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Destaques da Campus Party


Renato Cunha
Especial para o Diário

08/02/2015 | 07:00


Termina hoje a Campus Party, maior evento de tecnologia realizado em território brasileiro, com mais de 600 horas de atividades, divididas entre palestras, debates e workshops. 

A feira teve como tema principal a homenagem aos 150 anos da obra do escritor de ficção científica francês, Júlio Verne, Da Terra à Lua. Isso fez com que os palcos tivessem nomes de corpos celestes do Sistema Solar, cada um abrigando um tema distinto. 

O Palco Terra trouxe palestrantes consagrados do mundo geek, como Paul Zaloom, Miguel Nicolelis, Chris Anderson e Adam Howard. O Palco Netuno contou com debates e palestras sobre segurança e redes. Já o Palco Saturno, ficou voltado para os makers, trazendo palestras sobre ‘como fazer você mesmo’. 

No Palco Sol a discussão foi sobre ciência e ficção científica. Um dos temas mais comentados foi inteligência artificial, além de outros diversos locais que discutiram sobre redes sociais, empreendedorismo, games e simulação.

A Campus Party também abre espaço para os campuseiros mostrarem seus trabalhos. O professor de Computação da UFABC Francisco Isidro, acampou por lá e aproveitou a oportunidade para expor seu projeto, o Infiny, um jogo de ação que se passa na Avenida Paulista. “Está muito legal esse ano. A coisa ferve aqui à noite, de madrugada. A galera não para. As palestras acontecem o tempo todo, fora os debates e discussões.”

O evento também contou com atrações curiosas, como o curso que ensina a língua dos elfos da saga Senhor dos Anéis. A aula reuniu cerca de 200 alunos. Teve ainda uma invasão de pombos que rendeu memes e foi criado um Tumblr chamado Pomboseiros, com referência ao termo campuseiros. 

Estudos para fazer o bem

Na quarta-feira, teve a palestra do neurocientista brasileiro e professor Miguel Nicolelis, um dos pesquisadores responsáveis pela criação do exoesqueleto usado na cerimônia de abertura da Copa do Mundo no ano passado, quando o para-atleta Juliano Pinto, 29 anos, deu o chute inicial do campeonato. O profissional contou um pouco de sua história e de como se tornou um professional geek, termo que usou várias vezes durante a conversa. Segundo ele, é o que todo nerd deve almejar. “Ser um professional geek é usar as ferramentas que você tem para ganhar a vida fazendo o que gosta e, se possível, ajudando os outros.” 

O especialista explicou o projeto atual. “Funciona como uma extensão do corpo humano, é ligado diretamente com o pensamento do paciente. Ele pensa e manda os movimentos para um membro robótico, que faz a função cinética.” 

O professor também contou curiosidades sobre o exoesqueleto. “Atrás da cabeça do Juliano tinha a foto dos 158 cientistas que colaboraram no projeto. E no bolso da camisa, estava o lenço que Santos Dummont levou quando fez o primeiro voo com o 14 Bis.” Nicolelis foi ovacionado pelo público e, antes de terminar, arriscou uma previsão sobre o futuro. “Tudo será controlado pela força do pensamento.”

Paul Zaloom de novo no Brasil

O ator do Mundo de Beakman, programa televisivo estadunidense exibido no Brasil entre os anos de 1994 e 2005 para ensinar ciência com bom humor, desembarcou na Campus Party na quinta-feira para fazer o que sabe de melhor: divertir e ensinar.

Paul Zaloom começou o show fazendo experimentos, se utilizando de famosas leis da ciência, sempre interagindo com a plateia e fazendo piadas e tiradas de improviso. A cada esquete, o ator pedia ajuda da plateia com voluntários, que ele chamava de ‘vítimas’. Ele fez experimentos sobre pressão do ar, sobre o sonic boom (efeito que faz aquele barulho do chicote), sobre centros gravitacionais, entre outros.

Após o show de ciência, Zaloom contou sobre sua vida e carreira, os bastidores da atração e mostrou alguns vídeos com erros de gravação. Também fez uma homenagem ao amigo e companheiro de programa, Mark Ritts, que interpretou o rato Lester.

PC Diferente

Andar pelos corredores da Campus Party é uma experiência surreal, não só porque existe o risco de cair um drone na cabeça ou tropeçar em um robô. Mas, principalmente, por encontrar coisas inusitadas expostas pelos campuseiros, como os case modes,computadores modificados ao gosto do dono com temas diversos. 

Allysson Victor, 28 anos, de João Pessoa, Paraíba, curte a ideia. “Venho desde a primeira edição, adoro tecnologia. Quando vi um computador diferente, quis fazer algo no meu também.” Já Bruno Lima, 23, de Belo Horizonte, Minas Gerais, tem modelos de heróis de HQ. “Dá para fazer de tudo.”

O paulista Emerson Pedroso, 22, fez um PC com o Charizard, um dragão de fogo do Pokémon. O detalhe é que, ativando um dispositivo pelo bluetooth do celular, o robô solta fumaça pelas narinas.

Curiosidades: 

ACAMPAMENTO NERD – A feira reuniu 8 mil campuseiros de todo o Brasil para prestigiar e mostrar o trabalho. Teve também o espaço Open Campus, que ficou reservado para as pessoas que não conseguiram acampar, mas puderam participar de diversas atividades gratuitamente.

EVENTO FEZ SUCESSO – Os principais pontos positivos do evento, segundo o público que permaneceu acampado no local, foram a climatização do ambiente (nas últimas edições estava muito quente) e o espaço físico, que foi melhorado em relação aos anos anteriores.



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