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Lauro Michels admite contingenciamento em 30% e critica Dilma

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeito de Diadema revela corte nos gastos e dispara contra petista; ‘se o Marinho, do PT, está com dificuldades imagina eu, mero mortal’


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

08/02/2015 | 07:00


Chefe do Executivo de Diadema, Lauro Michels (PV) admitiu aplicar contingenciamento da ordem de 30% por secretarias neste ano. O verde projeta congelamento de parte da peça orçamentária, no valor de R$ 1,26 bilhão para o exercício vigente – montante 14,88% maior do que 2014. O prefeito disparou críticas diretas ao novo ajuste fiscal da presidente Dilma Rousseff (PT), responsabilizando boa parte dos atrasos nos repasses à política econômica implementada pela petista.

“A macro economia em todo o País vai mal e quando está assim a micro, que somos nós (Prefeitura), fica péssima. Uma catástrofe. A Dilma está atrasando repasses que vão comprometendo nossos serviços. Se o prefeito número um do Brasil, homem do Lula (ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva), que é o prefeito Luiz Marinho, nome do PT (de São Bernardo), está com dificuldades em receber, imagina eu, mero mortal”, ironizou.

O prefeito diademense seguiu com o tom ofensivo à chefe da Nação ao ressaltar falta de empenho por parte da União em diagnosticar problemas dos municípios. “Cada cidade tem o seu convênio com o governo e necessita dos repasses para tocar. No entanto, o que eu mais recebo de Brasília é carta mencionando que haverá adiamento no envio da verba para esse ou aquele (programa). Já pedi por audiência para tentar melhorar a situação, mas não consegui nada ainda. Vamos continuar trabalhando”, complementou Lauro.

Em contrapartida, o verde garantiu que o setor de Saúde não entra na lista de congelamento, negando respingo de sua política de austeridade. “É área que estamos conseguindo nos sobressair e realizar atendimento de pessoas fora da cidade, da Capital, que ficaram sem unidades.”

Para assegurar andamento dos serviços, o chefe do Executivo citou série de ações que visa contenção nas despesas. “A situação se define como um paciente que deixou a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e foi para o quarto. Estamos economizando em tudo. Até o cafezinho nós seguramos. Lançamos política de economia de luz. Vamos vender os carros da administração. Alternativas não faltam para tentarmos deixar a condição um pouco mais saudável”, salientou.

Em relação a cargos comissionados, o verde assegurou que não precisou fazer cortes ‘na carne’. “O que foi necessário fazer nesse sentido foi congelar algumas funções”, disse, revelando outro impasse na Prefeitura: atraso no pagamento de fornecedores. “Existem problemas neste sentido sim, com alguns prestadores de serviços. Nada preocupante que vá levar a paralisação de serviços, mas há”, afirmou Lauro, sem mencionar montante do débito.
 



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