etapa pelo Consórcio Mobilidade SBC, formado pelas empresas OAS e Constran.

Segundo Maria, a presença da polícia no bairro é irregular e, por isso, não flagra os ladrões. O comandante da PM (Polícia Militar) do Grande ABC, coronel Marcelo Cortez Ramos de Paula, afirmou que reforçará as rondas na área. “Também vamos falar com os responsáveis pelas obras, já que é obrigação deles dar condições para garantir a segurança da população, evitando que canteiros se transformem em pontos de drogas.”

Procurada, a Prefeitura informou que as desapropriações ainda estão em curso na via. A administração disse ainda ter solicitado reforço da GCM (Guarda Civil Municipal), que vai intensificar as rondas no local.

As obras do Corredor Leste-Oeste começaram em agosto. Serão cerca de 20 quilômetros de pistas, que irão conectar a região do Jardim Irajá até a divisa com Diadema. O empreendimento está orçado em R$ 335,2 milhões, sendo R$ 82 milhões repassados pelo governo federal, por meio do Orçamento Geral da União. Outros R$ 165 milhões serão obtidos por meio de linhas de financiamento, enquanto o valor restante será aplicado com recursos do Tesouro municipal. Para que o empreendimento possa ser viabilizado, 198 imóveis terão de ser desapropriados.



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